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Butantan formaliza pedido à Anvisa de registro definitivo da CoronaVac

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Instituto Butantan enviou pedido de registro definitivo da CoronaVac
REPRODUÇÃO/FLICKR – 18.01.2022

Agência Sanitário divulgou a informações neste sábado (9) e tem 60 dias para dar uma resposta

O Instituto Butantan, vinculado ao governo paulista, enviou na sexta-feira (8) à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedido de registro definitivo da vacina chinesa CoronaVac contra a Covid-19. A informação foi divulgada pela agência neste sábado (9) por meio de nota.

A Anvisa informou que o pedido será avaliado pelas áreas técnicas envolvidas, com prazo de análise de 60 dias. O órgão lembrou que a vacina está em uso emergencial no Brasil desde 17 de janeiro de 2021.

A CoronaVac foi o primeiro imunizante aplicado no Brasil contra a Covid-19. Por um período foi a vacina mais utilizada no país contra a doença.

O imunizante, desenvolvido pela chinesa Sinovac, também esteve no centro de uma disputa política entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) — que costumeiramente questiona a eficácia das vacinas — e o ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na época visto como potencial rival de Bolsonaro na corrida para o Palácio do Planalto.

Doria anunciou em maio desistência de pré-candidatura à Presidência da República. Bolsonaro deverá ter sua candidatura à reeleição formalizada no próximo dia 24.

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Lula recebe apoio do PDT e do Cidadania para o segundo turno; Bolsonaro é escolhido por Moro, Zema e Castro

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Esta terça-feira (4), dois dias após a votação do 1º turno, tem sido de intensas movimentações das forças políticas sobre os alinhamentos para o 2º turno da eleição presidencial. O candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu o apoio formal do PDT e do Cidadania. O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, foi escolhido pelo senador eleito Sergio Moro (União) e pelos governadores reeleitos Romeu Zema (Novo-MG) e Cláudio Castro (PL-RJ).

O ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) vão disputar o segundo turno das eleições. Lula recebeu 57,2 milhões de votos (48,4%), e Bolsonaro, 51,07 milhões de votos (43,2%).

Ainda está prevista para a tarde reunião da executiva nacional do PSDB, que no primeiro turno estava na campanha de Simone Tebet (MDB).

PDT anuncia apoio à candidatura de Lula no 2º turno

O anúncio do PDT veio após reunião da Executiva do partido no final da manhã desta terça. No primeiro turno, o PDT teve o ex-governador do Ceará Ciro Gomes como candidato à Presidência da República. Ele ficou em quarto lugar, com 3,5 milhões de votos (3%).

“Uma hora e meia de reunião com toda a Executiva Nacional do partido, mais os presidentes estaduais, os presidentes de movimentos, os deputados federais de mandato, senadores. E tomamos uma decisão unânime, sem nenhum voto contrário, a decisão de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula”, afirmou o presidente do PDT, Carlos Lupi.

“Bolsonaro, na nossa opinião, representa o atraso do atraso do atraso desse país, um aspirante a ditador, malversador do dinheiro público, um homem da falsa fé cristã”, disse Lupi. “Nosso trabalho para derrotar Bolsonaro tem que ser a prioridade absoluta. Derrotar Bolsonaro é uma causa nacional, uma causa da pátria, uma causa dos democratas”, completou.

A decisão do Cidadania de apoiar o candidato petista foi tomada em uma reunião da Executiva do partido

“Decidiu pelo apoio ao candidato do PT no segundo turno. Uma decisão que foi quase por unanimidade. Tivemos 3 votos defendendo neutralidade. Unanimidade contra Bolsonaro”, declarou Roberto Freire, presidente da legenda.

Freire já havia declarado apoio pessoal à Lula na última segunda-feira (3).

No Twitter, Moro disse que Lula não é uma opção e que o governo do petista foi marcado pela corrupção.

“Contra o projeto de poder do PT, declaro, no segundo turno, o apoio para Bolsonaro”, publicou Moro.

Romeu Zema (Novo) anuncia apoio a Bolsonaro no 2º turno

Romeu Zema, reeleito em primeiro turno com 56,18% dos votos válidos, anunciou o apoio a Bolsonaro após uma reunião com o presidente no Palácio da Alvorada, em Brasília. Braga Netto, candidato a vice na chapa do PL, também participou do encontro.

“Não poderia também deixar neste momento de estarmos aqui, colocando as nossas divergências de lado, eu sempre dialoguei com o presidente Bolsonaro. Sabemos que em muitas coisas convergirmos e em outras, não. Mas é o momento em que o Brasil precisa caminhar para frente, e eu acredito muito mais na proposta do presidente Bolsonaro do que na proposta do adversário [Lula]”, afirmou Zema

Ele declarou ter herdado uma “tragédia” do governo petista de Fernando Pimentel em Minas Gerais e que esse foi um dos motivos que o levou a Brasília para declarar apoio ao candidato do PL.

Castro também teve uma reunião com Bolsonaro nesta manhã, no Palácio do Planalto, em Brasília. Depois, eles deram uma rápida entrevista coletiva para a imprensa.

