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Contratado pelo handebol do Benfica, de Portugal, acreano sonha com Seleção e Olímpiadas

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Natural da cidade de Rodrigues Alves, no interior do estado, José Luciano é novo reforço do Benfica, de Portugal. Atleta fala sobre desafio, trajetória no esporte e projeta objetivo maior

José Luciano, novo reforço do Benfica — Foto: Arquivo pessoal/José Luciano

Por Kelton Pinho

O acreano José Luciano Costa e Silva, 20 anos, natural do município de Rodrigues Alves, distante 627 km da capital Rio Branco (AC), deu mais um grande passo na carreira como jogador de handebol profissional. Depois de se destacar no Taubaté-SP – clube que defendia desde o início desta temporada -, o lateral-esquerdo agora encara um novo desafio em terras lusitanas com a camisa do Benfica, de Portugal.

O Benfica anunciou a contratação de Luciano por meio de uma publicação no Instagram. O acreano já desembarcou em Lisboa e conheceu a sede do seu novo clube.

Em entrevista nessa quarta-feira (4), Luciano disse que planejava seguir no Taubaté-SP nesta temporada, mas com a pandemia do novo coronavírus e a paralisação de competições, não teve muitas oportunidades para atuar. O que seria frustração, acabou se tornando alegria após receber a proposta do Benfica.

– O Benfica é um dos maiores clubes do mundo. É muito bem estruturado, tem uma boa equipe e eu vi que a proposta era boa, acabei aceitando – conta.

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“Estou muito ansioso para jogar. Fui muito bem recebido, estou sendo muito bem tratado e tenho muito sonhos para alcançar e muitas metas a cumprir. Mas a princípio, eu quero muito jogar”. (José Luciano, lateral-esquerdo do Benfica)

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Luciano estava cursando a faculdade de economia, mas com a oportunidade fora do país, precisou trancar o curso para se dedicar integralmente ao esporte e seguir carreira.

Luciano foi anunciado como reforços no Instagram oficial do Benfica — Foto: Reprodução/Instagram

Trajetória no esporte

Luciano começou cedo na modalidade, aos 14 anos de idade, quando ainda morava na cidade de Rodrigues Alves. Dois anos depois, passou a residir na capital acreana, onde conciliava os estudos e a prática do esporte.

– Eu comecei jogando pela escola. Quando fui para o HandFamília, também continuei jogando pela escola e jogando os campeonatos estaduais – relembra.

Figura frequente em campeonatos estudantis, aos 17 anos recebeu a oportunidade de seguir para o Mato Grosso, defender o Campo Verde-MT, no Zonal do Brasileiro Juvenil e também os Jogos Escolares.

A ascensão no cenário nacional proporcionou ao acreano uma oportunidade em acampamento para jovens atletas realizado pela Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), em 2018. Foi então que Luciano recebeu uma proposta do Itajaí-SC, clube que defendeu até 2019.

Luciano recebe prêmio de MVP no Mundial de Handebol Juvenil — Foto: Divulgação/CBHb

Nesse mesmo ano, foi campeão sul-americano com a seleção brasileira de base e participou do Mundial Juvenil, na Macedônia. Mesmo sem uma boa atuação do Brasil, Luciano foi destaque. Posteriormente, o acreano rumou para Taubaté-SP, último clube que defendeu no Brasil.

Dificuldades e sonhos

Luciano se orgulha de cada passo conquistado, principalmente de ter superado a desconfiança e as dificuldades de apoio ao esporte que é praticado no extremo oeste do Brasil, longe dos grandes centros. Ele conta que já chegou a perder oportunidades por conta da falta de investimento.

– Eu já perdi várias oportunidades de ir para campeonatos nacionais pelas escolas por causa disso. Sempre era cancelado, não tinha verba, então é muito precário. Foi muito difícil minha trajetória para sair. Eu consegui, mas muitos poderiam ter chances de sair e não saíram por questões de recursos. Tive que ir escalando, passei por muitas dificuldades, não foi fácil – diz.

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“Eu amo representar meu estado, amo representar meu país. É realmente precário os investimentos, a organização da modalidade e dos outros esportes, tanto no Acre quanto na região Norte”. (José Luciano, lateral-esquerdo do Benfica)

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Atravessar o Oceano Atlântico e ter a chance de atuar profissionalmente na Europa sempre foi um sonho desse acreano, que desde aos 16 anos encara a saudade da família. Distante do Acre, ele ainda não está satisfeito e pretende chegar ainda mais longe.

