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Boate Kiss: após 9 anos, familiares de vítimas veem início de justiça

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Incêndio em 2013 matou 242 jovens e deixou mais de 600 feridos

Santa Maria (RS) – O incêndio da Boate Kiss, o segundo maior do país em número de vítimas – 242 mortos -, completa, amanhã (27), um ano. Curiosos param para olhar e fotografar o local (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Nove anos depois do incêndio que matou 242 jovens e deixou mais de 600 feridos na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, familiares das vítimas consideram que a justiça começou a ser feita. No último mês de dezembro, quatro pessoas acusadas pelo Ministério Público (MP) pelos 242 homicídios e 636 tentativas de homicídio por dolo eventual, foram condenadas em júri popular a penas de 18 a 22 anos, a serem cumpridas em regime fechado, inicialmente.

“O que a gente entende é que nesse processo em que os réus responderam pelos homicídios, isso aí ficou, sem dúvida nenhuma, justiçado. Consideramos que foi feita justiça, mas sabemos que isso vai ser decidido nos tribunais superiores mais à frente, porque eles devem recorrer. A gente entende que a justiça teve seu início, a condenação deles é sinal de justiça”, destacou o presidente da Associação dos Familiares das Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Flávio Silva.

Os sócios da Boate Kiss, Elissandro Calegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, foram condenados a penas de 22 anos e 6 meses, e 19 anos e seis meses, respectivamente; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, que acendeu o artefato pirotécnico que causou o incêndio, foi condenado a 18 anos; e o produtor do grupo musical, Luciano Augusto Bonilha Leão, que comprou os fogos, a 18 anos também.

“Houve vitória da sociedade, nós não ganhamos nada, a sociedade conquistou sim o início da punição desse tipo de crime. [A condenação deles] prova que esse tipo de crime começa a ser punido no Brasil. Mas a gente entende que só à base de muita luta, muito esforço, que a justiça acontece”, ressaltou Flávio, pai de Andrielle Righi da Silva, que morreu no incêndio quando tinha 22 anos.

Os quatro condenados já começaram a cumprir pena. Na Justiça Militar, dois bombeiros foram condenados a penas de reclusão, mas as punições não começaram a serem cumpridas em razão de recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Quatro bombeiros também já haviam sido condenados anteriormente pela Justiça Comum a penas sem reclusão, em razão de irregularidades no processo de concessão de alvará da boate. “A gente não entende isso como condenação, porque as responsabilidades deles são graves, pelos crimes que cometeram. Eles foram condenados a pagar multa”, disse Flávio. De acordo com ele, os familiares já recorreram ao STJ e aguardam novo julgamento.

Tragédia

O incêndio teve início na madrugada de domingo, 27 de janeiro de 2013, durante apresentação da banda Gurizada Fandangueira. O evento havia sido organizado por estudantes dos cursos de agronomia, medicina veterinária, zootecnia, técnico em agronegócio, técnico em alimentos e pedagogia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O fogo teve início no teto da boate, após um dos integrantes da banda acender um artefato pirotécnico no palco. A espuma, utilizada para abafar o som do ambiente, era inapropriada para uso interno. Ao queimar, produziu substâncias tóxicas que causaram a maioria das mortes. O recinto funcionava com documentação irregular e estava superlotado.

De acordo com sobreviventes, uma fumaça preta tomou conta do local em questão de segundos, e impediu as pessoas de encontrar rota de fuga. A maior parte dos corpos foi achada em um dos banheiros da boate, confundido com a saída do local.

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Incêndio destrói residência no bairro Jardim Primavera, em Sena Madureira

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Uma residência de madeira localizada no bairro Jardim Primavera, em Sena Madureira, foi devastada por um incêndio na madrugada deste sábado (28). Ainda não há informações se o sinistro foi criminoso ou provocado por um curto-circuito.

