‘Não vou apanhar de graça, vou me defender’, diz suspeito.
Pai de vítima registrou boletim de ocorrência na delegacia.

Jovem teve escoriações pelo rosto após briga em colégio (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Jovem teve escoriações pelo rosto após briga em colégio (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)

G1

Um menor de 16 anos é suspeito de invadir a escola Craveiro Costa, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, para agredir outro adolescente de 17 anos. De acordo com informações da escola, o suspeito chegou ao colégio na hora do recreio e começou a espancar o estudante. O pai do jovem agredido, Francisco de Morais, registrou um boletim de ocorrência e pede punição para o ato de violência.

“Eu estava no trabalho quando a direção da escola me ligou dizendo que um elemento não identificado teria invadido a escola e agredido meu filho. Isso faz parte da segurança da escola, que tem que ver se quem está dentro da escola é aluno ou não. Vou levar meu filho para fazer exame e espero que a polícia identifique o agressor e tome providências”, diz.

Morais afirma ainda que o filho teria dito que não tem convívio com o jovem e desconheceria o que teria motivado a agressão. “Ele é um jovem que estuda, trabalha como menor aprendiz e faz um curso de técnico de enfermagem. Ele não tem tempo para andar na malandragem”, disse.

A namorada do jovem agredido, Mayara Souza, de 18 anos, conta que a agressão ao rapaz, que teve escoriações pelo pescoço, braço e ferimentos na boca, já havia sido anunciada.

“A gente foi comprar o lanche e quando subimos a escada, o rapaz parou em frente ao meu namorado e ficou o encarando. Daí começou a confusão, o menino começou a agredir ele. Quando cheguei à escola, um colega já tinha me falado que eu tomasse cuidado, pois um menino ia agredir meu namorado”, contou.

Mãe de suspeito diz que agressão foi motivada por futebol
A mãe do suspeito da agressão conta que o filho já tinha se desentendido com o outro jovem e que a briga teria ocorrido por um desentendimento no futebol.

“Teve uma confusão e um bocado de meninos correu atrás do meu filho. Ele teve que pular muros e cercas de quintais para se livrar desse pessoal. Meu filho disse que esse menino estava no meio. Sei que meu filho gosta muito de jogar bola, joga em todas as quadras e essa confusão foi por causa de bola”, se defendeu.

Já o jovem que invadiu a escola disse que foi à escola encontrar com a namorada e teria começado uma discussão com a vítima. “Entrei pelo portão da escola e não tinha porteiro. Já o conhecia, teve um tempo que uma turma correu atrás de mim e ele estava no meio. Falei para ele que não gosto de confusão, mas não vou apanhar de graça, vou me defender. Ele tentou me dar um murro, aí me defendi e brigamos, não vou apanhar de ninguém”.

O diretor da escola, Flávio Rosas, ressaltou que tem sido recorrente as invasões e agressões na escola. “A escola é responsável pela parte pedagógica, passar conhecimento para os alunos e também o papel de segurança. O que mais precisamos nas escolas é segurança, que não estamos tendo. Nossos muros são baixos, qualquer um pode pular e fazer mal aos alunos dentro das nossas escolas. Só posso pedir ajuda da sociedade”, esclareceu.

Diretor da escola em Cruzeiro do Sul diz que invasões têm sido recorrentes (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Diretor da escola em Cruzeiro do Sul diz que invasões têm sido recorrentes (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)

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