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Brasil

Educação brasileira está em último lugar em ranking de competitividade

Enquanto a economia do país apresentou melhora, setor educacional apresenta resultados negativos

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O relatório também destaca a importância de estratégias que garantam a compatibilidade entre oferta e demanda, evitando que o conhecimento e a formação educacional da população se tornem obsoletos.

Rodrigo Maia, Thais Herédia e Larissa Coelho, da CNN

Um estudo elaborado pelo IMD World Competitiveness Center comparou a prosperidade e a competitividade de 64 nações, em uma pesquisa que analisou como está o ambiente econômico e social do país para gerar inovação e se destacar no cenário global.

No geral, o Brasil caiu uma posição em relação a 2019, após quatro anos seguidos de avanços – de acordo com a entidade, isso aconteceu por conta da entrada de um país a mais na lista deste ano (a africana Botsuana, em 61ª).

No eixo que avalia a educação, o Brasil teve a pior avaliação entre as nações analisadas, alcançando a 64ª posição. Entre outros fatores, o resultado nesse quesito se explica pelo mau desempenho do país no que diz respeito aos gastos público totais em educação. Segundo a pesquisa, quando avaliado em termos per capita, o mundo investe em média US$ 6.873 (cerca de R$ 34,5 mil) por estudante anualmente, enquanto o Brasil aplica apenas US$ 2.110 (R$ 10,6 aproximadamente).

Apesar desse resultado, o Brasil não investe pouco em educação, ao menos não no que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB). Um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que o país investiu uma média de 5,6% do seu PIB na área de educação, uma porcentagem acima da média de 4,4% das nações da OCDE.

No que diz respeito ao investimento em educação no Brasil, um dos problemas está na qualidade e na execução dos gastos. O país teve um baixo desempenho no Pisa, a principal avaliação internacional de desempenho escolar, ocupando a 54ª posição, e no TOEFL, ocupando o 43º lugar no ranking. Além disso, o analfabetismo atinge 6,8% da população acima de 15 anos, sendo a média mundial de apenas 2,6%.

Falta de avanços

Apesar de não registrar queda nos demais critérios avaliados pelo IMD World Competitiveness Center, o Brasil também não contabilizou avanços. Além de perder em qualidade, o país também peca na universalização da educação. Na taxa de matrículas no ensino médio, o resultado foi 23,8% abaixo do índice mundial. Da mesma forma, a proporção de acesso ao ensino superior de pessoas entre 25 e 34 anos é 22,2% menor quando comparada com o índice mundial.

A perspectiva é que os próximos indicadores apontem para um agravamento na qualidade da educação brasileira, devido às implicações da pandemia de Covid-19 na aprendizagem e no desenvolvimento de habilidades dos estudantes.

Para se ter uma ideia, o período de fechamento das escolas no Brasil é maior do que nos países da OCDE, em média. Até o fim de junho deste ano, a média da OCDE era de 14 semanas, enquanto que no Brasil as escolas permaneciam fechadas há 16 semanas.

O baixo desempenho do Brasil na educação implica ainda em uma baixa qualificação dos profissionais no mercado de trabalho. No estudo do IMD World Competitiveness Center, o país é o 63º colocado em relação à relevância da educação primária e secundária para as exigências do sistema produtivo.

A adequação das habilidades linguísticas dos trabalhadores às necessidades das empresas também é insuficiente, fazendo com que o Brasil ocupe a 63ª posição.

Esse cenário aponta para a falta de políticas públicas de educação que proporcionem a formação de habilidades e capacidades relevantes para o mercado de trabalho. O relatório também destaca a importância de estratégias que garantam a compatibilidade entre oferta e demanda, evitando que o conhecimento e a formação educacional da população se tornem obsoletos.

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TJ-RJ rejeita denúncia contra Flávio Bolsonaro em investigação sobre rachadinhas

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MP-RJ pediu o arquivamento do processo, na semana passada, após anulação de provas em instâncias superiores

Justiça arquivou denúncia contra Flávio Bolsonaro

O Órgão Especial do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) decidiu rejeitar a denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas nesta segunda-feira (16).

Na semana passada, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) já havia pedido o arquivamento do processo após provas da investigação terem sido anuladas pelo STJ  (Superior Tribunal de Justiça) e pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Flávio Bolsonaro, seu ex-assessor Fabrício Queiroz e outras 15 pessoas foram alvo de ação que apurou crimes como peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e apropriação indébita, segundo o TJ-RJ.

