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Fiocruz: internação de idosos pode subir com relaxamento após primeira dose

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A recomendação atual dos organismos de saúde é para que os vacinados mantenham as medidas de isolamento mesmo após a segunda dose da vacina contra a Covid-19

Profissional prepara vacina contra Covid-19 para aplicação no Rio de Janeiro – Foto: Delmiro Júnior

Iuri Corsini, da CNN

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram para o risco de um aumento de internações de idosos que já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e que aumentaram seus níveis de exposição ao vírus após a imunização.

De acordo com os pesquisadores, há uma tendência de relaxamento em relação às medidas de distanciamento social após a aplicação do imunizante, o que pode agravar não só o número de internações como de contaminação a outras pessoas.

Pesquisador do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Procc/Fiocruz), Léo Bastos relatou preocupação com o relaxamento.

“Se idosos vacinados aumentarem seus níveis de exposição, mesmo vacinados, as chances deles se internarem podem ser maiores que antes de se vacinarem. Nesse momento as vacinas reduzem as chances de internação e óbitos se os níveis de exposição não mudarem”, disse.

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A recomendação atual dos organismos de saúde é para que todos os vacinados mantenham as medidas de isolamento o máximo possível.

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Somente 21 dias após a aplicação da segunda dose da vacina é que as pessoas podem ficar mais tranquilas com relação ao contágio do vírus. Mas, até que a vacinação alcance a maior parte da população nacional, ainda há riscos, porque não há vacina com 100% de eficácia.

Também pesquisador da Fiocruz e responsável pelo Boletim Infogripe, Marcelo Gomes faz uma alerta para a possibilidade de se perder “parte da proteção” dada pelo imunizante ao relaxar os cuidados.

“Se logo após tomarem a primeira dose, ou até mesmo tiverem recém tomado a segunda, as pessoas relaxarem completamente os cuidados fundamentais, elas podem fazer com que essa mudança de comportamento acabe jogando fora parte da proteção que a vacina confere por estarem se expondo mais”, alertou.

A morte do cantor Agnaldo Timóteo, no último sábado (3), pode ser um exemplo disso. Ele havia sido vacinado com as duas doses, o que não o impediu de contrair a doença. Médicos acreditam que ele tenha sido contaminado no período entre as duas imunizações.

Outros casos parecidos já foram relatados e, por isso, especialistas apontam para a importância de se manter o menor nível de exposição possível até que se completem os 21 dias após a segunda dose do imunizante.

Novas variantes resistentes às vacinas

Além disso, os pesquisadores afirmaram que, caso a vacinação não avance de forma mais rápida e eficiente, há riscos de uma nova mutação do vírus que possa resistente aos imunizantes já aprovados para uso.

“Para ter efeito coletivo de proteção, precisa de cobertura vacinal muito grande. A velocidade é bastante lenta e a oferta ainda é pequena. Isso traz um risco de que eventualmente possa ter uma nova variante que escape às vacinas que já foram aplicadas no país. Esse é um risco real. Não só o Brasil, mas outros países em situação similar estão com essa preocupação. Há chance de uma nova variante escapar da vacina”, afirmou Marcelo Gomes.

Para o pesquisador, a fórmula é simples: mais velocidade e eficiência na vacinação, menos exposição ao vírus, reforço das medidas de isolamento social e apoio financeiro por parte dos governos para as famílias prejudicadas pelo isolamento. Sem isso, segundo ele, não haverá avanço no combate à pandemia.

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Nova frente fria chega ao AC nesta semana e temperatura atingirá 18ºC, diz Friale

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Pesquisador Davi Friale – Foto: Alexandre Lima/Arquivo

O pesquisador Davi Friale divulgou em seu site O Tempo Aqui, nesta segunda-feira (10), uma nova previsão de diminuição das temperaturas na próxima semana.

Além disso, o “mago” destacou que até o próximo domingo (16) haverá calor abafado, chuvas, possibilidade de temporais e tempo seco e ventilado.

Na quarta-feira (12), mais uma frente fria chegará ao Acre, a partir do fim da tarde, mas será na quinta-feira que os ventos serão mais intensos, devido à penetração de mais uma onda de frio polar, declinando levemente a temperatura.

