Ao abrir a ação penal, o juiz federal Sérgio Moro anunciou que “há prova documental do repasse de parte da propina em doações eleitorais registradas ao PT”.

Fabio Pontes, da Agência ContilNet

A denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, aceita pela Justiça afirma que o petista participou de reuniões com o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque.

No encontro, conforme a ação, foram acertados os valores transferidos ao PT por meio de doações legais. Segundo o MPF, foram feitas 24 doações de R$ 4,26 milhões. Este dinheiro, porém, seria fruto do pagamento de propina por parte de empreiteiras com contratos com a Petrobras.

Como tesoureiro, uma das funções de Vaccari é arrecadar fundos para as campanhas do PT, sobretudo a presidencial. Levantamento de Contilnet mostra que parte da campanha de reeleição do governador Tião Viana (PT) em 2014 contou com ajuda do comitê financeiro de Dilma Rousseff.

Ao todo foram seis doações do caixa de Dilma direto para o comitê de Tião Viana, que contabilizam R$ 46.200. O governador acreano também é investigado pela operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, os mesmo crimes do agora réu João Vaccari Neto. Tião é acusado de ter recebido R$ 300 mil do esquema do petrolão para sua campanha ao governo do Acre de 2010; o petista nega todas as acusações.

Ao abrir a ação penal, o juiz federal Sérgio Moro anunciou que “há prova documental do repasse de parte da propina em doações eleitorais registradas ao Partido dos Trabalhadores, o que teria sido feito por solicitação de Duque e de Vaccari”. Em nota, o PT negou qualquer irregularidade no recebimento de suas doações, e afirmou que Vaccari Neto está à disposição da Justiça para os esclarecimentos.

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