Alexandre Lima

Nesta sexta-feira, dia 24, fui surpreendido por um amigo de infância com uma surpresa em suas mãos. Um exemplar impresso do primeiro jornal semanal O Alto Acre, que circulou na fronteira no dia 25 de abril de 2005.

Nesta época, tinha deixado para trás, um bom emprego, faculdade, amigos, parentes e quem sabe, um futuro promissor. O sonho era montar um jornal na cidade de Brasiléia, cobrindo toda uma regional composta por quatro cidades.

E assim foi. As primeiras edições circularam em meio a desconfianças e até desprezo, seguido de frases como: “Não vai durar seis meses”. Contra grupos que ainda pensam em ter uma cidade para ser chamada de sua, lutei para ter o reconhecimento no meio e de fato.

São quase 30 anos no meio do jornalismo acreano, já que ingressei em 1988 como chargista no cinquentenário O Rio Branco, após abraçar uma oferta de emprego do amigo Pheindews (in memoriam) e Romerito Aquino. Daí, não consegui mais sair do meio.

E assim, me vi tornar do dia para noite, uma espécie de inimigo público por me meter na política e ter prejuízos, enquanto um grupo enriqueceu a custas dos cofres públicos e que não aceita ser criticado por isso.

Vi pessoas que se foram de forma trágica, enquanto outras ainda estão aqui fazendo um pouco pela centenária Brasiléia, que foi brutalmente assolada por duas enchentes do rio Acre. Algumas dessas, buscam os meios sórdidos de tirar vantagens políticas em benefício próprio, sem se preocupar com o coletivo.

Na alagação de 2012, perdi o meu maior legado que nunca terei como recuperar. O meu arquivo dos jornais impressos, mas, algumas edições estão em mãos de amigos que me prometeram doar para que possa guardar como patrimônio.

Estava acreditando que o aniversário seria no dia 28, mas não. É neste sábado, dia 25 de abril. Quero agradecer a Deus por me dar saúde e paciência para não ter que escrever coisas que gostaria e, principalmente a minha adorada mãe, Dona Jacira, seguido dos parceiros que acreditaram neste sonho.

Quero compartilhar com vocês, deste aniversário de 10 anos. Muito obrigado e que Deus possa dar mais outras décadas de muitas informações. Não temos mais que provar nada a ninguém, a não ser, continuar nosso trabalho e compromisso com você, leitor.

Obrigado.

 

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