De acordo com o cabo Isaías, do Corpo de Bombeiros de Sena, quando a guarnição chegou no local a casa já estava em chamas. Os Bombeiros agiram rapidamente para evitar que as labaredas se espalhassem para outras residências.

Residência foi totalmente destruído/Foto: reprodução

Pelo o que foi revelado até agora, os danos foram somente de ordem material. A Polícia Civil vai investigar o caso.

 

POR EDINALDO GOMES

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Homem é preso na zona rural do Acre suspeito de viver maritalmente com adolescente de 12 anos

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Suspeito foi preso pela Polícia Civil por estupro de vulnerável — Foto: Arquivo/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu um homem, de 20 anos, suspeito de estupro de vulnerável em Marechal Thaumaturgo, interior do Acre. Segundo as investigações, o rapaz estava vivendo maritalmente com uma adolescente de 12 anos desde janeiro deste ano na Comunidade São João, zona rural do município.

A prisão ocorreu nessa sexta-feira (27) e o suspeito foi levado para a Delegacia da Mulher de Cruzeiro do Sul. O delegado Heverton Carvalho, que atendeu o caso, disse que a polícia soube do crime após uma denúncia do Conselho Tutelar do município.

“Mais um episódio triste em Marechal Thaumaturgo, uma criança de 12 anos vítima de estupro e estava convivendo com o cidadão desde janeiro deste ano. Assim que a Polícia Civil tomou conhecimento do fato, por intermédio do Conselho Tutelar, prendeu em flagrante esse indivíduo que será colocado à disposição do Poder Judiciário”, confirmou.

Carvalho falou que as investigações estão no início e ainda não se sabe se a família da vítima tinha conhecimento do crime. A menina foi encaminhada para a rede de apoio e proteção para receber ajuda psicológica, assistencial e médica.

“Fato é que estava em uma situação de vulnerabilidade e ter ou não o consentimento da família pouco importa, considerando que se trata de uma criança e há uma presunção de vulnerabilidade de natureza absoluta. Se tem conhecimento da família, se ela teve relações anteriores, para a Polícia Civil e o Poder Judiciário não importa uma vez que há um estupro de vulnerável e a criança se encontra ali sujeita a essas condições e obrigada a entrar em uma vida adulta muito nova”, explicou.

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Alan Rick garante R$ 350 mil para o programa Acre pela Vida

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O anúncio da licitação da emenda de R$ 350 mil ocorreu na manhã deste sábado, na Arena da Floresta, durante a abertura do 1° torneio Acre pela Vida, com escolinhas atendidas pelo programa em vários bairros de Rio Branco.

O recurso vai viabilizar a compra de uniformes, bolas e materiais esportivos para fortalecer o trabalho desenvolvido pelas escolinhas de futebol e de artes marciais que integram o programa.

“Eu acredito no esporte como ferramenta de redução da criminalidade, de formação cidadã. Por isso, tenho apoiado o Acre pela Vida. O campo de futebol da Cidade do Povo, por exemplo, onde ocorrem as aulas da escolinha naquela comunidade, foi construído graças a emenda que destinei. Hoje celebramos a licitação da emenda de R$ 350 mil para equipar essas escolinhas e fortalecer essas ações.

Também tenho apoiado outros projetos e destinado recursos para construção e reformas de campos e quadras. Estou muito feliz em poder contribuir” – declarou o deputado Alan Rick.

A delegada Mardhia El-Shawwa, secretária adjunta de Segurança Pública e coordenadora do programa destacou que os objetivos do programa estão sendo alcançados. “Hoje comemoramos também um ano de atuação do programa na Cidade do Povo. Começamos em maio de 2021 e já colhemos os frutos com a redução do índice de violência naquela região” – declarou a delegada, que também registrou o agradecimento ao deputado Alan Rick pela parceria.

O programa Acre pela Vida é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), que também apoia escolinhas de artes marciais, ações para geração de emprego e combate à extrema pobreza.

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