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Com esposa grávida de sete meses internada por Covid em UTI no Acre, marido desabafa: ‘Desespero’

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Alice Rodrigues e o Marido Snalley Abreu — Foto: Arquivo pessoal

Por Alcinete Gadelha

Medo e desespero. Estes são os sentimentos vividos pelo vendedor Snalley Abreu, de 30 anos, nos últimos dias, após encarar a internação repentina da esposa, após ela testar positivo para a Covid-19, na última terça-feira (23).

A biomédica Alice Rodrigues, de 24 anos, está grávida de sete meses e chegou a ficar internada e ser intubada em um leito normal na Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, até este sábado (27), à espera de um leito de uma uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Alice precisou ser internada logo depois do diagnóstico de Covid, porque estava com a oxigenação baixa. Com a situação agravada na sexta-feira (26), ela precisava ser levada para uma UTI, mas não tinha vaga, foi quando a família entrou em desespero e fez uma pedido para que as pessoas os ajudassem a juntar dinheiro para que ela fosse levada a um leito em um hospital particular.

Após levantar uma quantia em dinheiro, cerca de R$ 5 mil, Abreu conta que vai usar o valor para ajudar no tratamento da esposa, já que conseguiu a transferência de Alice para um leito de UTI no Pronto Socorro de Rio Branco, ainda na tarde de sábado.

“Não saía de frente da maternidade e dormia dentro do carro preocupado com ela. Quando entrava para vê-la, tentava ser forte, mas é muito difícil ver a pessoa que você ama naquela situação. Na frente dela eu era forte, mas quando saía desmoronava por ver minha esposa e filha em uma situação difícil. O medo maior foi na hora que foi necessário intubar, entrei em desespero na maternidade, me ajoelhei ali mesmo e orei”, conta.

O vendedor diz que após conseguir a transferência da mulher, ela está com quadro de saúde estável e, por enquanto, não há necessidade de um parto de emergência.

“Graças a Deus, a nossa filha está bem. Perguntei ao médico se seria necessário o parto e ele falou que seria pior se tirasse. Então, como a bebê está bem, não tem necessidade, se for necessário vão tirar. Ela está estável, intubada na UTI e saturando bem, com os pontos vitais normais. O boletim médico dela vai sair às 16 horas de hoje [domingo, 28] e estou aguardando”, acrescenta.

Alice está com mais de 50% dos pulmões comprometidos e luta pela vida. O esposo fala que, apesar da Covid-19, ela não tem comorbidades e tem apenas rinite. Abreu diz que teme que algo possa acontecer, pois a doença é muito traiçoeira, mas que está se apegando a Deus e torce para que a esposa e filha fiquem bem e voltem para casa.

Alice Rodrigues está no sétimo mês de gestação — Foto: Arquivo pessoal

Grávidas infectadas pela Covid

Vanucia Alves da Silva, de 36 anos, que estava internada na UTI do PS de Rio Branco desde o último dia 19 com Covid e morreu na noite desse domingo (21), foi a vítima mais recente da doença. A bebê dela também não resistiu e faleceu ainda na barriga.

Vanucia estava no oitavo mês de gestação do primeiro filho. Ela foi internada inicialmente na Maternidade Bárbara Heliodora, no dia 16, enquanto aguardava uma vaga de UTI. Somente três dias depois conseguiu a transferência para um leito de tratamento intensivo, no PS.

O caso de Michele Miranda, esposa do deputado federal Alan Rick Miranda, também causou comoção. Diagnosticada com Covid-19 no final da gestação, o estado de saúde de Michele se agravou devido à uma pneumonia e, por isso, os médicos preferiram retirar o bebê, que passa bem.

O deputado gravou um vídeo onde mostrou a luta da esposa pela vida e a evolução no tratamento. Michele chegou a ficar em estado gravíssimo por causa da doença e foi, inicialmente, internada na UTI de um hospital particular de Rio Branco e depois transferida para uma unidade de saúde em Brasília, de onde já teve alta, mas ainda se recupera da doença.

A agente comunitária de saúde Simonete Ribeiro de Paiva, de 40 anos, morreu com Covid-19 após um parto de emergência na noite de 20 de janeiro no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), em Rio Branco.

Simonete estava no sexto mês de gestação do terceiro filho, teve complicações devido à doença e precisou ser submetida a uma cirurgia para a retirada da criança. Ela não sobreviveu à doença e acabou falecendo.

