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Após projetar avião, garoto de dez anos disputa título de gênio mirim

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Com dez anos, menino britânico diz que seus pais têm inteligência 'média'

Com dez anos, menino britânico diz que seus pais têm inteligência ‘média’

A maioria dos pais fica orgulhosa de seus filhos e acha secretamente que eles são mais inteligentes do que seus amigos. Mas alguns deles realmente são pais de gênios.

Hugo, de dez anos, é um dos participantes de um concurso da Mensa, a associação internacional que reúne pessoas que obtém, em testes padrão de QI, um índice de acerto de 98% ou superior.

Ele é uma das 21 crianças entre 7 e 11 anos que estão competindo pelo título de gênio mirim da Grã-Bretanha.

O garoto é um entusiasta de trens e de engenharia e até já projetou um avião inteiro, que pretende fabricar quando for mais velho.

“Fico entediado com alguns tipos de tarefas. Eu geralmente faço as tarefas da escola muito rapidamente e às vezes pego trabalho extra”, disse Hugo à BBC.

A mãe dele, Michelle Goodwill, disse que “ele sempre deu trabalho. Quando nossos amigos souberam que estávamos esperando outro bebê, acharam que estávamos loucos”.

Vida social

Mesmo depois de perceberem que o garoto tinha inteligência acima do normal, Michelle conta que ela e o pai de Hugo se esforçaram para que ele tivesse uma vida social com os colegas de escola.

“Sempre quisemos que ele fosse normal, então sempre nos esquivamos de atividades em grupo com outras crianças superdotadas, como as da Mensa e coisas do tipo. Então foi por sorte que caímos lá, porque uma amiga me disse que, se Hugo fosse o filho dela, ela se envolveria na Mensa.”

“Eles estão na média, acho. Meu pai está um pouco acima da média e minha mãe tem inteligência, o que é bom.”

Hugo, falando sobre os próprios pais.

“Queremos que ele seja o mais normal possível, porque é assim que se fazem amigos, se faz sucesso, se fica popular. Mas se você se tornar muito ‘exclusivo’ e só andar com pessoas muito inteligentes o tempo todo, não estará tão envolvido socialmente”, disse ela.

Entre os adversários de Hugo no concurso está um prodígio do xadrez de oito anos e uma menina conhecida como “ábaco humano”, por ser mais rápida que uma calculadora.

O garoto diz ainda que não se sente sozinho, mesmo estando à frente dos colegas na escola, e afirma ter “muitos amigos”.

Perguntado se os próprios pais são inteligentes, ele responde. “Eles estão na média, acho. Meu pai está um pouco acima da média e minha mãe tem inteligência, o que é bom”, diz.

Sinais

Um dos sinais de que uma criança pode ser superdotada parece ser que não é possível impedi-la de aprender mais rápido do que as outras.

A consultora da Mensa britânica Lyn Kendall diz ter percebido que seu filho Chris, hoje com 30 anos, tinha inteligência acima da média quando o descobriu quando criança aprendendo sozinho a escrever pela manhã, antes que o resto da família tivesse acordado.

Aos quatro anos, ele preferia ler obras de Charles Dickens na escola em vez de brincar com outras crianças.

“Crianças superdotadas geralmente preferem a companhia de crianças mais velhas ou de adultos”, diz Kendall.

A instituição lista ainda outras características que podem indicar um QI acima da média, que incluem uma memória incomum, um conhecimento mais profundo de determinados assuntos, um senso de humor altamente desenvolvido, aptidão especial para música ou artes e a vontade de estar no controle.

A série Child Genius, que irá ao ar no canal de TV britânico Channel 4 nesta terça-feira, acompanhará o dia a dia e os desafios das famílias das crianças superdotadas que participam da competição da Mensa.

BBC

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Filas marcam retorno da Bienal Internacional do Livro a São Paulo

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Após quatro anos, evento voltou a ser realizado presencialmente

Por Elaine Patrícia Cruz -Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Quatro anos depois e uma pandemia, a Bienal Internacional do Livro volta a ser realizada de forma presencial em São Paulo. A 26a edição do evento teve início ontem (2) no Expo Center Norte, na capital paulista, e vem gerando filas gigantescas. Neste domingo (3) ensolarado, por exemplo, o público que decidiu visitar a Bienal do Livro reclamou de uma espera de até duas horas na fila para poder entrar no local.

