Com relatório em mãos, Sinhasique denúncia hospital de Brasileia: “Não há fio para sutura”

Existe um relatório na câmara de vereadores que demonstra a real situação do Hospital Raimundo Chaar, de responsabilidade do Estado, segundo a deputada.

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“Até o fio utilizado para sutura precisa ser comprado pelos próprios pacientes na cidade de Cobija”, disse a deputada.

Deputada revelou problemas nas instalações da unidade e o número insuficiente de profissionais para atender os pacientes no local (Foto: Aleac)
COM THALIS GUTIERRES

Em meio a toda movimentação que agitou a tribuna da Assembleia Legislativa do Acre, com a presença de dezenas de servidores da Saúde nos corredores da casa, a deputada estadual Eliane Sinhasique (MDB) utilizou a tribuna para manifestar seu posicionamento em respeito ao veto do governador.

“Bom dia, meu povo! Olha, quero que saibam que já estamos fazendo todo trabalho de convencimento e debate com os deputados que ainda tinha dúvidas a respeito dessa votação e, se Deus quiser, vai dar certo e nós vamos derrubar esse veto. Estou com uns nomes aqui no papel e, pela contagem que a gente tem aqui, vai dar certo”, relevou Sinhasique.

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Até o fio utilizado para sutura precisa ser comprado pelos próprios pacientes na cidade de Cobija, localizada na Bolívia. Imaginem vocês, um familiar precisa ficar hospitalizado até que você chegue com um material que deveria ser garantido pelo Estado. É um absurdo”, pontuou a deputada.

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A deputada ainda revelou que na câmara de vereadores do município de Brasileia, existe um relatório que demonstra a real situação do Hospital Raimundo Chaar, de responsabilidade do Estado. De acordo com o documento, a precariedade nas instalações e no material utilizado pelos profissionais do local é perturbador, um desrespeito com a população local.

“É triste a realidade vivida pelos pacientes do Hospital Raimundo Chaar. O relatório dos vereadores do município que não aceitam a situação do hospital, afirma que até o fio utilizado para sutura precisa ser comprado pelos próprios pacientes na cidade de Cobija, localizada na Bolívia. Imaginem vocês, um familiar precisa ficar hospitalizado até que você chegue com um material que deveria ser garantido pelo Estado. É um absurdo”, pontuou.

Além da falta de materiais, Sihasique revelou problemas nas instalações da unidade e o número insuficiente de profissionais para atender os pacientes no local. “Enquanto isso, aquele elefante branco da Capital continua a ser construído”, finalizou Sinhasique, ao se referir à reforma realizada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco.

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