Decreto que coloca estado em emergência ambiental de abril a novembro foi publicado no Diário da União. Brigadistas devem ser contratados por seis meses.

Ministério do Meio Ambiente autorizou contratação de mais de 2,5 mil brigadistas por seis meses no AC — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Por Iryá Rodrigues, G1 AC

O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles decretou emergência ambiental no Acre entre os meses de abril e novembro deste ano. A portaria foi publicada na terça-feira (9) no Diário Oficial da União.

Com o decreto, o Ministério autorizou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) no Acre a contratar, temporariamente, 30 brigadista pelo período de seis meses.

______________

Em todo país, são 2.520 mil brigadistas temporários. Os profissionais devem atuar no atendimento e combate de emergências ambientais durante os incêndios ambientais.

______________

A reportagem, o superintendente em exercício do Ibama no Acre, Sebastião Santos da Silva, informou que o decreto é assinado anualmente pelo governo federal para garantir a contratação temporária de brigadista. Segundo ele, ainda não foi iniciado o processo de seleção dos profissionais.

“O Ibama desenvolve todos os anos o Programa Nacional de Prevenção e Controle de Queimadas e Incêndios Florestais. E, para a execução desse programa, o órgão trabalha com emprego de brigadas que são compostas por 15 a 30 brigadistas. Eles são contratados temporariamente de maio a novembro, que é o período crítico de ocorrências de incêndios e queimadas na região”, disse o superintendente.

Conforme Silva, no Acre, existem duas brigadas, sendo uma em Brasileia e outra em Sena Madura com 15 brigadistas em cada para atuarem nas regiões do Alto Acre e Purus.

“Como o decreto foi publicado agora, a gente vai iniciar o processo seletivo. Vai ser feito a publicação de um edital estabelecendo os critérios exigidos. O pessoal que for selecionado vai passar por um treinamento e só depois disso é que vão ser selecionados os 30 finalistas”, informou Silva.

Decreto

O decreto considera as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Mudanças do Clima, referente aos planejamentos para reduzir a emissão de gás carbônico liberado em queimadas e incêndios florestais.

Conforme o documento, o governo considerou ainda o início do período de seca em diversas regiões do país. Segundo o documento, é nesse período que aumenta o risco de ocorrência de queimadas e incêndios florestais, o que caracteriza alto risco ambiental.

A publicação ressalta que existem ações de prevenção e combate aos incêndios florestais que devem ser utilizadas durante o ano no Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (PNAPA).

Comentários