“Desta vez, a massa de ar frio não será intensa no Acre. As temperaturas, ao amanhecer, de quinta-feira e de sexta-feira, deverão oscilar entre 18 e 20ºC, em Rio Branco, Brasileia e demais municípios do leste e do sul do estado”, comentou.

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IBGE: mais de 12% dos acreanos já sofreram violência psicológica, física ou sexual

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A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população

IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (10) os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019.

O Acre figurou em muitos cenários. Um deles foi o de violência psicológica, física ou sexual. Pelo menos 12,4% da população já foi alvo de uma das agressões.

Os dados apontam ainda que 72 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram os tipos de violência destacados, nos 12 meses anteriores à entrevista.

“O percentual de mulheres que sofreram alguma violência foi de 14,0% e o de homens foi de 10,8%. Considerando a faixa etária, a prevalência de casos de violência é mais acentuada nas populações mais jovens: de 18 a 29 anos (16,5,0%); de 30 a 39 anos (8,9%); de 40 a 59 anos (13,5%) e 60 anos ou mais (6,9%). As pessoas pretas (20,2%) e pardas (10,9%) sofreram mais com a violência do que as pessoas brancas (14,6%), diz o órgão.

Outro resultado preocupante tem a ver com o afastamento das atividades laborais e habituais em decorrência da violência sofrida. 9 mil pessoas foram afetadas – o que representa 12,9% das vítimas de violência, seja psicológica, física ou sexual. As mulheres foram mais atingidas do que os homens, com 18,3% e 5,4%, respectivamente.

Violência psicológica

A pesquisa apontou que 68 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram agressão psicológica nos 12 meses anteriores à entrevista, ou seja, 11,5% da população.

O percentual de mulheres vitimadas foi maior do que o dos homens, 12,9% contra 10,1%, respectivamente. A população mais jovem (18 a 29 anos) sofreu mais violência psicológica do que a população com idade mais elevada (60 anos ou mais), 15,4% contra 6,9%. Mais pessoas pretas (18,0%) e pardas (10,2%) sofreram com este tipo de violência do que pessoas brancas (13,4%).

“Considerando o rendimento domiciliar per capita, o grupo com menor rendimento apresentou um percentual maior de vítimas: 15,2% das pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo, em comparação a 10,5% das pessoas com mais de 5 salários mínimos”, destaca a pesquisa.

Violência física

A PNS estimou que 17 mil pessoas de 18 anos ou mais sofreram violência física nos 12 meses anteriores à entrevista, o que representa 2,8% da população. O percentual de vítimas do sexo feminino foi de 3,4%, enquanto o dos homens, 2,2%.

Violência sexual

Para as pessoas que responderam que não sofreram agressão sexual nos últimos 12 meses, foi perguntado se ela sofreu essa violência alguma vez na vida. Considerando essas duas perguntas, estima-se que 25 mil pessoas de 18 anos ou mais de idade foram vítimas de violência sexual, independentemente do período de referência, o que corresponde a 4,3% desta população, 2,6% dos homens e 5,9% das mulheres.

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Internações por covid na UTI e enfermarias estão em queda no Acre, diz subsecretária de Saúde

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Ala Covid-19 no Acre – Foto: Odair Leal/Secom/arquivo

A subsecretária de Saúde do Acre, Paula Mariano, disse em entrevista que o número de internações por covid-19 vem diminuindo consideravelmente nos últimos dias.

A notícia tem a ver com a ocupação de leitos comuns e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Temos percebido uma diminuição satisfatória nos últimos 15 dias no Pronto-Socorro e no Into, além de uma queda no número de internações também em Cruzeiro do Sul, no Hospital de Campanha”, disse Paula.

Na última quarta-feira (5) o Into registrou 11 leitos disponíveis de UTI, e o PS desocupou outras 7 vagas. Em Cruzeiro do Sul, 6 leitos estavam disponíveis.

No maior hospital de referência do Acre, apenas 49 leitos de enfermaria, dos 160 disponíveis, estavam ocupados na data.

De acordo com o consórcio de veículos de imprensa do Brasil, o Acre está em queda no número de novas mortes pela doença.

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