Bancada federal acreana votou dividida

DEPUTADOS

Os deputados federais do Acre estiveram entre os primeiros a votar durante a sessão da Câmara Federal que julga o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) neste domingo (17).

Sem nenhuma surpresa e seguindo o indicativo de que o Acre teria uma bancada dividida, sendo quatro votos favoráveis e quatro contrários, os deputados acrianos votaram mantendo as mais diferentes justificativas.

A deputada federal Jéssica Sales deixou bem claro que votava de acordo com a vontade dos pais, Vagner e Antônia Sales, e ofereceu a eles e a população do Juruá o seu ato.

“Aprendi com meus pais Vagner Sales, prefeito de Cruzeiro do Sul, e minha mãe Antônia Sales que devemos fazer o que o povo quer. Pelo povo do meu Juruá eu voto sim”, disse.

O deputado Alan Rick (PRB) afirmou que votou a favor do impeachment atendendo apelo popular. “Atendendo o pedido daqueles que me elegeram eu voto sim”, salientou.

Flaviano Melo (PMDB) foi econômico nas palavras e também votou favorável ao impeachment. Wherles Rocha (PSDB) também votou favorável e não se alongou no discurso, mas criticou o governo Dilma.

“Uma eleição não dá o direito do governo saquear o Brasil. Por um país melhor e um novo futuro para as novas gerações voto sim pela minha família e pelo Acre”, disse Rocha.

O deputado petista Raimundo Angelim votou contra o impeachment e foi rápido em sua justificativa ao afirmar que a presidente foi eleita de forma democrática e que por isso deve concluir seu mandato.

O deputado Leo de Brito (PT) votou contra e disse que é contra o suposto golpe para tentar tirar a presidente do comando do país. César Messias (PSB) afirmou que é inaceitável que na linha de sucessão e supostamente por trás da tentativa de tirar Dilma do poder esteja três membros do PMDB envolvidos em corrupção.

“É inaceitável imaginar que o partido pode ser comandado por Michel Temer, Cunha ou mesmo Renan Calheiros”.

Sibá Machado (PT) dedicou seu voto a classe trabalhadora e aos pais que conseguiram matricular seus filhos nas universidades.

“Meu voto é contra a tentativa de aplicar um golpe no Brasil. Voto pela trabalhadora que teve carteira assinada e por aquele trabalhador que conseguiur matricular seu filho na universidade eu voto não”, disse Sibá.

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