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O senador Gladson Cameli (PP-AC) saiu em defesa do “empresariado” de Cruzeiro do Sul acusado pelo governador Sebastião Viana, durante entrevista na TV Rio Branco, de causarem danos à BR-364, rodovia que liga a capital ao Juruá.

“Sou filho do Juruá, e por isso me solidarizo com nossa população, empresários e comerciantes que lutam e sempre lutaram pelo progresso da nossa região. Repudiamos as acusações levianas do chefe do executivo do estado, que de forma imprudente e incoerente se reportou a homens trabalhadores, pais de famílias como “criminosos”, se eximindo da responsabilidade de seu governo e das administrações de seu partido, o PT, diante dos desmandos já anunciados pelo Poder Judiciário e a imprensa local”, disse Cameli em sua página no Facebook.

Na entrevista que concedeu ao jornalista Astério Moreira, no Bom Dia Rio Branco, Sebastião Viana disse que há pessoas “do empresariado de Cruzeiro do Sul que colocam caminhões bi-trem escondidos, despeitando a fiscalização, que é do DNIT, não é mais do governo do Estado, causando danos a uma rodovia federal. Isso é ato criminoso. Estão as pessoas têm que cobrar responsabilidade não é só do governo não, tem pessoas da sociedade que têm que fazer sua parte.”

Gladson rebate e diz que “acusações feitas de maneira genérica, sem citações dos devidos nomes, principalmente por parte de autoridades que representam toda uma sociedade, demonstra no mínimo inabilidade e falta de respeito com os demais. O povo do Juruá já foi vítima de muitas perseguições de políticos de esquerda, acusado de maneira covarde das mais diversas práticas criminosas. Afinal, quem não lembra quantas vezes fomos atacados, tendo a imagem do nosso trabalho denegrido, inclusive colocando sob suspeita o fruto do nosso suor como a farinha de Cruzeiro do Sul, uma das principais fontes de emprego e renda das famílias acrianas?”

O senador diz ainda que “se há atos criminosos, os acusadores têm a obrigação de levá-los a justiça, inclusive com provas, sob o risco de prevaricarem. Que assim o façam.”

Gladson Cameli, que também é engenheiro civil, conclui que “do ponto de vista técnico, só a incompetência, a falta de gestão ou a corrupção podem fazer com que uma rodovia inacabada e que já custou cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos não tenha como trafegar carretas bi-trem. A BR-364 representa o sonho da integração. Não aceitaremos meras ilações e bravatas, e não iremos nos esquivar de defender a conclusão e manutenção de uma rodovia que é de todos.”

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