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Documento encontrado no presídio prova poder e organização do Bonde dos 13

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O grupo se espalhou muito rapidamente nos últimos meses. De acordo com investigações da direção do presídio, a facção é mantida com a contribuição mensal de R$ 100, depositada por cada membro.

Assem Neto, da ContilNet Notícias

Francisco das Chagas, um dos chefes do Bonde dos 13, é considerado disciplinado e discreto/Foto: Cedida

Francisco das Chagas, um dos chefes do Bonde dos 13, é considerado disciplinado e discreto/Foto: Cedida

Em revista às celas do Presídio Antônio Amaro, agentes penitenciários encontraram novos trechos do Estatuto do Bonde dos 13″, facção composta por ex-traficantes, comandada de dentro da unidade por ligações de celular para celular, sem controle da Segurança Pública. O documento, manuscrito em folha de caderno, estava numa cela não revelada. A reportagem de ContilNet teve acesso ao papel em que o Bonde dos 13 reverencia o Primeiro Comando da Capital (PCC) e assume ter sido criado para reforçar o poder econômico de traficantes, eliminar inimigos, aumentar o poderio de armas no confronto contra as polícias e garantir a “ética do crime”.

O Presídio Antônio Amaro é, segundo o Governo do Acre, “uma unidade de segurança máxima. Porém, contrariando o discurso oficial de “ordem e tranquilidade” dentro do presídio, nossos repórteres identificaram problemas gravíssimos na casa de detenção onde estão ao menos quatro líderes da facção.

O detector de metais está quebrado, e não funciona, há pelo menos 3 anos. Em torno de 100 aparelhos de celular são encontrados por mês nas celas. Por causa de uma lei federal, a vistoria aos visitantes foi limitada. Mulheres e homens não podem mais tirar as roupas e fazer o gesto de agachamento, afim de identificar drogas transportadas nas partes íntimas. “Hoje, nós usamos a raquete ligada a bateria, que não acusa objetos proibidos com a eficiência de que precisamos. A entrada de entorpecentes e celulares aqui está fora de controle e a situação piorou muito”, diz um agente que a reportagem não vai identificar.

Agente encontra vestígios de como a facção criminosa estar bem viva no Acre

Agente encontra vestígios de como a facção criminosa estar bem viva no Acre

Um dos principais chefes do Bonde dos 13, Francisco das Chagas Silva, traficante sentenciado, é considerado disciplinado, discreto, porém temido e de altíssimo poder de influência entre os integrantes da facção fora da penal. O grupo se espalhou muito rapidamente nos últimos meses. De acordo com investigações da direção do presídio, a facção é mantida com a contribuição mensal de R$ 100, depositada por cada membro. Quem deixa de contribuir é “excluído”. Cada líder está responsável por criar grupos de criminosos que ainda não foram presos ou já deixaram o presídio após serem libertados por ordem judicial. Esses subordinados, também conhecidos como “soldados”, praticam assaltos, sequestros e homicídios, em atos de vingança aos “caguetas” e com fins de arrecadar dinheiro e armas. As vítimas também incluem cidadãos inocentes.

“Todos devem respeito e lealdade ao PCC”, diz o estatuto do Bonde dos 13. “Somos uma organização criminosa contra a opressão e a injustiça (?)”. Todo intregrante do grupo é obrigado a manter sintonia em “suas quebradas” com outros “associados”. Acomodação, fraqueza e traição são punidas com a execução, determinada pelos líderes da facção.

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Alerta: Foco da raiva bovina é identificado em propriedade rural no Acre e 18 animais morreram com sintomas da doença

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Por Alcinete Gadelha, g1 AC

Foco da raiva bovina é identificado em propriedade rural no interior do AC; 18 animais morreram com sintomas da doença — Foto: Arquivo/Idaf

Foco da raiva bovina é identificado em propriedade rural no interior do AC; 18 animais morreram com sintomas da doença — Foto: Arquivo/Idaf

Um foco de raiva bovina foi detectado em uma propriedade rural, na cidade de Sena Madureira, no interior do Acre, onde 18 animais morreram com suspeita da doença. As informações foram confirmadas pelo Instituto de Defesa e Agropecuária Florestal (Idac), que faz o monitoramento.

Ainda conforme o Idaf, só foi possível fazer a coleta de um dos animais, que teve o caso confirmado por exame laboratorial, mas considera como foco devido às outras mortes terem ocorrido no mesmo período e os animais terem apresentado sintomas.

A raiva em bovinos é transmitida pela mordida do morcego, que, além de matar o animal infectado pela doença, também pode ser transmitida para humanos.

Em junho do ano passado, o Idaf tinha registrado a morte de sete animais da área rural de quatro cidades no interior do Acre nos meses de dezembro de 2020 e maio de 2021. Os casos deste ano foram informados ao Instituto no início de junho.

