Da Assessoria

A Associação dos Militares (AME/AC) realizará na próxima sexta-feira, 26, a partir das 8h30, na Concha Acústica, em Rio Branco, uma manifestação pública reivindicando melhores condições salariais e de trabalho. Entre as pautas da categoria estão a isonomia do risco de vida, o prêmio anual de valorização e carga horária de trabalho semanal.

De acordo com os líderes da manifestação, as negociações com o governo do estado não tem avançado e, em alguns casos, tem regredido. Eles citam o caso do prêmio anual de valorização que teve um corte de 40% sob a alegação de não cumprimento de metas.

“Os assessores do governo disseram que os índices de homicídios aumentaram nos últimos seis meses. Acontece que a PM e o Corpo de Bombeiros não são os únicos responsáveis por esse índice. Alguns homicídios, por exemplo, foram realizados por motivações passionais, outros por disputa do tráfico de drogas, são casos difíceis de evitar e de combater se não através de políticas públicas que envolvam saúde, educação, esporte e cultura. Não é somente um caso de polícia, é também um caso de política”, argumentou, Isaque Ximenes, presidente da AME/AC.

Risco de Vida – Outra pauta de negociação é a isonomia do risco de vida. Segundo a reivindicação, o percentual de gratificação de um soldado que trabalha no combate direto ao crime é muito inferior a de um coronel que trabalha no setor administrativo e não possui contato direito com criminosos.

A ideia é fazer com que todos ganhem o mesmo valor. As lideranças receberam a promessa do governador Tião Viana de que em maio deste ano o benefício seria concedido, contudo, o governo do estado alegou problemas financeiros e a promessa foi adiada para agosto. Os militares passaram a não acreditam nessa possibilidade.

Carga horária – Tanto a Polícia Militar como o Corpo de Bombeiros ainda não possuem carga horária definida. Não existe uma lei complementar que estabeleça a jornada de trabalho semanal e isso faz com que os militares cheguem a trabalhar até mais de 72h por semana, 63% a mais do que prevê a Constituição Federal do Brasil, que é de 44h. Além da jornada de 72h, os militares ainda devem participar das atividades de educação física e comparecer nas sessões de judiciárias para prestar esclarecimentos das prisões e apreensões que realizam.

“Estamos entrando com um mandado de injunção porque, hoje, não temos uma lei que regule nossa jornada de trabalho e é um dos nossos grandes anseios”, afirmou Ximenes.

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