Luciano sonha em atuar pela seleção brasileira principal — Foto: Arquivo pessoal/José Luciano

– Com certeza meu maior sonho é chegar na seleção principal, quero ter essa oportunidade. Certamente vou fazer um bom trabalho no meu clube aqui na Europa para conseguir alcançar esse objetivo. Jogar às Olimpíadas seria um sonho muito alto e eu quero sim realizar – ressalta.

O Benfica é o atual terceiro colocado no Campeonato Português de Handebol com 24 pontos. O clube volta a quadra contra Sanjoanense, no próximo sábado (7), pela 10ª rodada da competição.

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Nova frente fria chega ao AC nesta semana e temperatura atingirá 18ºC, diz Friale

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Pesquisador Davi Friale – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

O pesquisador Davi Friale divulgou em seu site O Tempo Aqui, nesta segunda-feira (10), uma nova previsão de diminuição das temperaturas na próxima semana.

Além disso, o “mago” destacou que até o próximo domingo (16) haverá calor abafado, chuvas, possibilidade de temporais e tempo seco e ventilado.

Na quarta-feira (12), mais uma frente fria chegará ao Acre, a partir do fim da tarde, mas será na quinta-feira que os ventos serão mais intensos, devido à penetração de mais uma onda de frio polar, declinando levemente a temperatura.

“Desta vez, a massa de ar frio não será intensa no Acre. As temperaturas, ao amanhecer, de quinta-feira e de sexta-feira, deverão oscilar entre 18 e 20ºC, em Rio Branco, Brasileia e demais municípios do leste e do sul do estado”, comentou.

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IBGE: mais de 12% dos acreanos já sofreram violência psicológica, física ou sexual

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A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (10) os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.

O Acre figurou em muitos cenários. Um deles foi o de violência psicológica, física ou sexual. Pelo menos 12,4% da população já foi alvo de uma das agressões.

Os dados apontam ainda que 72 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram os tipos de violência destacados, nos 12 meses anteriores à entrevista.

“O percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 14,0% e o de homens foi de 10,8%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (16,5,0%); de 30 a 39 anos (8,9%); de 40 a 59 anos (13,5%) e 60 anos ou mais (6,9%). As pessoas pretas (20,2%) e pardas (10,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (14,6%), diz o órgão.

Outro resultado preocupante tem a ver com o afastamento das atividades laborais e habituais em decorrência da violência sofrida. 9 mil pessoas foram afetadas – o que representa 12,9% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 18,3% e 5,4%, respectivamente.

Violência psicológica

A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população.

O percentual de mulheres vitimadas foi maior do que o dos homens, 12,9% contra 10,1%, respectivamente. A população mais jovem (18 a 29 anos) sofreu mais violência psicológica do que a população com idade mais elevada (60 anos ou mais), 15,4% contra 6,9%. Mais pessoas pretas (18,0%) e pardas (10,2%) sofreram com este tipo de violência do que pessoas brancas (13,4%).

“Considerando o rendimento domiciliar per capita, o grupo com menor rendimento apresentou um percentual maior de vítimas: 15,2% das pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo, em comparação a 10,5% das pessoas com mais de 5 salários mínimos”, destaca a pesquisa.

Violência física

A PNS estimou que 17 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram violência física nos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 2,8% da população. O percentual de vítimas do sexo feminino foi de 3,4%, enquanto o dos homens, 2,2%.

Violência sexual

Para as pessoas que responderam que não sofreram agressão sexual nos últimos 12 meses, foi perguntado se ela sofreu essa violência alguma vez na vida. Considerando essas duas perguntas, estima-se que 25 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade foram vítimas de violência sexual, independentemente do período de referência, o que corresponde a 4,3% desta população, 2,6% dos homens e 5,9% das mulheres.

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Internações por covid na UTI e enfermarias estão em queda no Acre, diz subsecretária de Saúde

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Ala Covid-19 no Acre – Foto: Odair Leal/Secom/arquivo

A subsecretária de Saúde do Acre, Paula Mariano, disse em entrevista que o número de internações por covid-19 vem diminuindo consideravelmente nos últimos dias.

A notícia tem a ver com a ocupação de leitos comuns e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Temos percebido uma diminuição satisfatória nos últimos 15 dias no Pronto-Socorro e no Into, além de uma queda no número de internações também em Cruzeiro do Sul, no Hospital de Campanha”, disse Paula.

Na última quarta-feira (5) o Into registrou 11 leitos disponíveis de UTI, e o PS desocupou outras 7 vagas. Em Cruzeiro do Sul, 6 leitos estavam disponíveis.

No maior hospital de referência do Acre, apenas 49 leitos de enfermaria, dos 160 disponíveis, estavam ocupados na data.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa do Brasil, o Acre está em queda no número de novas mortes pela doença.

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