O caso conhecido como rachadinhas investigou um suposto esquema de desvio de salários no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, no Rio, com base no relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontou movimentações suspeitas do ex-assessor Fabrício Queiroz.

A tese acolhida pela relatoria é que a denúncia se baseou em informações que o STJ considerou, posteriormente, terem sido obtidas de forma ilícita. O entendimento é que não há mais elementos que justifiquem a acusação. No entanto, a rejeição da denúncia por falta de justa causa não impede o retorno das investigações.

A advogada Luciana Pires, que representa o senador Flávio Bolsonaro, disse em nota que a defesa entende que “o caso está enterrado”.

“O STJ já havia anulado todas as provas. A defesa entende que o caso está enterrado, e, caso haja qualquer desdobramento, serão tomadas as medidas judiciais cabíveis”, declarou Luciana.

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Mulher fica com as sobrancelhas horrorosas após procedimento de microblading dar errado

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Crystal Weinstock disse ter pago cerca de R$ 2.230 pela técnica e que sua filha, de 3 anos, ficou horrorizada ao ver o resultado

Crystal Weinstock já está tentando reverter o procedimento
Reprodução/Instagram

Crystal Weinstock, de 37 anos, ficou horrorizada ao ver o resultado da sessão de microblading que fez na sobrancelha. Ao Daily Mail, a técnica em odontologia disse que os dois filhos se assustaram quando a viram pela primeira vez. Ela pagou 440 dólares, cerca de R$ 2.230, pelo procedimento.

“Eu estava pensando em fazer microblading nas sobrancelhas há algum tempo. Como uma mãe ocupada, sei que preencher as sobrancelhas diariamente leva muito tempo e achei que a técnica me ajudaria com isso. Eu nunca, em um milhão de anos, poderia imaginar que elas poderiam ficar desse jeito. Foi horrível. Quando minha filha de 3 anos me viu no dia seguinte, ela ficou assustada e apavorada”, contou.

Crystal disse que a primeira sessão foi feita em novembro do ano passado, porém, devido ao sangramento, a sessão foi interrompida e o pigmento não grudou. “Eu estava tão animada por ter sobrancelhas perfeitas e não ter que me preocupar em fazê-las eu mesma. Me mostraram uma foto de como minhas sobrancelhas ficariam depois e eu adorei. Então, em dezembro, voltei para minha segunda sessão.”

“O sangramento aconteceu novamente, mas desta vez continuamos esperando que o pigmento ficasse. Saí da consulta feliz com a aparência delas, mas infelizmente não durou porque o pigmento não grudou na minha pele”, explicou.

A técnica em odontologia contou que só conseguiu voltar ao estabelecimento para a próxima sessão no fim de abril, quando foi informada sobre “melhorias” que fizeram em relação ao procedimento. Segundo Crystal, ela foi questionada sobre o tamanho das sobrancelhas e disse que não queria nada grande. “Eu disse que só queria que minhas sobrancelhas fossem preenchidas em vez de ficarem maiores. Tive certeza de que não ficariam muito grossas. Eu estava de ótimo humor e mal podia esperar para ver minhas sobrancelhas”, contou.

Depois de algum tempo, ela percebeu que a maquiadora estava levando muito tempo para realizar a sessão e que algo não parecia como de costume. “No final da sessão, ela me olhou e me disse para eu não surtar. Quando dei aquela primeira olhada no espelho, não pude acreditar em meus olhos. Foi horrível”, contou.

Crystal alegou que lhe disseram que ficaria melhor quando o inchaço diminuísse. Mas na manhã seguinte ela acordou e suas sobrancelhas não pareciam melhores do que na noite anterior. “Minha filha entrou no meu quarto para me acordar e ficou muito assustada. Ela começou a surtar. Eu vi o medo nos olhos da minha filha, e meu coração se quebrou. Eu estava tentando manter a calma e fazer algumas pesquisas sobre como eu poderia consertá-las, mas fiquei mortificada.”

Por fim, ela disse que já está fazendo sessões para remover o pigmento. “Talvez eu precise fazer tratamento a laser. Pode levar até um ano para resolver o problema. Algumas das linhas mais grossas parecem estar diminuindo, mas ainda são aparentes”, completou.

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Alunos de medicina que estudam fora do país receberiam até R$ 5 mil para serem ‘mulas’ de traficantes estrangeiros, diz delegado

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Valor é oferecido para transportar cocaína, skank e ‘maconha gourmet sabor limão’ do Paraguai e da Bolívia em malas até o Brasil. Polícia investiga esquema de cooptação de alunos, que seriam usados como ‘mulas’. Dois estudantes foram presos ao chegar em São Paulo.