“Eu, como sou do partido do presidente, sou apoiador do presidente. Não tinha como não vir aqui e me esforçar muito para que o Rio seja a capital da vitória do presidente Bolsonaro”, disse o governador, ao lado de Bolsonaro.

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Nobel de Medicina: como foi a ‘tarefa impossível’ de recriar o DNA Neandertal, que rendeu prêmio a Svante Pääbo

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O vencedor do Prêmio Nobel de Medicina de 2022 criou uma disciplina que contribuiu para essa importante descoberta: a paleogenômica.

O homem de Neandertal — Foto: S. ENTRESSANGLE/E. DAYNES/SCIENCE PHOTO LIBRARY

O homem de Neandertal — Foto: S. ENTRESSANGLE/E. DAYNES/SCIENCE PHOTO LIBRARY

Imagine que todas as páginas de um dicionário foram destruídas em um triturador de papel e você teve que reconstruir todo o trabalho.

Suponha que, além disso, as milhares de tiras picotadas daquele dicionário foram misturadas com as de milhares de outros livros, que também foram triturados.

Para piorar, por cima dessa montanha de papel cortado, foi despejada uma xícara de café.

Como você pode imaginar, o resultado disso é uma enorme bola colada que mistura milhões de letras e segmentos mínimos de um texto, que se tornou inelegível e confuso.

Mas será que é possível restaurar esse dicionário?

Essa foi a figura de linguagem que o cientista sueco Svante Pääbo usou no documentário First Peoples (“Primeiros Povos”, em tradução livre), da rede de televisão pública americana PBS, para descrever a dificuldade que enfrentava: a reconstrução do DNA neandertal após de dezenas de milhares de anos da extinção dessa espécie.

A passagem do tempo, a corrosão dos possíveis restos desses humanos parentes do Homo sapiens, a interação com bactérias e fungos ao longo de centenas de séculos e o contato com os humanos modernos impossibilitariam a reorganização das peças genéticas.

“Existem todos os tipos de danos no DNA que podem fazer com que você determine sequências erradas, especialmente quando se começa com poucas moléculas. Também há contaminação do material por DNA humano, que está em quase toda parte”, escreveu Pääbo em um artigo publicado em 1989.

O sueco Svante Pääbo foi premiado pela contribuição à saúde com base em seu estudo sobre a evolução humana — Foto: NOBEL PRIZE

O sueco Svante Pääbo foi premiado pela contribuição à saúde com base em seu estudo sobre a evolução humana — Foto: NOBEL PRIZE

Mas Pääbo e sua equipe conseguiram fazer o que parecia improvável. Graças a isso, ele ganhou o Prêmio Nobel de Medicina de 2022 na segunda-feira (3/10).

“Por meio de sua pesquisa pioneira, Svante Pääbo alcançou o impossível: sequenciar o genoma neandertal, um parente extinto dos humanos modernos”, declarou o comitê do Nobel ao anunciar a decisão.

Mas como ele conseguiu esse feito?

A chave está no Egito Antigo

Para entender o processo que levou Pääbo, de 67 anos, à reconstrução do genoma neandertal, é preciso voltar à sua adolescência.

Quando tinha 13 anos, a mãe o levou de férias para o Egito.

Lá, ele ficou fascinado com a antiga cultura e arqueologia do país e voltou convencido de que iria se tornar um egiptólogo.

Quando chegou a hora de começar a graduação, Pääbo entrou na Universidade de Uppsala, 70 quilômetros a noroeste de Estocolmo, capital da Suécia, e começou de fato a estudar egiptologia.

No entanto, depois de dois anos, ele percebeu que isso não era o que aspirava na vida. A carreira foi orientada para o estudo da gramática hieroglífica (forma de escrita por símbolos adotada no Egito Antigo), e ele sonhava em descobrir múmias e pirâmides.

“O trabalho não era do tipo romântico, meio Indiana Jones, que eu pensava”, disse Pääbo à BBC há alguns anos.

Foi por isso que ele passou a cursar medicina. No doutorado, resolveu estudar genética molecular, o que o levou a vincular o interesse que tinha desde a adolescência ao campo profissional.

Svante Pääbo dedicou-se a pesquisar nas últimas décadas o DNA dos neandertais — Foto: GETTY IMAGES/BBC

Svante Pääbo dedicou-se a pesquisar nas últimas décadas o DNA dos neandertais — Foto: GETTY IMAGES/BBC

“Comecei a perceber que tínhamos todas essas tecnologias para clonar o DNA, mas ninguém parecia tê-las aplicado a vestígios arqueológicos, principalmente às múmias egípcias”, disse Pääbo em um perfil publicado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

A partir dessas ferramentas, ele poderia criar uma máquina do tempo genômica.

A inquietação o levou a estudar o genoma de múmias e, alguns anos depois, se mudar para os Estados Unidos com o objetivo de investigar DNAs antigos na Universidade da Califórnia em Berkeley.