O bebê ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Maternidade Bárbara Heliodora. Segundo o pai, o agricultor Roberto dos Santos Silva, de 40 anos, o último pedido da mulher foi para que ele cuidasse dos filhos.

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Nova frente fria chega ao AC nesta semana e temperatura atingirá 18ºC, diz Friale

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Pesquisador Davi Friale – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

O pesquisador Davi Friale divulgou em seu site O Tempo Aqui, nesta segunda-feira (10), uma nova previsão de diminuição das temperaturas na próxima semana.

Além disso, o “mago” destacou que até o próximo domingo (16) haverá calor abafado, chuvas, possibilidade de temporais e tempo seco e ventilado.

Na quarta-feira (12), mais uma frente fria chegará ao Acre, a partir do fim da tarde, mas será na quinta-feira que os ventos serão mais intensos, devido à penetração de mais uma onda de frio polar, declinando levemente a temperatura.

“Desta vez, a massa de ar frio não será intensa no Acre. As temperaturas, ao amanhecer, de quinta-feira e de sexta-feira, deverão oscilar entre 18 e 20ºC, em Rio Branco, Brasileia e demais municípios do leste e do sul do estado”, comentou.

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IBGE: mais de 12% dos acreanos já sofreram violência psicológica, física ou sexual

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A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (10) os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.

O Acre figurou em muitos cenários. Um deles foi o de violência psicológica, física ou sexual. Pelo menos 12,4% da população já foi alvo de uma das agressões.

Os dados apontam ainda que 72 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram os tipos de violência destacados, nos 12 meses anteriores à entrevista.

“O percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 14,0% e o de homens foi de 10,8%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (16,5,0%); de 30 a 39 anos (8,9%); de 40 a 59 anos (13,5%) e 60 anos ou mais (6,9%). As pessoas pretas (20,2%) e pardas (10,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (14,6%), diz o órgão.

Outro resultado preocupante tem a ver com o afastamento das atividades laborais e habituais em decorrência da violência sofrida. 9 mil pessoas foram afetadas – o que representa 12,9% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 18,3% e 5,4%, respectivamente.

Violência psicológica

A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população.

O percentual de mulheres vitimadas foi maior do que o dos homens, 12,9% contra 10,1%, respectivamente. A população mais jovem (18 a 29 anos) sofreu mais violência psicológica do que a população com idade mais elevada (60 anos ou mais), 15,4% contra 6,9%. Mais pessoas pretas (18,0%) e pardas (10,2%) sofreram com este tipo de violência do que pessoas brancas (13,4%).

“Considerando o rendimento domiciliar per capita, o grupo com menor rendimento apresentou um percentual maior de vítimas: 15,2% das pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo, em comparação a 10,5% das pessoas com mais de 5 salários mínimos”, destaca a pesquisa.

Violência física

A PNS estimou que 17 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram violência física nos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 2,8% da população. O percentual de vítimas do sexo feminino foi de 3,4%, enquanto o dos homens, 2,2%.

Violência sexual

Para as pessoas que responderam que não sofreram agressão sexual nos últimos 12 meses, foi perguntado se ela sofreu essa violência alguma vez na vida. Considerando essas duas perguntas, estima-se que 25 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade foram vítimas de violência sexual, independentemente do período de referência, o que corresponde a 4,3% desta população, 2,6% dos homens e 5,9% das mulheres.

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Internações por covid na UTI e enfermarias estão em queda no Acre, diz subsecretária de Saúde

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Ala Covid-19 no Acre – Foto: Odair Leal/Secom/arquivo

A subsecretária de Saúde do Acre, Paula Mariano, disse em entrevista que o número de internações por covid-19 vem diminuindo consideravelmente nos últimos dias.

A notícia tem a ver com a ocupação de leitos comuns e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Temos percebido uma diminuição satisfatória nos últimos 15 dias no Pronto-Socorro e no Into, além de uma queda no número de internações também em Cruzeiro do Sul, no Hospital de Campanha”, disse Paula.

Na última quarta-feira (5) o Into registrou 11 leitos disponíveis de UTI, e o PS desocupou outras 7 vagas. Em Cruzeiro do Sul, 6 leitos estavam disponíveis.

No maior hospital de referência do Acre, apenas 49 leitos de enfermaria, dos 160 disponíveis, estavam ocupados na data.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa do Brasil, o Acre está em queda no número de novas mortes pela doença.

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