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Brasil

EUA impõem sanção a membros de rede vinculada à Al Qaeda no Brasil

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Três estrangeiros residentes no país são acusados de dar suporte internacional à rede de terrorismo

Antony Blinken disse que atividades da rede mostram que a Al Qaeda segue ativa
KEN CEDENO / POOL via AFP – 1.7.2021

Do R7

Os Estados Unidos impuseram sanções econômicas a três indivíduos identificados como integrantes de uma rede situada no Brasil que possui vínculos com a Al Qaeda, além de duas empresas, “por oferecer apoio ao grupo terrorista”, informou nesta quarta-feira (22) o Departamento do Tesouro americano.

“As designações de hoje (22) ajudarão a negar o acesso do grupo ao setor financeiro formal”, assinalou o subsecretário do Tesouro, Brian E. Nelson.

“As atividades contínuas dessa rede baseada no Brasil revelam que a Al Qaeda continua sendo uma ameaça terrorista global”, declarou o secretário de Estado americano, Antony Blinken, em outro comunicado.

O grupo terrorista e as organizações regionais vinculadas a ele se financiam graças à arrecadação de fundos individuais nos países do Golfo Pérsico e em outras partes do mundo.

“Os Estados Unidos estão comprometidos a trabalhar com nossos parceiros, inclusive o Brasil, para atrapalhar as redes de apoio financeiro da Al Qaeda”, afirmou Blinken.

Quem está sob sanção

Entre os indivíduos sob sanção se destaca Haytham Ahmad Shukri Ahmad Al Maghrabi, que chegou ao Brasil em 2015 e foi um dos membros iniciais de uma rede de apoio da Al Qaeda no país, segundo o Departamento do Tesouro americano.

Al Maghrabi tinha frequentes contatos e negócios para compra de moeda estrangeira de um outro indivíduo filiado à rede no Brasil. Além disso, Al Maghrabi era o contato no Brasil de Ahmed Mohammed Hamed Ali e se reportava a ele, que foi incluído na lista de terroristas globais em 2001, segundo Washington.

Outro que sofre sanções é Mohamed Sherif Mohamed Mohamed Awadd, que chegou ao Brasil em meados de 2018 e “desempenhou um papel importante em um grupo vinculado à Al Qaeda com sede no país e participou da impressão de moedas falsas”.

Segundo o governo americano, Awadd é o único sócio da empresa de móveis Home Elegance Comércio de Móveis EIRELI, com sede em São Paulo, que também é alvo das sanções.

O terceiro citado na lista de Washington é Ahmad Al Khatib, responsável pela Enterprise Comércio de Móveis e Intermediação de Negócios EIRELI, outra companhia registrada em São Paulo e também incluída nas sanções.

Os três indivíduos são acusados de “auxiliar materialmente, patrocinar ou fornecer apoio financeiro ou tecnológico, ou bens ou serviços” à organização terrorista fundada por Osama bin Laden.

Como resultado, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), do Departamento do Tesouro, bloqueou todos os seus bens e interesses sob jurisdição dos Estados Unidos.

Além disso, e a menos que haja uma autorização especial, os regulamentos do Ofac proíbem as transações efetuadas por cidadãos americanos, dentro ou fora dos Estados Unidos, destinadas aos indivíduos ou entidades sob sanção.

Para limitar o fluxo de financiamento da Al Qaeda em nível mundial, os Estados Unidos recorreram a ferramentas financeiras que incluem a designação de quase 300 indivíduos e entidades afiliadas a ela e a outras organizações em Afeganistão, Paquistão, Golfo Pérsico, África e outras regiões.

  • Em 11 de setembro de 2001, em menos de duas horas, as torres gêmeas do World Trade Center foram reduzidas a uma montanha de pó e aço incandescente, o Pentágono ficou destruído e quase 3 mil pessoas perderam a vida

    REUTERS/Sara K. Schwittek

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Rombo das contas fica em R$ 35,1 bi, melhor resultado em 7 anos

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Com alta na arrecadação tributária e redução de gastos emergenciais da Covid-19, déficit equivale a 0,4% do PIB

O resultado acumulado do ano totalizou um déficit de R$ 35,1 bilhões em 2021 José Cruz/Agência Brasil – 17.01.2022

Do R7

Após crescimento na arrecadação tributária e redução de gastos emergenciais de enfrentamento à pandemia de Covid-19, o governo federal registrou um superávit de R$ 13,8 bilhões em dezembro de 2021 nas contas públicas, frente ao déficit de R$ 44,1 bilhões observado no mesmo período de 2020 (em termos nominais).