“Nessa área, nós temos um foco de raiva, com um caso positivo laboratorial e na investigação foi detectado que na propriedade morreram 18. Não podemos afirmar porque não foi possível fazer o exame, mas, pelo período da doença, é detectado como raiva. Se morrer algum animal, em um período de três meses com os mesmos sintomas, a gente considera que ainda seja raiva, pelo período de incubação da doença”, disse a chefe do Programa de Combate da Raiva do Idaf, a veterinária Maria do Carmo Portela.

Quando o veterinário foi até a propriedade, foi feita a orientação aos moradores sobre a vacinação do rebanho, além de investigar se as pessoas tiveram contato com o animal infectado, com a saliva, que é o que a via de transmissão.

“A saliva é o que contém o vírus, e quem trabalha na área rural, pode ter machucado nas mãos, então, é feita a investigação para ver se a pessoa teve contato com a saliva e, no caso, é enviado para a secretaria de saúde do município para a pessoa tomar a vacina. Também é solicitado ao proprietário faça a vacinação do rebanho”, acrescentou.

O trabalho do Idaf, nestes casos é orientar quem teve contato com o animal doente busque a unidade de saúde, e também faça a vacinação do rebanho. Se tiver muitos sinais de mordidas de morcego, ainda é feita a captura dos animais para tentar amenizar a situação, com o controle da colônia dos morcegos.

A propriedade está sob monitoramento e deve receber mais uma visita técnica, com um levantamento se houve mais alguma propriedade com sinais de espoliações de morcego e ou morte com sintomas de raiva, para que seja feito um trabalho de educação sanitária na área.

Animal espoliado por morcego — Foto: Arquivo/Idaf

Animal espoliado por morcego — Foto: Arquivo/Idaf

Sintomas

Entre os sintomas estão o isolamento do animal, perda de apetite, salivação abundante, perda de equilíbrio, quedas e estiramento do pescoço.

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VÍDEO: Polícia Civil incinera mais de 300 quilos de drogas apreendidas esse ano na Regional Juruá

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Ascom/Polícia Civil do Acre

Na manhã desta sexta-feira, 24, a Polícia Civil em Cruzeiro do Sul incinerou aproximadamente 300 quilos de drogas diversas, entre cocaína e maconha.

O procedimento tático-operacional contou com a participação de policiais da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico e de agentes da Delegacia de Repressão as Ações Criminosas Organizadas – Núcleo Draco/Denarc coordenado pelo Delegado Heverton Carvalho.

As drogas são provenientes de diversas apreensões realizadas pelas forças de segurança na regional Juruá em virtude de prisões em flagrante, delitos, assim como operações de investigações de repressão ao tráfico de entorpecentes e de combate à facções criminosas.

A incineração do entorpecente é um demonstrativo claro da efetividade do trabalho da polícia judiciária que vem intensificando suas ações de combate a criminalidade em todas as regionais do estado. O sentido de asfixiar as organizações criminosas voltadas à prática do crime de tráfico de drogas.

A ação faz parte da Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, que acontece entre os dias 20 a 24 de junho de 2022.

Além dos delegados Vinicius Almeida e Heverton Carvalho, estiveram presentes na incineração autoridades representando o Poder Judiciário, o Ministério Público Estadual e Federal e a Vigilância Sanitária do Acre.

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Saúde alerta para possível aumento de casos de síndromes gripais e doenças respiratórias no período de seca

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Enquanto o segundo semestre do ano se aproxima, a estiagem característica desse período preocupa os órgãos responsáveis pelo monitoramento da incidência de síndromes gripais e doenças do sistema respiratório. A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, encontra-se alerta para um possível aumento desses casos nos próximos meses.

O período de seca gera aumento de doenças respiratórias e síndromes gripais. Foto: Odair Leal/ Secom

Além do calor, a baixa umidade do ar e a fumaça provocada pelas queimadas são fatores de risco para a disseminação de doenças como rinovírus, influenza, parainfluenza, adenovírus, metapneumovírus e sincicial respiratório, por exemplo.

O chefe do Departamento de Vigilância em Saúde do Acre, Gabriel Mesquita, destacou que a prevenção é a melhor estratégia no combate a esses vírus. “É um período em que as pessoas precisam se cuidar, se hidratar. Tomar medidas como, se possível, ter umidificadores de ar dentro de casa, ou até mesmo baldes de água ou toalhas molhadas, tornando o ambiente menos propício a proliferações das síndromes gripais”, orienta.

Gabriel Mesquita reforça a importância de hidratar-se em períodos mais secos. Foto: cedida

Mesquita explica ainda que a população em geral está exposta às doenças do sistema respiratório e síndromes gripais, podendo, além de contrair, ter um agravamento dos efeitos do vírus no organismo. No entanto, idosos e crianças são considerados grupos de risco, por se mostrarem mais suscetíveis à evolução dessas doenças para Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag).

Campanha de vacinação contra influenza

A vacina é o método mais eficaz no combate às doenças. O governo do Acre, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), disponibiliza, desde abril deste ano, a imunização contra a influenza para os grupos de risco. A partir segunda-feira, 27, todas as unidades básicas de saúde (UBS) do estado estarão oferecendo as vacinas ao público em geral.

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