A Nasa divulgou nesta semana várias imagens de satélite que mostram uma densa camada de fumaça sobre os estados de Rondônia e Amazonas. A fumaça é resultado das queimadas que atingem a região amazônica desde o fim de julho.

As imagens, feitas pela Nasa ao longo do mês de agosto, revelam que a fumaça formou um corredor sobre a Amazônia e está se espalhando pelo Brasil.

Até a cidade de São Paulo, a 2,2 mil quilômetros de Rondônia, foi atingida pela fumaça dos incêndios florestais, na última segunda-feira (19). Análises realizadas na terça-feira (20) confirmaram a presença de partículas de queimadas na chuva que caiu em São Paulo.

De acordo com a Nasa, o moderado espectrorradiômetro de imagens de resolução (Modis) do satélite Aqua capturou as imagens de vários incêndios ocorridos nos estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Mato Grosso, ao longo de agosto.

A Nasa afirma que, nos anos anteriores, o pico das queimadas acontecia sempre no início de setembro.

Porto Velho, capital de Rondônia, é um dos municípios mais atingidos pela fumaça que cobre o estado.

Segundo as autoridades, a poluição no ar já ameaça a saúde da população, devido ao monóxido de carbono (CO) concentrado na fumaça.

Aumento de queimadas

De janeiro a agosto as queimadas na Amazônia Brasileira dobraram em relação ao mesmo período do ano passado. Este ano mais de 53 mil focos foram registrados no Norte do país e em parte do Maranhão. Em 2018, o número foi de 26,5 mil. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Em Rondônia, o número de queimadas disparou 190%. O estado está desde o início de agosto encoberto por fumaça. Essa poluição ameaça a saúde da população.

Amazônia concentra metade das queimadas em 2019
Mato Grosso é o estado com maior quantidade de queimadas: mais de 13 mil focos de incêndio já foram registrados entre janeiro e agosto deste ano.

G1

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