Faculdade já teve o prédio interditado por não pagar impostos ao governo Foto: arquivo/oaltoacre

Cerca de 25 acadêmicos de medicina que procuraram realizar um sonho na cidade de Cobija, lado boliviano, estão apreensivos em ver que um pesadelo está batendo em suas portas.

Segundo os denunciantes que pediram para não terem seus nomes divulgados por medo de represálias, a Universidade Técnica Privada Cosmos (Unitepc) que tem sede na capital de Pando, está prestes a prejudicar o último período, onde estes tem que realizar o internato, fase obrigatória na conclusão da faculdade e ter seus diplomas.

Segundo eles, a universidade que já deveria ter um hospital universitários na fronteira, vem utilizando os hospitais da rede pública da cidade. Para tal, um convênio é firmado entre as instituições mediante pagamento de taxas que estaria incluindo na mensalidade.

Faltando apenas um semestre para a conclusão do curso de medicina, os acadêmicos estão apreensivos. “A universidade sequer procurou os hospitais ainda para fechar os convênios. Fomos avisados por um professor que o prazo está vencendo e não teremos local para realizar nosso internato e fechar nossa grade curricular”, desabafou um dos estudantes.

Dizem ainda que poderão ser enviados para outros estados. “Estamos vindo de estados distantes do Brasil atrás desse sonho e cidades do Acre. Nossas famílias estão tendo que se sacrificar para possamos nos formar e estamos passando por mais essa humilhação depois de quase cinco anos”, complementou.

As vagas no hospital roberto Galindo, na cidade de Cobija estariam disponíveis, mas, ninguém da faculdade foi atrás para firmar o contrato. Dizem que quase 200 vagas foram abertas para o próximo semestres e fica a dúvida se haverá espaço para todos, além das vagas da outra faculdade.

“Aqui pagamos mais caro em relação a outras cidades como Cochabamba. Eles não estão preocupados. Nos veem apenas como ‘cifras’ e os acordos e obrigações estão sendo deixados de lado e estamos sujeitos a estas situações”, desabafou um dos acadêmicos.

Segundo eles, estão procurando meios para que a faculdade firme o convênio, caso não, poderão perder todo um semestre ou terão que gastar mais dinheiro indo para outras cidades do País para poder concluir a faculdade.

Matérias relacionadas:

Faculdade boliviana humilha brasileiros e cobra duas mensalidades dentro do mês

Universidade ameaça barrar acadêmicos de medicina na cidade de Cobija

Jornal boliviano denuncia quadrilha que estaria vendendo diplomas de médicos

Comentários