Os deputados federais reeleitos pelo Acre, Flaviano Melo e Jéssica Sales, ambos do MDB, não deram sinais de que abrirão mão do auxílio-mudança no valor de R$ 33,7 mil reais pagos a parlamentares que chegam ou deixam Brasília no início ou final do mandato.

Os deputados acreanos estão na lista dos parlamentares que receberão o auxílio pago em duas parcelas, que ao todo daria R$ 67,4 mil reais, mesmo sendo reeleitos e já morando em Brasília. No caso de Flaviano, o ex-governador do Acre já está em Brasília há mais de 12 anos como deputado federal, e mesmo assim receberá o benefício.

Deputados em fim de mandato, Major Olímpio e Mara Gabrilli, reconheceram a imoralidade no recebimento do benefício e renunciaram à ajuda de custo pelo término das atividades na chamada Câmara baixa. Além deles, apenas Elvino Bohn Gass (PT-RS) abdicou da verba. Já Flaviano e Jéssica até o momento não sinalizaram se abrirão mão do auxílio.

A reportagem da Folha do Acre entrou em contato com assessoria de imprensa do deputado Flaviano Melo que informou que o parlamentar “ainda não recebeu nem o décimo terceiro quem dirá auxílio-mudança”, mas não confirmou se abrirá mão do benefício.

A deputada Jéssica Sales não foi encontrada pela reportagem para falar sobre o auxílio pago pela Câmara Federal. O espaço se mantém reservado para os devidos esclarecimentos da parlamentar.

Veja como funciona o auxílio-mudança

No Brasil, todo senador ou deputado tem direito a receber auxílio em dinheiro para cobrir gastos com mudança e transporte no início e no final do mandato. É uma ajuda de custo no valor de R$ 33,7 mil, correspondente a um mês de salário do parlamentar.

A questão é que parlamentares reeleitos, como é o caso de Flaviano e Jéssica, que não precisam nem chegar nem deixar Brasília, também recebem o dinheiro. E em dobro: o valor referente ao fim do mandato anterior mais o valor referente ao novo mandato.

A ajuda de custos não é o único benefício a que parlamentares têm direito. Eles também recebem outros, como auxílio-moradia, passagens aéreas e verba de gabinete.

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