Dimas Gurgel – Política, economia e atualidade

Motos bolivianas são exterminadas com sol, poeira, chuva, mato, além de estarem  jogadas uma em cima da outra no pátio do Detran, literalmente. 

Em Brasileia, fronteira com a Bolivia, tem centenas de veículos acumulados no pátio do Departamento de Trânsito (Detran). Nem o próprio órgão sabe precisar quantos são esses veículos. A única informação é de que a maioria são carros e motos,na sua maioria de origem Bolivianas, objetos de processos judiciais, fraudes bancárias ou algum outro motivo que leve os proprietários a abandoná-los. Acabam se tornando sucatas.

A maioria fica exposta ao sol, chuva e poeira por anos a fio. Entre tantos carros, utilitários e motos, condutores e proprietários entram em desespero quando decidem visitar o pátio e se surprrendem com a falta de zelo, vale lembrar que o Detran é o orgão público que mais arrecada no estado.

Já não bastasse os inúmeros problemas na região de fronteira no interiror do Acre, sobretudo nas cidades de Brasiléia e Epitaciolândia, surge um que talvez seja a maior dor de cabeça para o governo nas próximas semanas.  são milhares de motos, literalmente jogadas em um terreno que pertence ao ex-deputado federal pelo partido dos trabalhadores Zico Bronzeado.

Com poucos funcionários, fica nítido as dificuldades no atendimento ao público e, controle dos veículos bolivianos, dessa forma o problema vai de forma silenciosa e paulatina, se transformando em um imenso problema futuro. Estamos falando de milhares de veículos que estão literalmente “jogados“. De um lado a caneta é pesada, sem perdão aos condutores, estudantes, trabalhadores, sacoleiras, não escapa ninguém, dos “homens da lei “. Por outro lado, o governo silencia e não oferece uma saída.

Em conversa com o Senador e ex-governador Jorge Viana, o mesmo reconheceu o Problema e disse que seu gabinete estaria a disposição, que o problema de fato tinha que ser resolvido.Já o responsável pelo Detran na fronteira, o mesmo confessou à Coluna que vários oficios foram emitidos aos órgãos competentes do País vizinho, mas, nenhuma resposta foi obtida até então. Coisa que já era de se esperar, afinal, a quem interessa um conjunto de sucatas?. É bom lembrar ao governador que, um outro fator que pode agravar o problema, são os ambientalistas, que já estão de olho nas próximas decisões, o pátio tá cheio, e aí Sebastião vai jogar no lixo, fazer um leilão, devolver aos donos, o que fazer Sebastião?

Quem também deve entrar no debate nos próximos dias, assim esperamos, é a deputada Ana Leila Galvão Moreira, já que a mesma é parlamentar, logo, representa a fronteira na Assembléia Legislativa do estado. Fato é que o problema envolve muita gente, (não dá mais para esconder) o problema existe, é conhecido e precisa ser resolvido.

Estamos falando de um problema que poderia sido soluciondado lá atrás ainda no seu inicio, mas, ao longo dos anos foi apenas se acumulando. Faltou interesse, diálogo… Fato é, como diz o ditado popular “não dá mais pra empurrar com a barriga“.

 

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