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Assassino de médico acreano responde a outro processo na Justiça baiana

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Médico acreano Andrade Lopes Santana — Foto: Reprodução/TV Subaé

POR TIÃO MAIA

O homem que confessou ter matado o médico acreano, que era seu colega desde os tempos de faculdade na Bolívia, Geraldo Freitas de Carvalho Júnior, já respondia processo na Justiça por outro crime. É o que revela pesquisa na rede mundial de computadores feita pela reportagem.

Da pesquisa emerge o processo número 0029143-75.2020.8.05.0080, que tem como autor o acusado do assassinato de Andrade Lopes Santana e como vítima um cidadão de nome idêntico ao do criminoso – Geraldo Freitas de Carvalho Junior.

A origem do processo é a comarca de Feira de Santana, segundo expõe o site do Tribunal de Justiça da Bahia. Trata-se de um processo cuja última movimentação deu-se em dezembro de 2020, com a intimação do acusado para uma audiência telepresencial a qual o acusado não respondeu.

O crime em apuração é de enriquecimento sem causa, tratado do pelo Código Civil, em seu artigo 884, que determina que quem, sem justo motivo, enriquecer gerando danos ou perdas a outra pessoa, será obrigado a restituir o que foi indevidamente obtido. Caso previsto na seção do Direito das Obrigações, do CC, em crimes que em muito se assemelham ao estelionato ou aos casos em que o acusado adquire bens ou serviços sem cumprir a contrapartida do pagamento.

Foi por razão parecida, por uma dívida, que o acusado acabou matando a vítima na última segunda-feira, 24 de maio. Andrade Lopes Santana, natural de Brasiléia, no interior do Acre, foi encontrado morto com um tiro na nuca, com característica de execução e com o corpo preso a uma âncora com o claro objetivo de que não emergisse da profundeza para a superfície da água. A polícia trabalha numa segunda linha de investigação porque surgiram informações de que acusado e vítima tinham relações intimadas desde a época em que estudavam em Cobija, na Bolívia.

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Sargento Nery se apresentará à polícia nesta segunda-feira, segundo a sua defesa

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Sargento da Polícia Militar do Acre, Erisson de Melo Nery, se apresentará nesta segunda com advogado – Foto: arquivo pessoal.

Por Raimari Cardoso

O sargento da Polícia Militar do Acre, Erisson Nery, que no início da madrugada deste domingo (28), por volta das 00h26, atirou no estudante de medicina Flávio Endres de Jesus Ferreira, de 30 anos, vai ser apresentado na Delegacia de Polícia de Epitaciolândia na manhã desta segunda-feira (29) às 10 horas, segundo informou ao ac24horas o advogado Leandrius Muniz, patrono do militar.

De acordo com o advogado, o sargento Nery não está foragido, mas apenas aguardando o momento para se apresentar às autoridades policiais por questão de segurança e proteção à integridade física dele. Muniz também afirmou que o militar vai apresentar a sua versão para os fatos que se contrapõe ao que foi divulgado pela imprensa.

“Ainda vou ter uma conversa com o meu cliente, pois eu não sei onde ele está, e vamos demonstrar que o que foi noticiado pela imprensa não está em conformidade com a realidade. Ele apenas defendeu a sua família. Meu cliente não tem nada a esconder, nada a se escusar, simplesmente por questão de segurança ele vai continuar onde está até amanhã”, afirmou.

Horas antes, o sargento Nery havia falado com o G1 Acre. Ele afirmou que reagiu à uma importunação sexual feita pelo estudante de medicina contra sua mulher. O militar também disse que a esposa, Alda Radine, foi tocada e depois esmurrada pelo rapaz, que a deixou apagada com um corte na boca.

“O cara molestou minha esposa e ela foi tomar satisfação imediatamente. Mas, ele deu um murro na cara da Alda que ela caiu apagada e com a boca cortada. Aí quando eu a vi daquele jeito, fui atrás do cara. Lá fora entramos em luta corporal e eu atirei nele. Foram dois disparos, todos pegaram nele. Ele está estável e foi transferido para Rio Branco”, disse.

Também ao G1, a delegada de Brasiléia, Carla Ívane, que responde pela delegacia de Epitaciolândia em razão de o titular, Luis Tonini estar de férias, informou que um inquérito foi instaurado e que os procedimentos estão sendo tomados.

