O brasileiro “apequenado”

O julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula, pelo Supremo Tribunal Federal, marcou o dia quatro de abril em todo o mundo. Analisando a situação sob a luz da racionalidade, confesso que vi o planeta mobilizado e a movimentação em seu entorno com dimensão capaz de causar enjoo.

Benéfico seria tal complexidade em prol dos necessitados. Mas embaraçada, cá estou. observando à egocêntrica “figura-fundo”. Nem a prisão do ex-presidente deu vazão à inquietude. Quanto ao destino dos brasileiros? Sob a ótica da ardilosa política, pouco importa. Precisamos de autocuidado!

Aproveitando a ferida aberta certamente tal impasse permanecerá em pauta, Os bandidos do colarinho branco estão de garras travadas na revisão do cumprimento da pena, em segunda instância. Os caroneiros corruptos farão pressão, de olho nessa possibilidade.

O cenário da esquizofrenia política está sintomático e o desalento mistura os sentimentos dos brasileiros. Temos o amor e o ódio bipolarizados alimentando a insegurança e fortalecendo a violência.

Ante ao caos econômico, politico e ético, os verdadeiros brasileiros que anonimamente constroem nossa historia com luta, permanecem escravizados. Nessa hora o julgamento sobressai em discursos precários de defensores, acusadores, oportunistas e curiosos.

Seria prudente aproveitar a ocasião para recordar a historia do Brasil. Os registros de sofrimento em cada ciclo é fato. Pra inicio de conversa, tivemos o extermínio indígena, escravidão, guerra, seguindo por ditadura, repressão, torturas e desaparecimento de lideres políticos.

Entretanto, nossa resiliência vai além, tivemos um Presidente suicida e outro que faleceu antes da posse, sobrevivemos ao confisco da poupança e superamos as consequências de impeachment, isso sem falar na inflação galopante, desemprego, fome e miséria.

Longe de recriminar as militâncias, porém inerte, testemunho argumentos justificando a ira. As postagens de ódio assustam e os radicais de esquerda, de centro ou de direita se enfrentam com linguagens idênticas. Onde encontrar a esperança e a confiança?

Os grupos enceguecidos, não enxergam o contexto além dos fatos narrados. E o desconforto aumenta a partir da certeza que pessoas violentas, intolerantes, sem discernimento, coniventes, adoecidas, abrasam a cólera enquanto correm atrás, ”sabe-se lá de quê”.

Esse aramado politico de absolutas verdades e verdadeiras mentiras fere a confiança da nação e põem os insanos em batalhas de egos, sem flexibilidade para a reflexão e autoestima.

Como construir um País honesto com tantos corruptos soltos? Como acreditar na justiça, sem consenso judicial?  Como planejar o futuro se não existe equidade? Como ter fé na politica se os caracarás “bicoram” a presa indefesa?

Vivemos cercados de ratos oportunistas e hoje o Brasil tem cheiro de morte. A impunidade impera. O peso da injustiça permanece entalado destruindo valores. A ganancia humana sepulta o pobre, a justiça, a esperança, a dignidade, a solidariedade, a ética, o respeito e a confiança.

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