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Justiça condena grupo envolvido em assassinato de motorista de aplicativo em mais de 110 anos de cadeia

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Aírton foi morto a tiros e teve corpo deixado em ramal – Foto/arquivo pessoal

O caso do motorista de aplicativo Airton Henrique Pereira da Silva, assassinado em março passado com cerca de 10 disparos e teve seu corpo deixado em um ramal localizado no km 10 da BR 317 (Estrada do Pacífico), chegou ao fim na noite desta quarta-feira, dia 15, por volta das 22 horas.

O julgamento foi coordenado pelo juiz de direito, Dr Clovis Lodi, com participação dos advogados de defesa e acusação dos envolvidos e teve início por volta das 8h00 no fórum de Brasiléia. Sete réus, sendo quatro mulheres e três homens, foram ouvidos por um júri popular.

Destacando que um dos réus, Jesuilson Pereira Gomes da Costa, vulgo Loro ou Geso, seu processo foi desmembrado por se encontrar preso na Bolívia e sua carta rogatória não retornou até o julgamento.

O crime considerado torpe pela Justiça, aconteceu pelo fato de membros de um grupo criminosos suspeitar que a vítima estaria transportando supostos rivais, além de ter participado da execução de um faccionado foragido no lado boliviano.

Como trabalhava de motorista de aplicativo, simularam sua contratação e o levaram para um local ermo e o executaram com cerca de 10 tiros de arma de fogo. A partir daí, as investigações comandadas pela delegada titular de Brasiléia, Carla Ivane, foi-se montando o quebra-cabeça até chegar aos principais envolvidos e prendê-los.

Segundo o processo, apenas um dos réus não foi inserido no crime de corrupção de menores, além do crime de homicídio e integrar organização criminosa. As condenações variaram entre 5, 19 e 28 anos de reclusão, ficando apenas Ana Letícia Pereira da Silva, o direito de recorrer em liberdade provisória.

Tiago Henrique pegou a pena maior, 28 anos e 7 meses, por ter sido o principal acusado da ação de homicídio qualificado, porte da arma utilizada no crime, integrar organização criminosa e corrupção de menores, vai cumprir em regime fechado sem direito a recorrer em liberdade.

Os demais condenados a cumprir 19 anos e 6 meses de cadeia, também foi negado o direito de em liberdade, sendo considerados de alta periculosidade e por considerar o retorno à pratica de crimes novamente.

Além das penas, o Juiz condenou os réus a pagarem uma indenização aos familiares da vítima, o valor de R$ 20.000 reais.

Foram levados ao banco dos réus:

  • Jaciane Nogueira da Silva, vulgo Borboleta – 19 anos e 6 meses;
  • Aleinne Souza de Oliveira, vulgo Malévola – 19 anos e 6 meses;
  • Tiago Henrique Meneses Bezerra, vulgo VT – 28 anos e 7 meses;
  • Ana Letícia Pereira da Silva – 5 anos e 6 meses;
  • Râmila Freitas de Oliveira, vulgo Endiabrada – 19 anos e 6 meses;
  • Jorge Klysmann de Lima Oliveira, vulgo KL2 – 19 anos e 6 meses;
  • Jesuilson Pereira gomes da Costa, vulgo Loro ou Geso – Preso na Bolívia.

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Nota de pesar e solidariedade

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Os familiares de Maria José Landy Chaves, mãe do eletricista Antonio Rodrigues da Silva, conhecido por “Cachaça”, tem a dolorosa missão de informar seu falecimento ocorrido na manhã deste sábado, dia 22, na capital do Acre.

Avisam que o velório ocorrerá em sua residência, localizada na Rua Marechal Rondon, na cidade de Brasiléia, com previsão a partir das 18 horas. Os familiares e amigos agradecem as orações de conforto e carinho neste momento de perca e dor.

“Encare este adeus como uma despedida momentânea, pela qual todos havemos de passar um dia, e que na eternidade nos encontraremos de novo com aqueles que amamos e partiram antes de nós.”

Maria José Landy Chaves

*27/04/1965

+22/012022

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Acidente em ramal de Brasiléia deixa um com fêmur fraturado e outro com ferimentos no pé

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Wanderlei, de 42 anos, sofreu fratura exposta no fêmur da perna esquerda.

Deram entrada no hospital Raimundo Chaar em Brasiléia no período da tarde desta sexta-feira, dia 21, dois homens com ferimentos causados durante um acidente que ocorreu no Ramal do Polo, com acesso no km 4 da BR 317 (Estrada do Pacífico).