“Tem vídeos e áudios circulando, estamos aguardando o resultado do exame do corpo de delito e foi instaurado um inquérito policial. O sargento Nery não se apresentou e nem foi localizado pela PM. Houve um boletim informativo e seguimos com os prosseguimentos de ouvir testemunhas e abrimos o inquérito para apurar o que de fato aconteceu”, disse.

A vítima dos tiros foi transferida para o pronto-socorro de Rio Branco ainda na madrugada deste domingo. Ele foi atingido por dois tiros na região do tórax e do abdômen. Segundo familiares, o quadro do paciente era estável após passar por cirurgia e que já poderia ser levado para a enfermaria.

O Comando da Polícia Militar do Acre informou, por meio de nota, que está apurando disciplinarmente os fatos e que tomará as medidas necessárias ao caso, mas esclarecendo que a apuração criminal caberá à Polícia Civil.

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URGENTE: Escola Estadual de Brasileia suspende aulas após aluno contrair covid-19

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A direcao da escola Estadual Instituto Odilon Pratagi, localizada na cidade de Brasileia, resolveu após analisar um caso isolado de infecção por covid-19,  suspender as aulas presenciais por uma semana.

O caso vinha sendo analisado desde o início da semana, quando o aluno testou positivo após realizar exames em uma clínica particular da cidade.

Foi comprovado que a infecção ocorreu fora da escola, sendo comunicado pelos familiares após o resultado confirmar positivo.

Foi informado que todas as medidas de prevenção junto aos colegas de classe foram tomadas, sendo acompanhados e não houve nenhuma notícia de contaminação até o momento.

Afirmam que todos os funcionários e alunos estão obedecendo os protocolos, como aferição no momento em que chegam nas escolas, uso de máscaras e álcool em gel nas aulas, além da divisão das turmas em horários matutino e vespertino.

Mesmo assim, como forma de garantir a saúde e prevenção, a Coordenação Estadual juntamente com a diretoria da escola I.O.P., optaram em suspender as aulas por uma semana, a partir desta segunda-feira, dia 29, para seguir os protocolos e monitoramento.

As aulas deverão continuar de forma remota, por meio da Internet e redes sociais.

Veja a nota.

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Governo amplia de 8 para 12 mil servidores que receberão abono de R$ 160 milhões do Fundeb

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Secretária de Educação Socorro Neri afirmou que professores receberão R$ 11 mil em nova proposta de lei que será enviada a Assembleia Legislativa

Por Leônidas Badaró

A Secretária de Educação do Acre, Socorro Neri, esteve no Boa Conversa, transmitido pelo ac24horas, na noite desta sexta-feira, 26, e explicou as mudanças em relação ao pagamento do abono aos profissionais da educação oriundos da sobre do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Socorro admitiu que a priori, o entendimento do governo era de que o valor de cerca de R$ de 160 milhões seria pago apenas para os professores que estão em efetivo exercício na rede de educação pagando em média cerca de R$ 16,6 mil  para cada profissional.

“Nós nos baseamos no artigo 61 da LDB. Ocorre que no dia do lançamento, as outras categorias se mobilizaram, falaram com o governador que tem o coração grande e procura ser justo e ele recomendou que a PGE fizesse um novo estudo, definindo quem teria o direito de receber”, afirma Neri.

A gestora da educação afirmou que o novo Projeto de Lei já se encontra praticamente pronto e deve ser encaminhado até a próxima quarta-feira para a análise dos deputados estaduais. O universo de profissionais da educação que vão ter direito a receber o abono passa de pouco de 8 mil para mais de 12 mil servidores, o que vai diminuir o valor que os professores devem receber. “É claro que a medida que outros profissionais entram, a divisão é diferente”, afirma a secretária.

A proposta do governo vai englobar três grupos que terão direito ao abono. A primeira, que é a dos professores que estão em atividade, o valor cai de 16 para pouco mais de R$ 11 mil.

Socorro Neri garantiu que os valores e quais os profissionais que estarão nos outros dois grupos vão ser definidos nas próximas horas e deve ser anunciado pelo governador Gladson Cameli nos próximos dias.

Sobre quem vai ficar de fora, que era o temor dos servidores considerados de apoio, Neri afirmou que o universo de quem não será beneficiado é menor que 2 mil profissionais. “Ocorre que a Lei determina que para receber, os servidores considerados de apoio administrativo ou operacional, com vigias e merendeiras, por exemplo, precisam ter curso técnico ou superior na área pedagógica”, destaca Socorro.

Assista a entrevista:

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