Rosana: “O nosso sindicato dará todo o apoio necessário na garantia dos direitos dos que estiverem nessas condições”

No Acre, os professores do ensino integral ameaçam cruzar os braços por estarem há 90 dias sem receber a bolsa de R$ 800 prometida pelo Governo do Estado. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), os educadores ainda não obtiveram qualquer resposta sobre quando passarão a receber o benefício, inclusive os de meses atrasados .

A professora Rosana Nascimento, presidente do sindicato, conta que cobrou da Secretaria Estadual de Educação (SEE) o pagamento da bolsa dos professores que estão lotados nas escolas de tempo integral já que, segundo ela, os trabalhadores estão há três meses sem receber o salário acordado com a SEE, para o cumprimento de uma jornada de 40 horas\aula. “O nosso sindicato dará todo o apoio necessário na garantia dos direitos dos professores e funcionários que estiverem nessas condições”, prometeu.

“A proposta do governo é vergonhosa”, Rosana Nascimento

Para a sindicalista, não é justo que os professores tenham dedicado o seu tempo integral na escola e o governo não tem feito sua parte, que é valorizá-lo; ainda que com essa bolsa tão reduzida, questionada inclusive pelo sindicato. “Mas já que se comprometeram, que cumpram com o compromisso e não fiquem enrolando e enganado com relação às datas do pagamento das bolsas”, lamentou Rosana.

O diretor de assuntos jurídicos do Sinteac, professor Daryl Abejdid, esteve no Departamento da Folha de Pagamento da Secretaria, mas foi informado que não tem nenhuma previsão de pagamento. Ele conta que a Secretaria de Educação ainda aguarda um parecer favorável da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para que o processo seja encaminhado à Casa Civil para preparação do Projeto de Lei. A proposta regulamentando o pagamento da bolsa complementar dos professores, segundo Rosana, precisará ser votada pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), sem nenhuma data prevista. “Sempre dissemos que o Acre não tinha condições de aderir ao programa de ensino integral, porque temíamos que os servidores da educação fossem, novamente, sacrificados por este governo subserviente ao presidente Temer”, criticou a sindicalista.

Acrescentou ainda que não concorda com “esta enrolação”, mas espera que a SEE receba a diretoria do Sindicato para apresentar uma resposta concreta. “Quando chamaram estes professores para trabalhar no programa de tempo integral, se dissesse que não tinha previsão de pagar a bolsa, acho que poucos aceitariam o convite”, ironizou.

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