Câmara Criminal negou recurso da defesa, manteve e aumentou a pena de Marcos dos Santos. Acusado foi condenado por matar Jocicleia Miranda, em 2018 na Vila Campinas.

Jocicleia Miranda foi vítima de violência doméstica em junho do ano passado na Vila Campinas — Foto: Arquivo da família
Por G1 AC — Rio Branco

A Justiça do Acre manteve a condenação por feminicídio e aumentou a pena, de 14 para mais de 21 anos, de Marcos Souza dos Santos. Ele foi condenado pela morte de Jocicleia Miranda Rodrigues, de 39 anos, morta em junho do ano passado.

A mulher foi assassinada a golpes de arma branca em um quarto na casa da sogra, em Vila Campinas, distrito do município de Plácido de Castro. No dia do crime, o acusado chegou a fugir do local, mas foi preso em flagrante no dia seguinte na casa da irmã dele.

Membros da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) julgaram um recurso da defesa do acusado. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (11). A reportagem tentou contato com a defesa de Santos, mas não obteve resposta até esta publicação.

Manutenção da pena

O acusado foi condenado em março deste ano após mais de 10 horas de júri. Santos recebeu uma pena de 14 anos e sete meses de prisão em regime inicial fechado. Na época, foi negado o direito dele recorrer em liberdade.

O Ministério Público do Acre (MP-AC) também entrou com o recurso, que foi acatado pela Justiça. Com isso, o tempo de prisão de Santos aumentou para 21 anos, dez meses e 15 dias de reclusão. Ainda segundo a publicação do TJ-AC, votação pelo aumento da pena foi unânime.

Assassinato e motivação

A vítima estava dentro do quarto com o marido quando foi morta e trancada no local. À PM-AC, na época do crime, a mãe do suspeito contou que o casal consumia bebida alcoólica e acabou discutindo.

Ela disse ter ouvido um barulho seguido de um longo silêncio. Após isso, o filho saiu do quarto e trancou a porta. Depois de arrombar a porta, a mulher encontrou a nora já sem vida.

Ainda segundo a Justiça, na delegacia, Santos confessou o crime e disse que estava “cansado de ser humilhado” e que “a raiva o cegou no momento”. Na primeira decisão, o conselho de sentença considerou como agravantes do crime a motivação fútil e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

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