Denarc, no Bom Retiro, em São Paulo — Foto: Reprodução/Google Maps

Alunos de medicina brasileiros que estudam fora do país receberiam até R$ 5 mil de traficantes estrangeiros, principalmente Paraguai e Bolívia, para transportarem drogas em malas ao retornarem ao país de origem para visitar familiares.

Há um ano, a Polícia Civil de São Paulo investiga esse esquema de cooptação de estudantes, que são usados como ‘mulas’.

“Estamos investigando há mais de um ano a informação de que traficantes estão arregimentando brasileiros estudantes de medicina em outros países vizinhos como ‘mulas’, como são chamadas as pessoas que são pagas para transportar as drogas”, disse ao g1 o delegado Fernando Santiago, titular da 4ª delegacia da Dise.

De acordo com a investigação, a escolha de alunos de medicina por traficantes demonstra que os criminosos estão selecionando pessoas aparentemente livre de quaisquer suspeitas.

“Alguns brasileiros que estudam no exterior e são cooptados por traficantes de fora, que veem vantagens nisso, já que os alunos costumam viajar com certa frequência ao Brasil para ver suas famílias. Numa dessas vindas, acabam trazendo drogas com eles”, explicou o delegado.

Segundo os investigadores, dois alunos foram presos ao chegar em São Paulo. Eles confirmaram a existência de um esquema de tráfico internacional de drogas que oferece dinheiro a brasileiros que cursam medicina no exterior.

A prisão de um aluno de 24 anos ocorreu em fevereiro deste ano e, na última quarta (11), a polícia prendeu uma aluna de 29 anos, que desembarcou no Terminal Rodoviário da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista.

Ainda de acordo com os agentes, ela disse informalmente que um traficante boliviano lhe prometeu R$ 5 mil para levar 12 kg de Skank (maconha potencializada) até São Paulo.

A droga transportada pela estudante estava em 36 embalagens dentro de uma mala rosa. De acordo com o Denarc, o entorpecente apreendido era uma maconha gourmet, nome dado a ervas geneticamente modificadas com sabores.

No caso dela, havia um aroma de limão. Nota característica da maconha conhecida como Super Lemon Haze (névoa de super limão em tradução livre). A estudante também foi responsabilizada criminalmente por tráfico de drogas.

Super Lemon Haze (névoa de super limão, numa tradução livre do inglês para o português) é uma maconha gourmet que é consumida principalmente por pessoas com alto poder aquisitivo em festas privadas em São Paulo — Foto: Divulgação/Polícia Civil

De acordo com o Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), os brasileiros recebem os entorpecentes nos países vizinhos, depois atravessam a fronteira com o Brasil de ônibus, entrando pelo Mato Grosso (MT) ou Mato Grosso do Sul (MS). E desses estados seguem para São Paulo.

Segundo a investigação, no começo do ano, o jovem preso confessou que um traficante paraguaio ofereceu a ele R$ 4 mil para transportar 3kg de cocaína pura dentro de uma mala preta.

O dinheiro seria pago ao aluno de medicina por um traficante brasileiro assim que ele desembarcasse com a droga na rodoviária de São Paulo.

Ao chegar, ele foi surpreendido por policiais civis da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) do Denarc.

Apesar de confessar o tráfico, crime pelo qual foi indiciado, o rapaz se recusou a dizer os nomes dos traficantes que o aliciaram. A droga que ele transportava foi apreendida.

Cocaína estava escondida na mala de estudante de medicina — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Segundo o estudante preso em fevereiro, o destino da cocaína e do skank seriam diferentes.

“A cocaína seria levada para alguma ‘biqueira’ para depois ser misturada a outros produtos químicos. E aumentando o seu volume seria revendida aos usuários por R$ 18 o quilo”.

“Já o skank é destinado a um público com maior poder aquisitivo. Um grama dele é vendido por R$ 80 em festas privadas”, explicou o delegado.

Por conta da possibilidade de haver tráfico internacional de drogas, o delegado informou que que comunicou à Polícia Federal (PF) as prisões dos dois estudantes de medicina.

“Como temos informações de que esses jovens foram aliciados no exterior, a competência de atuação para investigar crimes fora do Brasil já não é nossa. Então passamos para quem pode fazer isso, que é a PF”, falou Fernando.

Os presos não tiveram seus nomes divulgados pelo Denarc.

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