Miss Brasil 2019 terá quatro ex-vencedoras na apresentação; especialista aponta candidatas mais fortes

Com mensagens de empoderamento feminino como “lute como uma miss”, quatro vencedoras do Miss Brasil se juntam na noite deste sábado (9) ao lado do ator Cássio Reis para apresentar a final da edição 2019 do concurso, que elege a representante brasileira no Miss Universo.

Logo após o Dia Internacional da Mulher (celebrado nesta sexta, 8 de março), a novidade é mais uma tentativa da Polishop, rede de varejo que fechou parceria com a franquia para promover sua linha de beleza “Be Emotion”, de fazer um espetáculo mais engajado, moderno e fashion.

“Conseguimos melhorar a imagem do concurso, que voltou a ter o glamour de antes, além de alcançar a exposição esperada da marca Be Emotion”, explica João Appolinário, dono da Polishop.

Esse é o quinto ano da empresa à frente da disputa que, desde então, adotou a alcunha de “Miss Brasil Be Emotion”. Appolinário revelou à Folha que foram investidos no concurso R$ 35 milhões no período, em que conseguiram eleger beldades de perfis diferentes que mostram a diversidade da mulher brasileira.

A gaúcha Marthina Brandt (2015), a paranaense Raíssa Santana (2016), a piauiense Monalysa Alcântara (2017) e a amazonense Mayra Dias (2018) farão entradas especiais ao lado do ator, anunciando etapas e narrando atividades.

“Este ano completamos cinco edições da era Be Emotion. Considero emblemático tê-las no palco celebrando tantas conquistas”, revela a diretora geral do concurso, Karina Ades.

João Appolinário acompanhado das quatro últimas vencedoras do Missa Brasil. Da esquerda para a direita: Marthina Brandt (2016), Raissa Santana (2016), Monalisa Alcântara (2017) e Mayra dias (2018) – Foto: divulgação Miss Brasil.

​Cortes e Júri

Diferentemente do que aconteceu na etapa paulista do certame e no próprio Miss Universo 2018, segundo Appolinário, o brasileiro não terá novidades nos cortes que eliminam as candidatas, até chegar na vencedora.

“Não seria justo fazermos um corte regional. Vamos seguir os cortes normalmente até porque, tanto no Miss São Paulo quanto no Miss Universo, o número de candidatas era muito grande, e acredito que por isso foi necessário esse tipo de seleção”.

Na etapa paulista, apenas seis misses participaram do evento final após uma seletiva preliminar, enquanto no internacional as cerca de cem candidatas passaram por um corte setorizado, que elegeu as melhores de cada continente.

Ainda diferente do último Miss Universo, a bancada de jurados da final nacional, considerada artística, não será 100% feminina. Appolinário ressaltou que será mista, porém com integrantes experts no mundo da moda e fashion, que vão ajudar a definir a melhor candidata.

Luiza Brunet é o nome mais forte dessa lista, que reúne ainda a modelo Leila Schuster, a Miss Brasil 2007 Natália Guimarães, o estilista Alexandre Herchcovitch, o cabeleireiro Marcos Proença e outros.

Cada vez mais cedo – o ano passado foi em maio – a Polishop tem sempre tentado antecipar o evento nacional. “Desde o primeiro ano da nossa parceria percebemos essa necessidade. A  antecipação tem sido, sim, proposital e temos tentado adiantar, a cada ano, dois meses desde que assumimos”, explica.

Candidatas à Miss Brasil 2019 – Divulgação

Previsões da vencedora

Para João Ricardo Camilo Dias, curador do tradicional blog Miss Brazil On Board, especializado em concursos de beleza, este ano as candidatas mais fortes são justamente as que possuem mais experiência, e por isso consideradas veteranas.

“As misses São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Sergipe e Paraíba já modelaram fora ou já participaram de grandes concursos internacionais com êxito, por isso acredito que a vencedora deve estar entre elas”, analisa.

Dias vê com bons olhos as investidas da Polishop em modernizar e tornar o concurso mais ágil, com profissionais experientes do setor. Para ele, o concurso hoje está melhor que antes. “Entretanto, acredito que seja preciso resgatar o que há de mais importante nos concursos de beleza, que é o fator emoção”.

Sobre os requisitos da vencedora da etapa, Dias elenca que ela tem que querer, além de Miss Brasil, ser Miss Universo.

“Qualquer moça que queira vencer o Miss Universo precisa, antes de tudo, ter aquela confiança que convence. Uma excelente comunicabilidade, uma beleza comercial e agradável, e que possa ser reconhecida por onde passar. É importante também considerar a condição elegância, com um guarda-roupa adequado que respeite padrões clássicos e, ao mesmo tempo, modernos, e que falem um pouco da personalidade da candidata”, completa o expert.

Um grupo de 27 candidatas se apresenta na 65ª edição da competição, que terá transmissão ao vivo na TV pela Band, direto da convenção da Polishop no São Paulo Expo, na zona sul da capital paulista.

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