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Brasil

Dólar fecha a R$ 5,11, com temor de alta de juros nos EUA

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Bolsa cai 2,73% e atinge pior nível desde janeiro

Por Wellton Máximo

O nervosismo em torno dos juros norte-americanos voltou a pressionar o mercado financeiro nesta segunda-feira (5). O dólar ultrapassou a barreira de R$ 5 e fechou no nível mais alto em quase um mês. A bolsa de valores caiu quase 3% e atingiu o menor nível desde o início de janeiro.

O dólar comercial encerrou esta segunda vendido a R$ 5,115, com alta de R$ 0,127 (+2,54%). A cotação operou em alta durante toda a sessão. Na máxima do dia, por volta das 12h, chegou a R$ 5,13.

A moeda norte-americana está no valor mais alto desde 12 de maio, quando tinha fechado em R$ 5,14. A divisa acumula alta de 7,6% em junho, tendo subido 7% somente nos últimos seis pregões. Em 2022, o dólar cai 8,27%.

O mercado de ações também teve um dia turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 102.598 pontos, com recuo de 2,73%. O indicador foi influenciado pelas bolsas norte-americanas, que também tiveram forte queda. O Ibovespa está no nível mais baixo desde 10 de janeiro.

Amanhã (14) e quarta-feira (15), o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) reúne-se para decidir os juros básicos dos Estados Unidos. Com a inflação no maior nível em 40 anos, por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia e dos gargalos na produção global decorrentes da pandemia de covid-19, parte dos investidores acredita que a taxa poderá ser elevada em 0,75 ponto percentual, mais que as últimas elevações, de 0,5 ponto.

Altas de juros maiores que o esperado poderão causar recessão na economia norte-americana. Isso derrubou as bolsas dos Estados Unidos, provocando um efeito dominó que arrastou o mercado financeiro global. O índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 2,79%. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, teve forte perda de 4,68%. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 3,88% nesta segunda.

*Com informações da Reuters

Edição: Denise Griesinger

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Nova presidente da Caixa assume cargo na terça-feira

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Daniella Consentino assinou hoje o termo de posse

A economista Daniella Marques Consentino teve o nome aprovado hoje (1º) pelo Comitê de Elegibilidade da Caixa Econômica Federal e assinou o termo de posse. Ela assumirá oficialmente o cargo na próxima terça-feira (5), em cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

Ex-secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Consentino substituirá Pedro Guimarães, que pediu demissão nessa quarta-feira (29), após denúncias de assédio sexual que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Trabalho. Ele negou as acusações na carta de renúncia.

No governo desde janeiro de 2019, Consentino foi chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. Uma das principais assessoras do ministro Paulo Guedes, ela assumiu a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade no início do ano.

Com formação em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a nova presidente da Caixa tem MBA em Finanças pelo Ibmec e uma carreira no mercado financeiro. Foi diretora-executiva da Oren Investimentos e diretora de Risco e Compliance, sócia e gestora de Renda Variável da Mercatto Investimentos. Antes de entrar no governo, foi sócia do ministro Guedes na Bozano Investimentos, onde foi diretora de Compliance e Operações e Financeiras.

Edição: Aline Leal

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Presidente do TSE reafirma segurança do sistema de votação

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Durante o mês de julho, o tribunal estará de recesso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, reafirmou hoje (1º) que o sistema de votação eletrônico é confiável e seguro. A declaração do ministro foi feita durante sessão de encerramento dos trabalhos do primeiro semestre. 

Durante o discurso, Fachin citou que faltam 90 dias para as eleições de outubro e afirmou que a Justiça Eleitoral tem buscado demonstrar que o sistema é aprovado nos testes de segurança realizados pelo tribunal e entidades externas e protege o sigilo do voto.

“O sistema eleitoral brasileiro é hígido, confiável e seguro transborda os limites da instituição e nos permite transferir essa inabalável certeza a todos os nossos compatriotas, a todos os cidadãos brasileiros. O seu voto está protegido e será contabilizado nas eleições”, declarou o presidente.

Durante o mês de julho, o tribunal estará em recesso e não haverá sessões de julgamento. No entanto, os preparativos para o pleito e a apreciação de questões urgentes continuarão a ser decididas por Fachin e o vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes, que atuarão em esquema de revezamento de 15 dias no comando do TSE.

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Eventual segundo turno  para a disputa presidencial e aos governos estaduais será em 30 de outubro.

Edição: Maria Claudia

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Brasil assume presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU

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Este é o 11º mandato eletivo do Brasil durante o biênio 2022-2023

Por Agência Brasil – Brasília

O Brasil assumiu hoje (1º) a presidência rotativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). O país ficará no comando do principal órgão multilateral responsável pela paz e segurança internacionais por todo o mês de julho. Este é o 11º mandato eletivo do Brasil durante o biênio 2022-2023.

Durante a presidência do Brasil, o Conselho de Segurança vai examinar a situação de segurança na Ucrânia, Síria, África Ocidental e região do Sahel, Colômbia, Líbano, Sudão, Oriente Médio, Haiti, Iêmen, Chipre, Líbia e Ásia Central. Também estão previstas resoluções sobre as missões da ONU no Haiti, Iêmen, Chipre e Líbia, e sobre regimes de sanções em vigor para Líbia e República Centro-Africana.

Entre as ações a serem executadas pelo Brasil em julho estão dois debates. O primeiro, no dia 12, sobre a importância da comunicação estratégica em operações de manutenção da paz e o segundo, no dia 19, sobre crianças e conflitos armados. Esse último debate será presidido pelo Secretário-Geral das Relações Exteriores, Embaixador Fernando Simas Magalhães.

“Durante o mandato do Brasil no CSNU e, em especial durante a presidência em julho, o Brasil buscará ampliar espaços de negociação e diálogo, promover agenda construtiva e investir em iniciativas que contribuam de maneira concreta para a manutenção da paz e segurança internacionais, em consonância com os preceitos constitucionais relevantes”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores, em nota.

Edição: Lílian Beraldo

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