Após duas quedas, a taxa de desocupação no País voltou a subir no trimestre encerrado em janeiro; segundo o IBGE, aumento no período é sazonal

A taxa de desocupação no Brasil subiu para 12% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira, 27, peloInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre até dezembro de 2018, o resultado havia ficado em 11,6%.

O aumento na taxa representou a entrada de 318 mil pessoas na população desocupada, totalizando 12,7 milhões de trabalhadores nessa condição. A subutilização da força de trabalho ficou em 24,3% no período, somando 27,5 milhões de pessoas nesse grupo.

Taxa de desemprego volta a subir no trimestre encerrado em janeiro, aponta IBGE. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Ainda havia, de acordo com a Pnad, 4,716 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em janeiro. O resultado significa 17 mil desalentados a menos em relação ao trimestre encerrado em outubro. Em um ano, porém, 296 mil pessoas a mais caíram no desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

De acordo com o o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, o aumento da desocupação em janeiro é sazonal. “Com a entrada do mês de janeiro, houve um aumento da taxa de desocupação. É algo sazonal, é comum a taxa aumentar nessa época do ano por causa da diminuição da ocupação.”

Segundo o técnico, no entanto, nos dois últimos anos, o crescimento na população desempregada não havia sido tão relevante como foi neste início de ano. “Ano passado houve estabilidade na população ocupada e na desocupada, enquanto, neste ano, cresceu o número de desocupados”, complementa.

O resultado ficou acima da mediana de 11,90% das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de 11,60% a 12,10%. Em igual período de 2018, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,2%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.270 no trimestre encerrado em janeiro. O resultado representa alta de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 205,027 bilhões no trimestre até janeiro, alta de 1,9% ante igual período do ano anterior.

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