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Contraprova de caso suspeito de sarampo em criança de 4 anos no Acre deve sair em até 20 dias

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Saúde Estadual informou que amostra deve ser enviada à Fiocruz para contraprova nesta segunda-feira (9). Menina de 4 anos que apresentou sintomas da doença está isolada em casa.

Com suspeito de sarampo em Assis Brasil, equipe da Sesacre fez mutirão de vacinação na cidade na sexta (6) e sábado (7) — Foto: Arquivo/Sesacre

Com suspeito de sarampo em Assis Brasil, equipe da Sesacre fez mutirão de vacinação na cidade na sexta (6) e sábado (7) — Foto: Arquivo/Sesacre

As amostras coletadas de uma menina de 4 anos que mora em Assis Brasil, no interior do Acre, e está com suspeita de sarampo ainda vão ser encaminhadas, nesta segunda-feira (9), para contraprova na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A previsão, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, é que o resultado saia entre 15 e 20 dias.

Conforme a técnica do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), Renata Meirelles, as coletas de sangue, swab e urina foram encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em Rio Branco, e, seguindo protocolo do Ministério da Saúde, serão enviadas à Fiocruz, no Rio de Janeiro, para nova testagem e contraprova.

“A criança está evoluindo bem, realmente foi um caso notificado, apresentou sintomas para sarampo, febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse e coriza. Todas as ações diante de um caso suspeito de sarampo foram tomadas, como a notificação, bloqueio vacinal, e essa criança hoje está isolada, porque ainda está em período de transmissibilidade, caso seja confirmado. Nós realizamos a investigação junto ao município, também junto às autoridades sanitárias do Peru, já que é uma região de fronteira, e no final de semana, uma equipe do PNI Estadual fez um mutirão de vacinação”, informou Renata.

Durante o mutirão foram aplicadas mais de 300 doses de vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, em pessoas de 6 meses a 39 anos. Somando com as doses contra a Covid-19 e Influenza, foram mais de 700 doses de vacinas aplicadas na ação.

Sobre a criança que foi notificada com suspeita de sarampo, Renata informou que ela tem as duas doses da vacina tríplice viral, por isso, o cenário epidemiológico é “favorável” para o estado acreano.

“Além disso, no Peru não temos casos confirmados de sarampo e nem no estado do Acre. Os nossos últimos casos confirmados de sarampo foram no ano de 2000 e no Brasil só temos casos confirmados no Amapá e em São Paulo no ano de 2022.”

Os últimos casos confirmados de sarampo no Acre ocorreram no ano de 2000, com o registro de três casos no município de Acrelândia, um em Mâncio Lima, um em Plácido de Castro e seis em Rio Branco, totalizando 11 casos.

Conforme dados do PNI Estadual, ao analisar uma série histórica dos últimos 8 anos dos casos notificados de sarampo, nota-se uma regularidade no número de notificações, mantendo uma média entre dois e cinco casos notificados. O ano de 2015 não apresenta essa similaridade, já que não houve nenhum caso notificado no decorrente ano.

No ano de 2018, o Acre relatou 64 casos distribuídos nos municípios de Plácido de Castro, Rio Branco, Capixaba, Acrelândia, Senador Guiomard e Tarauacá, sendo todos descartados por critério laboratorial. O município de Rio Branco apresentou o maior número de notificações, totalizando 51 casos.

Já em 2019, 11 casos foram registrados no estado, pelos municípios de Cruzeiro do Sul, Feijó, Plácido de Castro e Rio Branco, sendo que todos também foram descartados por critério laboratorial, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde. E nos anos de 2020 e 2021, não houve notificações de sarampo.

O sarampo é uma doença viral e imunoprevenível, ou seja, a melhor forma de prevenção é através da vacinação, no qual confere imunidade a 95% da população que recebe as duas doses da vacina tríplice viral, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde.

No Acre, no ano de 2021 a cobertura vacinal do tríplice viral com a 1ª dose foi de 58,62%, com um total de 9.543 doses aplicadas e de 25,32% da 2ª dose, o que corresponde a 4.122 pessoas imunizadas.

Para o ano de 2022, o Acre já recebeu cerca de 54 mil doses de vacina contra o sarampo para imunizar crianças. Os imunizantes foram enviados pelo Ministério da Saúde desde o início da campanha, no dia 4 de abril. No último sábado (29), as equipes de Saúde da capital acreana, Rio Branco, realizaram o ‘Dia D’ de imunização e atenderam em vários pontos.

