Diante das limitações dos serviços oferecidos pelas operadoras de internet no Estado do Acre, o deputado Nelson Sales (PV) usou a tribuna na sessão desta quarta-feira (28) para falar sobre o assunto. O parlamentar demonstrou preocupação, afirmando que o precário serviço oferecido pelas operadoras prejudica os consumidores que utilizam a ferramenta, tanto para trabalho como para lazer ou estudo. Segundo o oposicionista, a situação é ainda mais delicada em Sena Madureira.

“Hoje eu quero apelar para os órgãos fiscalizadores. O serviço de internet que é oferecido no Acre é uma vergonha. É inadmissível que uma operadora ofereça um pacote ao seu cliente e nunca cumpra nem 20% do que tem no contrato. As empresas e o comércio sofrem demais com a precariedade desse serviço. Os atendimentos bancários são totalmente prejudicados, tem gente que passa horas na fila para pagar um boleto. Algo deve ser feito imediatamente para resolver esse problema”, afirmou.

Para Nelson Sales, os órgãos controladores precisam cumprir o seu papel. “As operadoras de internet vendem pacotes de ilusões aos seus clientes e os órgãos controladores não fazem nada. Algo deve ser feito imediatamente, o consumidor não pode sair prejudicado sempre. Faço um apelo nesta tribuna: a Anatel e o Procon precisam atuar o mais rápido possível”, complementou.

Para concluir, o deputado lamentou a demissão de 21 servidores da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), que ingressaram no serviço público no período após a Constituição de 1988 até 1994, sem passar por concurso. Segundo Sales, a demissão é fruto da irresponsabilidade do governo do Estado.

Ele ressaltou que os funcionários estão sendo demitidos após receberem garantias dos governos do PT de que seriam mantidos nos postos de trabalho, mesmo que isso signifique uma batalha judicial entre a administração estadual e a Justiça do Trabalho.

“É lamentável. Vale ressaltar que nenhum desses servidores tem menos de vinte anos de serviço prestados àquela repartição. Não vou aqui entrar no mérito da ação. Tivemos inúmeros contratos no Estado feitos de maneira irregular e o governo sabia disso. Em dezembro do ano passado 40 servidores do Deracre foram demitidos, temos também os servidores do Pró-Saúde na mesma situação. O governador não é mais candidato, então ele simplesmente lavou as mãos, está tratando os servidores como bagaço de laranja, simplesmente jogando fora”, concluiu.

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