O resultado acumulado do ano totalizou um déficit de R$ 35,1 bilhões em 2021, ante rombo de R$ 743,3 bilhões em 2020 (em termos nominais), o maior déficit da história, impulsionado pelos gastos dos efeitos do primeiro ano da crise sanitária. O resultado de 2021, divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Tesouro, é o melhor em sete anos, segundo dados da série histórica do governo, e equivale a 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou durante coletiva, que o desempenho das contas públicas do país em 2021 foi “extraordinário”, conforme o esperado pelo governo. “Houve duvidas, criticas, acusações de populismo fiscal, todas equivocadas a respeito das nossas contas”, disse. “Tivemos resultado extraordinário de déficit de 0,4% do PIB, de R$ 35,1 bilhões apenas”, comparou.

Com mais receitas e menos despesas em relação ao ano anterior, o governo fechou 2021 com resultado fiscal muito melhor do que o registrado em 2020 e bem abaixo da meta fiscal do ano, fixada em déficit de R$ 247,1 bilhões.

O ministro também rebateu críticas de economistas que atribuíam a melhora das contas públicas ao aumento dos preços. “Se a inflação fosse solução para receita, por que quando fomos a 5.000%, no governo Sarney, ou a 2.000%, no governo de Itamar, ou mesmo no de Dilma, quando houve 15% não houve aumento da arrecadação, resolvemos o problema das contas públicas?”, perguntou. “Não é a inflação que resolve, é o controle das despesas. Veio uma recuperação em V como eu dizia, voltou do fundo do poço com força.”

O Tesouro Nacional e o Banco Central foram superavitários em R$ 5,8 bilhões e a Previdência Social (RGPS) apresentou superávit de R$ 8 bilhões. Em comparação a dezembro de 2020, a melhora no resultado primário observado no mês decorre da combinação de um aumento real de 19,6% (+R$ 28,4 bilhões) da receita líquida e de um decréscimo real de 17,6% (-R$ 34,0 bilhões) das despesas totais.

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INSS publica aumento das aposentadorias e pensões. Saiba quanto será o reajuste

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Quem recebe mais de um salário mínimo terá aumento de 10,16% em 2022

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Caixa paga Auxílio Brasil a cadastrados com NIS final 9

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Neste mês, 3 milhões de famílias foram incluídas no programa

A Caixa paga nesta sexta-feira (28) o Auxílio Brasil a beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) final 9. O valor mínimo do benefício é R$ 400. As datas seguirão o modelo do Bolsa Família, que pagava os beneficiários nos dez últimos dias úteis do mês.

Em janeiro, 3 milhões de famílias foram incluídas no programa, aumentando para 17,5 milhões o total atendido. Segundo o Ministério da Cidadania, serão gastos R$ 7,1 bilhões neste mês com o Auxílio Brasil.

O beneficiário poderá consultar informações sobre datas de pagamento, valor do benefício e composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e o Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Confira o calendário:

Final do NIS Dia do pagamento
1 18 de janeiro
2 19 de janeiro
3 20 de janeiro
4 21 de janeiro
5 24 de janeiro
6 25 de janeiro
7 26 de janeiro
8 27 de janeiro
9 28 de janeiro
0 31 de janeiro

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também é pago hoje – retroativamente – às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 9. O benefício segue o calendário regular de pagamentos do Auxílio Brasil.

Com duração prevista de cinco anos, programa beneficiará 5,5 milhões de famílias até o fim de 2026, com o pagamento de 50% do preço médio do botijão de 13 quilos a cada dois meses. Atualmente, a parcela equivale a R$ 52. Para este ano, o Auxílio Gás tem orçamento de R$ 1,9 bilhão.

Só pode fazer parte do programa quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Benefícios básicos

O Auxílio Brasil tem três benefícios básicos e seis suplementares, que podem ser adicionados caso o beneficiário consiga emprego ou tenha filho que se destaque em competições esportivas, científicas ou acadêmicas.

Podem receber o benefício famílias com renda per capita até R$ 100, consideradas em situação de extrema pobreza, e até R$ 200, em condição de pobreza.

Agência Brasil elaborou guia de perguntas e respostas sobre o Auxílio Brasil. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão critérios para integrar o programa social, os nove tipos diferentes de benefícios e o que aconteceu com o Bolsa Família e o auxílio emergencial, que vigoraram até outubro.

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