O administrador Andre Kaufmann, 56 anos, foi um dos que estiveram hoje no Expo Center Norte e reclamou muito da falta de organização para entrada no evento. Segundo ele, não existiam filas específicas, por exemplo, para quem já havia adquirido o ingresso com antecedência. Ele reclamou ainda de que várias pessoas que chegaram depois, conseguiram entrar ao local antes dele. “Acho super importante [um evento como esse]. Porque é a demonstração de que todo mundo continua lendo ainda. Mas podiam fazer alguma coisa mais sensata e organizada. Se tenho um ingresso aqui [que comprei adiantado], [deveria entrar em] uma fila. Quem vai comprar ingresso, outra fila”, falou. “Quem está chegando na última hora não pode atravessar você que chegou aqui às 10h da manhã. Isso é falta de respeito”, disse ele, indignado.

A dificuldade na fila também foi relatada por Nádia Miranda, 42 anos. Ela contou ter esperado por duas horas para poder entrar na Bienal. Apesar disso, ainda estava animada para participar do evento. “É cansativo [esperar na fila]. Mas acho que, quando a gente entra, vale a pena”, disse ela à reportagem da Agência Brasil. No evento deste ano, ela pretende comprar livros e entrar em contato com algumas autoras. “Acompanho muito as autoras independentes. Então hoje vim ver algumas delas que estão aqui expondo”, contou. Leitora voraz, segundo contaram suas amigas, Nádia reforça a importância da leitura nos dias de hoje. “O mundo atual está muito sujo, mas o mundo da arte é diferente: a gente consegue viajar”, disse ela.

A trabalhadora da área de saúde, Marilene Bezerra de Sousa Oliveira, 51 anos, trouxe a família para a Bienal neste domingo. Após também ter passado duas horas na fila para entrar ao local, ela estava animada para participar do evento pela primeira vez na vida. “Eu não conhecia, é a minha primeira vez aqui. Não conhecia a Bienal. Sabia que tinha, mas essa é a primeira vez que estou aqui”, contou ela à reportagem. Marilene diz que lê menos do que gostaria, por causa da correria do dia a dia. Mas que sua filha lê bastante. “Eu leio menos do que minha filha. Ela lê dois livros por mês. Eu até lia, mas agora com a correria [fica mais difícil]”, disse ela.

Do lado de dentro

Dentro da Bienal, o que se viu também foi muita gente, muita aglomeração. Percorrer os corredores do Expo Center Norte não era uma tarefa simples a ser realizada neste domingo. Havia filas nos banheiros, nos corredores e até mesmo em alguns stands de livrarias. Mas isso não desanimou o público presente. Caso do estudante e recepcionista Mateus Henrique Santos, 17 anos. “É a minha primeira vez. E estou amando muito”, disse ele, muito animado, à Agência Brasil.

Segurando diversas sacolas, repletas de livros que acabara de comprar, ele se mostrava muito feliz em ter conhecido a autora de uma edição que adquiriu neste domingo. “Não sei quantos livros comprei. Mas comprei, por exemplo, Jogador No 1 [Ernest Cline], do filme. Tem também uma autora que eu nunca li nada dela, mas comprei pela recomendação de uma amiga. E ela fez uma dedicatória para mim no livro As Férias da Minha Vida [Clara Savelli]”, contou ele.

Mateus Henrique Santos, 17 anos,  visita a 26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Expo Center Norte.

Mateus Henrique Santos, 17 anos, visita a 26ª Bienal Internacional do Livro – Rovena Rosa/Agência Brasil

“Como vou pagar todos esses livros que comprei não sei. Mas comprei”, disse ele rindo, confessando que ainda iria fazer mais compras. “Agora pretendo andar mais. E talvez comprar mais alguma coisa porque meu aniversário está chegando e a minha irmã vai comprar mais coisa para mim”, falou. Nem mesmo as filas para pagar pelos livros ou a multidão que circulava pela Bienal o abalou neste domingo. “Eu amei. Eu gosto porque mostra que tem muita gente interessada em ler”, disse ele.