Ele então seguiu o trabalho em Munique, na Alemanha, onde se dedicou a mamutes e ursos que viviam em cavernas.

Apesar de todas as dificuldades, Pääbo não desistiu. Com o tempo, ele se propôs a fazer algo muito mais ambicioso: decifrar o DNA neandertal e o que o diferencia dos seres humanos atuais.

Sem querer, ele praticamente criou uma nova disciplina na ciência: a paleogenômica.

Resquícios de 40 mil anos

No final da década de 1990, Pääbo foi contratado pelo Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, localizado em Leipzig, na Alemanha.

Ele já estava trabalhando com partes do DNA dos neandertais. No novo local de trabalho, porém, a oferta aumentou: o cientista teria a oportunidade de investigar diretamente o núcleo do DNA desses parentes próximos da nossa espécie.

“No novo instituto, Pääbo e equipe melhoraram constantemente os métodos para isolar e analisar DNA de restos ósseos arcaicos. O time de pesquisa aproveitou os novos avanços tecnológicos, que tornaram o sequenciamento de DNA muito eficiente”, detalha o comitê encarregado de conceder o Prêmio Nobel de Medicina.

Segundo o comitê que concede o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, Svante Pääbo conseguiu criar uma disciplina completamente nova: a paleogenômica — Foto: NOBEL PRIZE

Segundo o comitê que concede o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina, Svante Pääbo conseguiu criar uma disciplina completamente nova: a paleogenômica — Foto: NOBEL PRIZE

O estudo do genoma neandertal usou fragmentos de ossos dessa espécie que estão preservados há mais de 40 mil anos. A partir desse material, foi possível obter uma quantidade suficientemente boa de DNA.

Um fator que contribuiu para o sucesso da investigação foi o canibalismo entre esses hominídeos.

“Quando analisamos as amostras, notamos que, muitas vezes, tivemos mais sucesso com fragmentos de ossos que realmente tinham marcas de corte ou foram deliberadamente quebrados. Segundo paleontólogos, isso sugere que esses indivíduos haviam sido comidos”, disse Pääbo à BBC.

“Se você separar os ossos da carne e jogá-los no canto da caverna, onde secam rapidamente, eles terão menos atividade microbiana e ficarão preservados”, acrescentou.

“Temos de agradecer ao canibalismo pelo sucesso do nosso projeto.”

Pääbo usou a tecnologia de sequenciamento de DNA e criou laboratórios com altos padrões de limpeza para evitar a contaminação das amostras.

Ele então analisou milhões de fragmentos de material genético e usou técnicas estatísticas para isolá-los de genes modernos, vindos de seres humanos, bactérias e fungos.

Com isso, ele não apenas reconstruiu o genoma neandertal, como também encontrou ligações entre esse material genético e o do humano moderno.

Isso, por sua vez, comprova que o Homo sapiens teve relações sexuais e descendentes com os neandertais — e essa interação gerou novas espécies, como os denisovanos que viveram na Ásia.

Essa série de descobertas levaram o meticuloso pesquisador sueco a ganhar um dos mais destacados prêmios do mundo.

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Agroglifo aparece em plantação de trigo em SC: ‘Negócios misteriosos’, diz proprietário

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Marca foi notada pelo morador na manhã desta terça-feira. Segundo ufólogo, trata-se de um agroglifo.

Imagem foi vista nesta terça-feira e surpreendeu dono de propriedade rural em SC. — Foto: Tiago Kosinski/Divulgação

Imagem foi vista nesta terça-feira e surpreendeu dono de propriedade rural em SC. — Foto: Tiago Kosinski/Divulgação

Uma figura misteriosa apareceu em uma plantação de trigo em Ipuaçu, no Oeste catarinense. A imagem foi encontrada na manhã desta quarta-feira (4). Sérgio Girotto, 62 anos, estava tomando café quando recebeu mensagens avisando sobre o desenho visto na propriedade.

Segundo o proprietário, esta não é a primeira vez que imagem enigmática aparecem na plantação. O agricultor lembra que o mistério já rondou a propriedade há 7 anos com uma imagem feita há cerca de 200 metros de onde o desenho atual foi registrado.

“Hoje, nos deparamos pela segunda vez na nossa propriedade. A gente estava tomando café e vimos esses negócios misteriosos que a gente não sabe explicar de onde vem”, afirmou.

 

Agroglifos que apareceram em SC. — Foto: Tiago Kosinski/Divulgação

Agroglifos que apareceram em SC. — Foto: Tiago Kosinski/Divulgação

Além de Ipuaçu, em Bom Jesus, na mesma região, agroglifos também apareceram em plantação de milho. Eles haviam sido notados por moradores da cidade e tinham cerca de vinte metros de diâmetro.

Imagem circulou nas rede sociais nesta terça-feira (4) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Imagem circulou nas rede sociais nesta terça-feira (4) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Agroglifos em SC é mistério para proprietário da área. — Foto: Tiago Kosinski/Divulgação

Agroglifos em SC é mistério para proprietário da área. — Foto: Tiago Kosinski/Divulgação

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