Vanderlei Bento de Jesus, de 42 anos, teve que ser encaminhado para a Capital, devido ter fratura exposta do fêmur da perna esquerda, ocasionado quando caiu da moto que pilotava pelo ramal, cerca de oito quilômetros distante da BR.

Na garupa, estava Wanderlei Rodrigues de Oliveira, de 34 anos, este sofreu cortes nos pés, além de ter fratura um dos dedos. Este após receber atendimento no hospital, teve que esperar sua transferência para a capital, uma vez que também passará por cirurgia.

O garupa (esq), teve um dos dedos do pé fraturado e também seria transferido para a Capital.

Segundo foi levantado até o momento, as informações dão conta que, Wanderlei e o garupa trafegavam sentido interior do ramal, quando foram surpreendidos por uma caminhonete que vinha sentido contrário e que teria tentado desviar de um buraco fazendo com que caíssem fora do ramal.

Dois vídeos feitos por terceiros que chegaram momentos depois do acidente, mostra que o motorista da caminhonete teria se evadido do local, deixando os dois feridos sem prestar socorro.

Não se tem informações ainda se o veículo bateu nos dois ao desviar do buraco os jogando para fora, ou se houve o choque. As autoridades policiais estão tentando descobrir quem era motorista e consequentemente, o veículo que causou o acidente.

Veja vídeos feitos no local.

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Cerca de 10 médicos estão com covid-19 e direção de hospital pede apoio e compreensão da população

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Hospital Regional do Alto Acre em Brasiléia – Foto: Alexandre Lima

Brasiléia disponibilizou dois médicos para ajudar no atendimento e Epitaciolândia está com UBS atendendo normalmente

O Hospital Regional de Brasiléia está passando por um período difícil quando o assunto é médicos disponível para atendimento. O motivo dar-se-á, pelo fato de ao menos 9 médicos testarem positivo ao vírus COVID-19. No total, são 27 médicos ativos no Hospital, os mesmos são divididos pelos setores dentro da unidade como o setor de Urgência e Emergência, Atendimento, Maternidade e outros.

Na data de ontem, dia 21, haviam 10 médicos testado positivo para o Covid, um deles retornou as suas atividades na data de hoje (22), mas, os números de profissionais ainda são muito pequenos quando se tem um hospital para atender uma regional composta por quatro municípios.

Parceria com a Prefeitura de Brasiléia

Consciente da situação, a prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, através da Secretaria de Saúde, alegou que infelizmente as unidades de saúde do município não estão atendendo nos feriados, mas de pronto, destinou dois médicos para o Hospital na tentativa de reduzir a sobrecarga dos médicos que ali estão presentes.

Prefeitura de Epitaciolândia

Já o prefeito Sérgio Lopes, alegou que as unidades básicas de saúdes do município estão atendendo normalmente com os médicos locais, devido o funcionamento contínuo, não será possível ceder médicos ao Hospital.

Sobre o Hospital

De acordo com informações obtidas com a equipe da direção do hospital, nunca antes na história, a unidade teve tantos médicos afastados por motivo de doença, o que acaba lesionando o atendimento na unidade.

Cada médico tem um plantão a ser comprido em sua carga horaria, que é um total de 24 horas. Quando um médico se ausenta de seu plantão por motivos de saúde, as 24 horas deste médico deverá ser preenchida por um outro, o que acaba sobrecarregando o médico em exercício, uma vez que, além de preencher sua carga horaria, terá de preencher a carga de seu colega.

A equipe da diretoria do Hospital pede compreensão da população no atendimento e como a ajuda das prefeituras locais, referente aos pacientes com casos menos urgentes, que sejam tratadas nas unidades básicas de saúde na medida do possível conforme o protocolo.

A superlotação no Hospital Regional de Brasiléia dar-se à pelo motivo de falta de instrução dos pacientes, em relação a qual órgão se direcionar quando se está doente. Para entendimento básico, é necessário que a população conheça a diferença entre Hospital, Unidade Básica e Unidade de Pronto atendimento.

A diferença entre o Hospital, Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento

Populares dos municípios muitas vezes não tem conhecimento sobre qual órgão procurar quando se está doente e muitas vezes, optam pelo Hospital quando na verdade deveriam procirar pela Unidade Básica de Saúde (UBS) para que, dependendo do caso, o paciente seja encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou para o Hospital em caso de emergência. A incerteza acaba excedendo desnecessariamente o número de atendimentos, causando demora na espera.

Por que eu demoro a ser atendido no Hospital?