Conforme o PNI, ainda não há números sobre a vacinação contra o sarampo no estado, em virtude de atualização a nível de sistema.

Colaborou Kelton Pinho, da Rede Amazônica Acre.

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Governo e Prefeitura de Assis Brasil trabalham nas ruas do Bairro Km 2

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Equipes do Deracre e da prefeitura trabalham para trazer mais mobilidade e segurança aos pedestres e motoristas Foto: Cedida.

As equipes do Deracre e da prefeitura trabalham para trazer mais mobilidade e segurança aos pedestres e motoristas. Têm sido realizados serviços de recuperação, com retirada e limpeza do pavimento quebrado, aplicação e compactação de nova massa asfáltica.

“Estamos levando melhorias para as ruas de Assis Brasil e, graças ao trabalho do governador Gladson Cameli e a parceria com o prefeito Jerry Correia, a equipe do Deracre atua para proporcionar mais dignidade e melhorias para a população”, destacou o presidente do Deracre, Petronio Antunes.

Operação tapa-buraco promove recuperação de pavimentação e garante a conservação das vias Foto: Cedida.

A operação tapa-buraco promove recuperação de pavimentação e garante a conservação das vias. O prefeito Jerry Correia tem acompanhado de perto a execução dos serviços e agradeceu a parceria firmada com o governo e o Deracre.

“O governador Gladson Cameli tem sido sensível com Assis Brasil e tem ajudado a prefeitura por meio da Secretaria de Obras, acompanhando a equipe do Deracre na execução dos serviços. Estamos avançando na recuperação de vias para melhorar a vida do povo de Assis Brasil”, comemorou o prefeito.

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Redução de ICMS em operações interestaduais com gado pode favorecer desmatamento no Acre

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A opinião é da pesquisadora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Biancca Scarpeline de Castro, especialista em avaliação e coordenação de políticas públicas. De acordo com ela, o decreto que estabelece redução de até 80% na base de cálculo do ICMS nas operações interestaduais com gado pode resultar em novos desmatamentos.

A Lei Estadual nº 3.938, publicada no Diário Oficial do Acre no dia 28 de abril passado, estabeleceu que a produção de gado acreano que for comercializada para o Amazonas, Rondônia e Roraima passaria a ter redução de 80% na base de cálculo do ICMS. Com o benefício, o valor de imposto a ser pago por pecuaristas sobre a operação para esses estados caiu de 12% para 2,4%.

Com relação à comercialização do gado para os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, a redução foi de 66,67%. Com isso, o valor do imposto sobre a operação para tais estados foi reduzido para 4%.

De acordo com Biancca Scarpeline em reportagem do site ambiental ((o))eco, dependendo de como a norma for aplicada pelos pecuaristas, pode gerar efeitos opostos. De um lado, os produtores podem se sentir estimulados a regularizar seus rebanhos para serem beneficiados pela lei. De outro, o estímulo à produção de gado pode resultar em mais desmatamento.

“Não necessariamente o benefício à pecuária precisaria ampliar o desmatamento, pois pode ser estimulada uma intensificação da produção, uma melhor pecuária, por exemplo. Mas a questão é que, em sua maioria, a pecuária praticada no Acre é de baixa produtividade, o que significa que, para ampliar a produção, a área também deve ser ampliada”, explicou a pesquisadora ao ((o))eco.

Além disso, ela lembra que a pecuária, de modo geral, é uma atividade já bastante subsidiada pelo governo. “Essa é mais uma medida para beneficiar os produtores rurais em detrimento da sociedade. Isso porque o subsídio aos pecuaristas significa que o Estado do Acre está abrindo mão de impostos capazes de pagar políticas de saúde, educação e segurança para a população como um todo”, diz.

A Lei está em vigor até o dia 31 de agosto de 2022 ou até que o limite de 500 mil cabeças seja atingido pelo estado. No entanto, é possível que ela seja reeditada, já que em fevereiro de 2022, o Executivo acreano já havia publicado uma norma de mesmo teor.

De acordo com o governo do estado, a redução da carga tributária do gado bovino tem o objetivo de ajudar os produtores rurais a superarem as dificuldades e para fortalecer a agropecuária local. A lei em questão diz que só será beneficiado com a redução no imposto o gado originário de produção interna, comercializado com nota fiscal e declarado ao Fisco Estadual.