Quem também não se abalou com a multidão presente à Bienal foi Rita de Cássia Leite Batista, 57 anos, que trabalha na área de educação. “É bacana. É motivador saber que tem muitas pessoas que gostam de ler ainda. Sempre incentivei minhas filhas a ler. Estou bastante contente porque ontem teve 500 mil pessoas aqui. E hoje está cheio também”, falou. Ao lado da filha, ela aproveitou um período de descanso para dar uma lida em um dos livros que havia acabado de adquirir. “Comprei alguns livros mas, na verdade, eu vim ver meu autor preferido que é o William Sanches”, disse ela, que aguardava o horário em que o autor faria uma sessão de autógrafos. “Já peguei a minha senha [para o autógrafo]. Vou dar um abraço nele”, contou ela.

Além de sessões de autógrafos, palestras, venda de livros e contato com autores, a Bienal deste ano ainda conta com ambientes para selfies, como um que reproduz a capa do livro Torto Arado, de Itamar Vieira Junior, ou um em que você finge ser uma boneca Barbie dentro de uma caixa. Há ambientes também específicos para o público infantil.

Procurada pela Agência Brasil, a organização da  Bienal informou que tem a expectativa de receber, até o dia 10 de julho, um público de 600 mil visitantes. “De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), realizadora do evento, o primeiro dia (2) da Bienal teve grande comparecimento do público ávido por novidades, o que provocou filas. De imediato, a direção da feira providenciou ajustes na operação, a fim de aprimorar ainda mais a estrutura voltada à visitação, prioritariamente no quesito da segurança dos visitantes. Por conta desse grande fluxo, a organização incorporou à rotina do evento, a partir de hoje um aumento no efetivo operacional”, diz a nota do evento.

26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Expo Center Norte.

26ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo tem livros para os pequenos também – Rovena Rosa/Agência Brasil

A Bienal do Livro de São Paulo acontece até o dia 10 de julho. Mais informações podem ser obtidas pelo site do evento https://www.bienaldolivrosp.com.br/

Edição: Claudia Felczak

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Alagoas tem 50 municípios em emergência por causa das chuvas

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Há 40 mil pessoas desalojadas e desabrigadas

O estado de Alagoas reconheceu a situação emergencial em mais 15 municípios devido às chuvas que caem na região. Com a medida, o estado está com cerca de 50 municípios em situação anormal desde maio, quando houve o aumento dos estragos causados pelas enchentes e o número de desabrigados. 

O decreto publicado ontem (2) declara a emergência pelo período de 180 dias nos municípios alagoanos de Atalaia, Branquinha, Cacimbinhas, Cajueiro, Capela, Limoeiro de Anadia, Murici, Pão de Açúcar, Paulo Jacinto, Santana do Mundaú, São José da Laje, Satuba, Taquarana, União dos Palmares e Viçosa.

Antes da medida, a situação emergencial foi decretada em pelo menos 35 municípios.

De acordo com balanço divulgado pela Defesa Civil, há 40 mil pessoas desalojadas e desabrigadas, que estão sendo levadas para escolas, ginásios e prédios públicos.

Os rios Paraíba e Mundaú transbordaram e subiram dois metros de altura. As BRs 104 e 101, que seguem em direção a Sergipe e Pernambuco, foram interditadas.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês de julho terá chuvas acima da média no leste do Nordeste e no norte da região Nordeste. Os volumes previstos devem ficar acima dos 140 mm.

Uma equipe da Defesa Civil Nacional foi deslocada neste sábado (2) para prestar apoio aos municípios atingidos pelas chuvas

Edição: Claudia Felczak

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Tiroteio em shopping de Copenhague deixa pessoas mortas

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Polícia disse ter prendido um dinamarquês de 22 anos

Por Stine Jacobsen e Nikolaj Skydsgaard – Repórteres da Reuters* – Londres

Várias pessoas morreram durante tiroteio em um shopping center de Copenhague neste domingo (3), disse a polícia, acrescentando ter prendido um dinamarquês de 22 anos. A polícia afirmou que não pode descartar que esse tenha sido um “ato de terrorismo”.

Ainda segundo a polícia de Copenhague, agentes policiais foram enviados ao Shopping Field, após relatos de um tiroteio, e pediu às pessoas dentro do local que ficassem paradas e aguardassem ajuda.

Não havia indicação da presença de outros atiradores.

O principal hospital da capital, Rigshospitalet, recebeu um “pequeno grupo de pacientes”, disse um porta-voz à Reuters. O hospital convocou mais funcionários, incluindo cirurgiões e enfermeiras, acrescentou o porta-voz.

A mídia local publicou imagens mostrando policiais fortemente armados no local, bem como pessoas correndo para fora do shopping.

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