Senador diz que vai apresentar propostas para combater impunidade e ajudar segurança pública do país

O senador Jorge Viana foi à tribuna do Senado nesta terça-feira (22) para defender medidas que considera importantes para o combate à violência no país. Entre elas, uma melhor fiscalização nas áreas de fronteira, por onde entram a maior parte de drogas e armas de países vizinhos ao Brasil.

“Não tem como ter tráfico se drogas sem tem tráfico de armas. E não tem como ter tráfico de drogas e de armas clandestinas sem crime organizado. Foram 62 mil assassinatos no ano passado. A violência tomou conta do nosso país, que há 140 anos não faz guerra com ninguém”, declarou Viana.

O parlamentar relatou a visita do governador Tião Viana acompanhado de membros do Judiciário acreano, do Ministério Público, o prefeito Marcus Alexandre, a vice-governadora Nazareth Araújo, o secretário de segurança, Emylson Farias, e outros representantes, que estiveram com o presidente Michel Temer para tratar da questão da segurança na região de fronteira.

“O Brasil é vizinho dos países onde existe quase 90% da produção da cocaína do mundo, e a droga infelizmente ganha o mundo passando pelo Brasil. São 16 mil quilômetros de fronteira. Nós temos boa parte da nossa fronteira nomeio da selva, da floresta, que conheço tão bem, com centenas de milhares de rios, riachos e igarapés. É impossível para governos estaduais, forças de segurança estaduais, com poucos homens, cuidarem sozinho do problema. Eles fazem um bom trabalho, com apoio das Polícias Rodoviária e Federal, mas ainda assim são poucos”.

O parlamentar defende a presença das Forças Armadas em áreas de fronteira e uma cooperação com países fronteiriços, como Paraguai, Bolívia, Peru e Colômbia. “Ou nós vamos seguir contando os mortos”.

Jorge Viana alertou para o deslocamento do crime organizado do Rio de Janeiro para regiões de fronteira, como Acre, Rondônia e Mato Grosso. Entre as propostas que o senador defende, está aumento da pena para quem portar fuzil ou se associar a organizações criminosas.

“Eu estou fazendo um conjunto de propostas, porque nós precisamos, definitivamente, tratar de trazer o nosso Código Penal, que é da década de 1940, para os anos atuais”.

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