Levando-se em consideração as UBS, UPA e o Hospital, cada um tem um método de atendimento ao paciente, o atendimento é rigorosamente seguido com base no “Protocolo Internacional de Manchester”, conforme é exigido pelo Ministério da Saúde (MS). O processo assegura que os pacientes não corram risco de vida da previsão de tempo para o atendimento e garante a oferta de serviço homogêneo, uma vez que há a padronização.

Após atendimento inicial na recepção, o paciente é encaminhado à triagem e são abordados as queixas e os sintomas manifestados. Aferimento de pressão e temperatura e testes de glicemia, são realizados para apurar a condição da saúde. Todos estes dados são incluídos no sistema informatizado e o próprio programa elenca a prioridade de atendimento.

Sobre a prioridade de atendimento

O atendimento dos pacientes varia de acordo com a urgência do mesmo e são separados por cores. Casos de emergências obtém a cor vermelha e necessita de atendimento imediato pelo auto risco de vida, casos categorizados como muito urgente obtém a cor laranja e também necessita de atendimento imediato por correr um risco de vida elevado, existe também a cor amarela para casos urgente para atendimento rápido com aguardo, a cor verde para casos de pouca urgência onde o paciente deve aguardar o atendimento ou o encaminhamento para outro serviço de saúde e a cor azul para casos não urgente, que segue o mesmo procedimento da cor verde com exigências inferiores.

Teste para coronavírus

Um Hospital não tem capacidade de atender uma região inteira, por isso as cores estabelecidas pelo protocolo são fundamentais para definir o destino do paciente entre a Unidade Básica de Saúde, Unidade de Pronto Atendimento, e o próprio Hospital. A recomendação deve ser seguida da seguinte forma:

Unidade Básica de Saúde (UBS)

A UBS oferece o acompanhamento necessário para o controle do seu estado de saúde, de modo que o quadro de saúde não se agrave. É fundamental que as pessoas procurem atendimento para acesso a métodos contraceptivos, acompanhamento de doenças crônicas (diabetes ou hipertensão), controle do estado de saúde, acompanhamento do pré-natal, curativos, coleta de exames laboratoriais, além de encaminhamento para especialistas e fornecimento de medicamentos gratuitos.

A Unidade Básica de Saúde é controlada pelos municípios, são popularmente conhecidas como “Posto de Saúde” e tem o objetivo de oferecer aos usuários agendamento de consultas e exames, entrega de remédios, aplicação de vacinas, atendimento psicológico e odontológico, acompanhamento de sintomas leves de gripe, tonturas, mal estar, conjuntivite, dores de cabeça, entre outros, estes sintomas se enquadram nas cores azul e verde. Quando à necessidade de atendimento emergencial, o paciente é encaminhado para UPA ou o Hospital mais próximo.

Prefeitura de Epitaciolândia comunica que UBS estão atendendo

Unidade de Pronto Atendimento (UPA)

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) deve funcionar de modo ininterrupta e atendem os casos considerados de média e alta gravidade poupando uma possível superlotação no Hospital. Nos locais são acompanhadas situações clínicas de urgência e emergência como cortes profundos, crises alérgicas, suspeita de infarto, ferimentos com febre alta, dores abdominais fortes, quedas, paradas cardiorrespiratórias, entre outros, estes sintomas se enquadram na cor laranja do “Protocolo Internacional de Manchester”.

Hospital Regional

O Hospital Regional deve receber situações de emergência que necessitam de internação, cirurgias ou exames mais complexos encaminhados pela UBS ou UPA. A estrutura também deve funcionar diariamente e nos fins de semanas (24 horas), com realização de cirurgias, acompanhamento cirúrgico, atendimento a acidentes graves de trânsito, acidente vascular cerebral (AVC), situações de pediatria, neurologia, oftalmologia, ortopedia, exames de imagem e casos de risco à vida, são situações que se enquadram nas cores laranja e vermelha.

Em dialogo com a direção do Hospital Regional de Brasiléia, foi possível concluir que muitas vezes os médicos do local acabam atendendo casos menos graves que deveriam ser destinados à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), quando aparecem casos de urgência, os médicos deve obrigatoriamente seguir o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde e automaticamente os casos de não urgência ou de pouca urgência ficam no aguardo até que os casos mais urgentes sejam solucionados.

A direção ressalta que, dos casos de pacientes que vão ao Hospital, 80% dos atendidos é categorizado como “não urgente” ou de “pouca urgência”, e que os mesmos poderiam ser direcionados para uma unidade básica de saúde uma vez que a estrutura do hospital serve para casos de urgência e emergência.

 

 

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