“Esse Governo gasta muito e gasta mal, é megalomaníaco”, dispara Sinhasique durante visita ao novo Huerb

Em visita às obras do novo Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb),  na manhã de ontem (9), a deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB), criticou o Governo do Estado pelo atraso das obras.

“Tião Viana não está sendo bom governador na área da saúde. Como bom gestor e bom médico deveria ter um olhar diferenciado para a saúde da população acreana”, criticou.

O Pronto Socorro de Rio Branco já consumiu mais de R$20 milhões, está em construção desde 2009 e não entra em funcionamento. A empresa que estava trabalhando na obra já pediu destrato porque não tem mais condições de continuar. São necessários mais R$9 milhões para concluir. A obra está parada desde junho de 2015.

No térreo e no primeiro piso do hospital, funciona apenas a parte administrativa. Segundo a parlamentar, o térreo virou um depósito de medicamentos, porque no projeto da nova construção não consta um almoxarifado.

“Também não consta cozinha para atender o Novo PS. A cozinha que lá está não recebe a visita da Vigilância Sanitária porque se recebesse, já teria sido interditada. Há 5 ralos abertos na cozinha do Hospital. É um esgoto dentro da cozinha, local totalmente insalubre e inapropriado para fazer a alimentação de pacientes e servidores”.

No projeto, as pilastras do prédio deveriam ter 8 metros de profundidade, quando começaram as obras viram que seria necessário fazer 14 metros de profundidade. Com isso, gastou-se mais dinheiro na obra.

“Esse Governo gasta muito e gasta mal, é megalomaníaco. Inventou um projeto que foi feito em São Paulo, com engenheiros que não conhecem o terreno e o tipo de solo que temos aqui na Amazônia”.

A parlamentar questionou também a necessidade de se fazer um heliponto no Hospital. “Para quê? Só para gastar mais dinheiro, temos um único helicóptero nesse Estado, que é o João Donato e mal vemos”.

Outro problema foi a compra de alguns itens no exterior. “Compraram ar-condicionado, piso, etc, tudo em dólar. Quando o dinheiro saiu, o dólar já havia subido e não deu para comprar as coisas. É muita irresponsabilidade! Vamos fazer o básico, vamos fazer o que dá, mas vamos fazer!”.

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