Unacon já recebeu, até setembro, 581 casos de algum tipo de câncer no estado. Destes, 300 foram diagnosticados em mulheres adultas.

Até o mês de setembro, já foram diagnosticados 63 casos de câncer de mama no estado — Foto: GloboNews
Por Aline Nascimento, G1 AC — Rio Branco

Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 500 pessoas já foram diagnosticadas com algum tipo de câncer no Acre.

O dado faz parte de um balanço do Hospital do Câncer do Acre (Unacon). Destes, 52% são diagnosticados em mulheres adultas.

Câncer de mama, do colo uterino e do útero são os mais frequentes entre as mulheres no estado. Ainda segundo o Unacon, a unidade já recebeu, até o mês de setembro, 300 exames de biópsia positivos feitos em mulheres.

Deste, 85 são de câncer do colo uterino, 63 de mama e cinco de útero. Esses são os tipos mais diagnosticados no público feminino. Em 2018, o Unacon recebeu, durante todo ano, 715 casos.

Pacientes em tratamento

A gerente do Unacon, Áurea Freitas, explicou que, atualmente, são feitas mais de 400 aplicações de quimioterapia na unidade. Destas, 42 são em crianças que tratam algum tipo de câncer.

“Tem casos que, dependendo, recebe o diagnóstico, mas muitos vão para outro estado receber o tratamento porque é com radioterapia e não temos aqui. Então, vai pelo TFD [Tratamento Fora do Domicílio] para outro estado, fica sendo paciente do Unacon, mas não fica aqui. Faz a radio fora, mas a consulta e o ambulatório são aqui”, complementou.

Tipos de câncer mais comuns entre mulheres no Acre são de colo uterino, de mama e de útero — Foto: Reprodução/Globo

A gerente confirmou que, até setembro, já foram diagnosticados 581 novos casos de câncer no estado. Segundo Áurea, o número geral de casos diagnosticados este ano deve ser próximo do total confirmado ano passado, que foi 715, ou até mesmo ultrapasse.

“Talvez chegue a 100 ou ultrapasse. É difícil a gente prever. Hoje, o paciente só começa a fazer o tratamento no Unacon a partir do diagnóstico positivo”, frisou.

Outubro Rosa

A gerente falou ainda sobre as ações realizadas no mês de outubro, reconhecido como mês de combate e prevenção ao câncer de mama. Entre as atividades, a profissional falou que pacientes em tratamento receberam uma atenção especial também.

“Tivemos palestras, inclusive com uma fisioterapeuta que ensinou como cuidar dessas pessoas afetadas pelo câncer. Como lidar, como se deve proceder. Temos uma equipe de psicólogo e serviço social que dá toda um apoio e suporte”, afirmou.

A gerente falou também sobre um projeto de lei aprovado, no último dia 16, pelo Senado que mudou o prazo, de 60 para 30 dias, para a realização de exames de diagnostico de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para ela, a agilidade nos exames, resultados e início do tratamento são fundamentais para o paciente.

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“Do que adianta, fazer prevenção e todo um trabalho se demora muito nos exames, consultas. Tem que agilizar porque o câncer é muito rápido, não espera. As consultas oncológicas têm que ser rápidas, o exame da biópsia, o tratamento. Um mês faz toda diferença para uma pessoa acometida com câncer”, concluiu.

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