Com 95% do trabalho executado, a ponte sobre o rio Madeira se aproxima aceleradamente da fase final dos trabalhos. Está programada para até o dia 29 deste mês a concretagem dos últimos metros do vão central. Depois isso até os caminhões poderão trafegar por ela para levar até o outro lado o aterro necessário ao encabeçamento que vai ligar definitivamente a obra à BR-364, na região de Vista Alegre do Abunã.

Ficará, ainda, por concluir, o asfaltamento da ponte e a elevação da cabeceira no distrito de Abunã, um trabalho mais complicado, pois serão três quilômetros de alteamento da pista, dos quais pelo menos 500 metros são de solo mole, que vai exigir substituição. Apesar disso, o DNIT já trabalha para acelerar os trabalhos nos 2,5 km de solo seguro, enquanto é estudada a melhor alternativa para superar o trecho em pior situação.

A informação é do superintendente do DNIT, engenheiro Cláudio Neves, que tem o compromisso do ministério da Infraestrutura, na liberação dos recursos necessários à conclusão da obra ainda este ano. Com o orçamento apertado, o Ministério está sendo obrigado a remanejar recursos para cumprir o compromisso, mas garante que não vão faltar.

A travessia sobre o rio Madeira era um verdadeiro nó górdio a emperrar o avanço da economia rondoniense e acreana. Os benefícios poderão ser sentidos de imediato pelos proprietários de terras na região de Ponta de Abunã, com a imediata valorização de seu patrimônio, com facilidade de acesso, redução do custo dos caríssimos pedágios das balsas e maior competitividade da produção. Os benefícios se estendem à população do Acre, nos setores de abastecimento e escoamento da produção, historicamente prejudicados pelas cheias do rio.

Com o aproveitamento do diferencial de frete, o mercado andino representa uma excelente oportunidade para que Rondônia se consolide como um verdadeiro entreposto rodoviário com foco no comércio internacional, especialmente com o asfaltamento da BR-319, Porto Velho-Manaus, anunciado para 2020. Com a vantagem de haver carga para o retorno dos caminhões, especialmente do Chile, com o intercâmbio comercial facilitado pelo acordo de livre comércio, assinado em novembro do ano passado.

Fonte: O Rondoniense

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