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Vinte e sete mil eletricitários de todo país cruzaram os braços nesta segunda-feira (11) para protestar contra a aprovação da PL 4330 (terceirização dos serviços afins), pela reestruturação das empresas do grupo Eletrobras, contra a privatização e pela participação dos trabalhadores nos resultados da estatal. “Estamos mantendo os serviços essenciais, ou seja, respeitando a lei de greve para não prejudicar a população”, declarou o diretor do Sindicato dos Urbanitários, Mauro Bezerra.

O sindicalista disse que os reajustes salariais, a renovação das concessões das empresas de energia e a revisão na contratação dos trabalhadores ficará para as próximos movimentos. Segundo a Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), está havendo terceirização da mão de obra. A adesão à paralisação acontece em todos os estados.

A Câmara dos Deputados aprovou parte do Projeto de Lei nº 4330, de 2004, para legalizar a contratação de trabalhadores terceirizados para todas as atividades de uma empresa, até mesmo para o desempenho de suas atividades-fim “ Nós, urbanitários, somos contra, pois consideramos que a sua aprovação retira direitos dos trabalhadores, precariza as relações de trabalho, entre outros graves prejuízos aos trabalhadores”, afirmou Mauro Bezzera.

Há mais de 20 anos a categoria unificada não realizava greve por tempo indeterminado. A paralisação atinge praticamente todo o sistema (exceto Itaipu Binacional, cujos trabalhadores não estão na base da FNU), totalizando 14 empresas. Destas, oito são geradoras de energia (Eletronorte , Eletrosul, Eletronuclear, Chesf, Furnas, Cepel, CGTEE, Eletrobras Eletropar). As distribuidoras são Cepisa (Piauí), Ceal (Alagoas), Ceron (Rondônia), EletroAcre, Amazonas Energia, Boa Vista Energia (Roraima).


 

Com informações do ac24horas.com

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