“Vamos dar condições ao mercado para comercializarmos o gado represado. O Estado, pensando no produtor rural e nos seus meios de sobrevivência, adota mais uma ação importante que temos realizado para fortalecer a agropecuária em nosso estado”, disse o governador Gladson Cameli em matéria da estatal Agência de Notícias do Acre.

Segundo uma análise realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais sobre cenários futuros para pecuária de corte na Amazônia, a área de pasto no Acre deve chegar a 2 milhões de hectares em 2031. Em 2012 ela era de 1,56 milhão de hectares. Atualmente, o Acre possui cerca de 3,5 milhões de cabeças de gado.

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Açaí de Feijó luta para obter o selo de Indicação Geográfica

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Uma faixa de terra compreendida entre os rios Envira e Jurupari, no município de Feijó, é o núcleo da luta pelo reconhecimento da Indicação Geográfica do Açaí -uma região de onde sai, segundo o presidente da Cooperativa de Produtores, Coletores e Processadores de Açaí (Cooperaçaí), José Geovani de Lima Nascimento, “o melhor açaí do mundo” -um produto orgânico, sustentável e de alta qualidade, fazendo jus à fama.

Nesse istmo de floresta no coração do Acre está abrigada uma riqueza que atualmente oferta trabalho e renda para 500 coletores e processadores e para mais de 1,5 mil colaboradores indiretos.

Uma das ações que esses grupos farão para consolidar a Indicação Geográfica junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) é documentar a coleta e o processamento para o IBGE atualizar os dados sobre a produção de açaí no Acre. “O IBGE fala entre 5 e 7 toneladas mas a produção é muito maior”, diz Geovani, afirmando que são cerca de 800 toneladas obtidas em duas safras, sendo uma maior e uma menor, que em uma área próxima da BR 364 coleta e processa 30% do açaí de Feijó.

Três grandes empresas compram a produção mas uma outra luta dos feijoenses é a autonomia comercial. Consideram que atualmente os atravessadores são um mal necessário e ressaltam a importância das empresas -mas a Indicação Geográfica trará outro status mercadológico. “A meta é triplicar todos os números atuais”, projeta o presidente da Cooperaçaí.

Hoje, 99% do produto vem de açaizais nativos mas há um grande esforço para aumentar a área cultivada para ao menos 10% da produção.

Do açaí se faz de tudo. No workshop “Indicações Geográficas do Acre” ocorrido na última quinta-feira (19) em Rio Branco, uma mostra levou à degustação dos participantes algumas possibilidades gastronômicas à base de açaí, como shushi, molho barbecue, cocadas e licores -mas sabe-se que há uma infinidade de receitas que vão de sorvetes, bolos, cachaça, biscoitos, doces e muito mais.

O IBGE apresentou um estudo nesta sexta-feira (20) informando que ao longo do tempo, o açaí e a castanha-do-pará vêm, crescentemente, ampliando a sua participação na geração do serviço de provisão de produtos florestais não madeireiros extraídos dos ecossistemas.

De fato, segundo a Cooperaçaí, o fruto movimenta R$20 milhões por safra no Acre, levando em conta todas as regiões produtores.

O açaí representa fonte de renda para milhares de famílias rurais da Amazônia. A coleta do fruto é a segunda maior atividade econômica extrativista da região, superada apenas pela extração de látex.

Desde 2018 a Embrapa Acre desenvolve estudos referentes a essa cadeia produtiva na região Tarauacá-Envira, que responde por cerca de 50% da produção no Acre, de acordo com dados do IBGE. Os frutos são matéria prima para agroindústrias de processamento dos municípios de Feijó e Plácido de Castro.

O uso sustentável de recursos da biodiversidade amazônica, incluindo o açaí, pode integrar um contexto emergente da bioeconomia, modelo de produção que tem sido destacado como estratégico para o desenvolvimento socioeconômico da região. Esse cenário de aproveitamento racional da espécie pode promover a melhoria dos sistemas de produção e gerar alternativas de renda e qualidade de vida para as comunidades rurais amazônicas.

Com a Indicação Geográfica, um selo que garante que a procedência é de qualidade e sustentável, o “melhor açaí” vai, definitivamente, seguir os caminhos da farinha de Cruzeiro do Sul e ganhar o mundo.

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