Índices apontam estabilidade na economia do Acre

Com base em alguns indicadores, ele destaca que o empresariado se mostra otimista quanto ao novo ano que se inicia. Sentimento considerado muito bom para o especialista.
Escrito por Bruna Lopes - Jornal Opinião.com

Como se comportará a economia em 2019? A resposta dessa pergunta é incerta. Até mesmo para especialistas. Em comum acordo se entende que após a crise que afetou o país e o Acre em 2014 parece ter perdido força. Em 2018 os índices pararam de cair e ficaram estáveis, ainda sem recuperação, mas que não apresentam queda.

É o que explica o economista Carlos Estevão. Com base em alguns indicadores, ele destaca que o empresariado se mostra otimista quanto ao novo ano que se inicia. Sentimento considerado muito bom para o especialista.

“As mudanças políticas que se concretizarão em 2019 geram essa expectativa positiva, afetando a confiança deles no futuro. O que é muito bom porque pode aumentar a propensão do empresariado a investir o que é fundamental para o processo de desenvolvimento econômico. Se isso se concretizar no Brasil e no Acre a economia vai melhorar. No caso do Acre, a volta dos investimento público também devem colaborar para a melhora da situação econômica”, destacou o economista.

Caso essa expectativa positiva de fato ocorra, a economia brasileira aos poucos apresentaria crescimento. Já que de acordo com Carlos Estevão o país ainda não superou a tão temida crise. “A crise parece que acabou, mas pelo fato ainda não ter apresentado recuperação isso mostra que o país continua com problemas”.

Outro desafio para a economia são os entraves encontrados pelos empreendedores. “Empreender no Brasil é muito difícil, situações que envolvem questões tributárias e outros problemas, dificultam o investimento dos empresariados”, reforçou.

____________

Para o Acre, o economista destaca que a dependência fortemente de transferência de recursos, para se ter uma ideia, 60% do dinheiro que circula no Estado tem essa natureza.

_____________

“Arrecadação municipal e estadual apresentou crescimento desde os anos 2000, mas a dependência desses recursos federais ainda é forte”, reforçou Carlos Estevão.

Exemplo de reflexo da crise e parcelamento do 13° salário do funcionalismo

Dados de 2014 mostram com clareza a chegada da crise no Acre. O setor de construção civil até então apresentava índices de crescimento importante. Um pouco antes o setor chegava a empregar no Acre mais de 15 mil pessoas diretamente.

Atualmente, o número de pessoas empregadas nesse setor um pouco mais de duas mil pessoas. A crise se estabeleceu de maneira generalizada em todos os setores da economia brasileira a partir de 2014.

Sobre o parcelamento do 13° salário do funcionalismo público, Carlos Estevão destaca que o comércio sentiu as consequências. “Em alguns casos, soube da queda de 30% nas vendas. Imagina-se que seja devido a ausência do valor integral do 13°”.

Planejamento financeiro básico é fundamental para as famílias

Parece bobagem, mas o planejamento das finanças pessoais é decisivo para evitar problemas ao longo do ano que só começou. “O planejamento financeiro deve se tornar um hábito, uma vez que é parte fundamental na vida de qualquer cidadão. Ele pode ser feito até em um caderninho de anotações. O que importa é que seja possível visualizar o quanto é necessário para passar o mês e comparar com a renda mensal”, destacou o economista.

O segredo é pensar antes de fazer, avisou Carlos. “Essa medida pode evitar uma série de problemas”, finalizou ele.

Comentários