Dia Internacional da Mulher – No dia 08 de março, elas comemoram: A luta é nossa a conquista é coletiva

Por Maria Coutinho

Em Nova Iorque, no ano de 1857, as operarias da tecelagem de Cotton, buscando melhores condições de trabalho, decidiram parar a produção, ocupar a fábrica ate que suas reivindicações fossem atendidas.  Em resposta a essa situação os patrões indignados, fecharam o local, atearam fogo matando 120 mulheres queimadas.

Em homenagem as trabalhadoras assassinadas, no primeiro Congresso Internacional da Mulher que aconteceu em 08 de março de 1910 na cidade de Copenhague, foi instituído o Dia Internacional da Mulher. Ao longo dos anos surgiram movimentos feministas, garantindo respeito, saúde, igualdade de gênero e inclusão no mercado de trabalho. Hoje a presença feminina em setores exclusivamente masculino e fato.

O QUE ELAS PENSAM

Tania Rezende, empreendedora no ramo da agropecuária refere vivenciar o preconceito visto algumas pessoas terem dificuldades em negociar com mulher, porém existem aqueles que confiam no desempenho feminino e respeitam. Para Tania a mulher preparada faz a diferença no mercado atual, “temos foco, potencial e somos criteriosas, conseguimos cuidar de tudo e todos ao nosso redor”, finaliza. Além de mãe, esposa e dona de casa a empresaria integra um grupo que ajuda a comunidade carente.

Maria Rosália demonstra orgulho das batalhas travadas na lavoura ao longo da vida e relata, “trabalhava de sol a sol para garantir o sustento da minha família”. Vitima do êxodo rural, tornou-se presidente de bairro e garante que a luta é nossa, mas a conquista e coletiva.

Nina Quintanilha, menciona sua experiência a frente da Secretaria de Administração Municipal como aprendizado positivo. Nomeada em plena crise econômica e politica para lidar com situações delicadas. Nina diz que a rejeição e’ impiedosa quando a mulher detém o poder, mas a determinação supera os obstáculos. “Compreendo que o preconceito faz parte da sociedade patriarcal. Muitos ainda não entenderam que a sensibilidade feminina não suprime o homem. Não há gênero superior, nos completamos” garante.

GRUPO DAS DIVAS

As Divas poderiam simplesmente gastar em viagens e mimos pessoais, no entanto também encontram a felicidade em reuniões saudáveis com direito a pautas variadas, aliada aos drinks, petiscos enquanto cuidam dos filhos serelepes. E como são varias em uma, com discernimento e capacidade critica, debatem estratégias de intervenção holística que favoreça comunidades carentes.

Os encontros ocorrem na casa da Diva Marilda Ramos, permitido somente as mulheres e suas crias. Cada Diva se dispõe contribuir com alimento, material didático, roupas ou calçados que serão doados para famílias e Organismos voltados as questões sociais.

O Grupo das Divas, não perde o foco, diversifica, surpreende e ganha visibilidade a cada ação.  Seus esforços para transformar fome em fartura, dor em alegria, frustração em realização apresenta resultados positivos e centenas de excluídos no entorno do município de Brasileia, ilhados na extrema pobreza são diretamente beneficiados.

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