Doador único salva 5 pessoas que aguardavam órgãos em fila no Acre

Doação foi feita pela família no último sábado (18), em Rio Branco.
Receptores receberam fígado, rins, e córneas no Hospital das Clínicas.

G1

Doador único salvou vida de cinco pessoas que aguardavam por órgãos em fila de espera (Foto: Angela Peres/Secom)

Cinco pessoas receberam órgãos transplantados de um único doador no Hospital das Clínicas, em Rio Branco. Ao todo foram transplantados um fígado, dois rins e duas córneas. A coordenadora da Central de Transplantes da unidade, Regiane Ferrari, diz que a doação foi feita pela família no último sábado (18).

Os procedimentos para a retirada dos órgãos começaram ainda no domingo (19), mas os transplantes de fígado e rins ocorreram na madrugada desta segunda (20) e pela manhã foram transplantadas as córneas. Conforme a Saúde, com a doação o Acre registra um total de 11 transplantes, sendo três córneas, quatro fígados e quatro rins.

“Quando a família decidiu pela doação nós começamos a preparar toda a logística de centro cirúrgico, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), material e equipe. A retirada foi feita na tarde de domingo e imediatamente começamos o implante. O fígado foi o primeiro pois tem um tempo de validade menor”, explica.

A coordenador diz que é comum uma mesma pessoa fazer tantas doações e afirma que um mesmo doador pode salvar até oito pessoas. Regiane diz que em um futuro próximo o estado vai poder fazer a retirada de outros órgãos como o pâncreas, coração e pulmão. Porém, diz que o índice de famílias que se recusam a autorizar a doação de parentes ainda é alta.

“Estamos mostrando aos poucos o nosso trabalho para a comunidade e as pessoas vão entendendo o valor e o poder que elas possuem em mãos quando se trata de doação de órgãos. Para ser um doador não precisa deixar nada escrito, apenas avisar à família. Justamente temos uma central de transplantes que buscam esses doadores e acolhem essa família”, explica.

Quanto a identidade do doador, a coordenadora explica que o homem fazia parte de uma facção criminosa e a família teme sofrer represálias caso seja identificada. Além disso, diz que a medida também busca resguardar as pessoas que receberam os órgãos.

“A família não quer se expor, tem muito medo. Em uma cidade pequena é importante preservar até mesmo a pessoa que recebeu. É importante preservar a identidade do doador e receptor para que não haja nenhum problema para ninguém”, finaliza.

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