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Mais de 250 professores da rede pública do Acre ainda não tomaram nenhuma dose da vacina contra a Covid

Professores explicam em declaração motivo da não imunização. Dos que tomaram a vacina, 25% ainda não concluíram esquema vacinal.

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professores da rede pública do AC ainda não tomaram nenhuma dose da vacina contra a Covid

Por Aline Nascimento e Murilo

A menos de um mês do retorno das aulas presenciais da rede pública do Acre, mais de 250 professores ainda não tomaram nenhuma das doses da vacina contra a Covid-19. A informação é do Departamento de Redes da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes Estadual (SEE), divulgado nesta segunda-feira (13).

Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o chefe do departamento da SEE, Aberson Carvalho, falou que 97% dos professores do estado já tomaram pelo menos a primeira dose da vacina. Com a antecipação para 60 dias da 2ª dose da Pfizer e da AstraZeneca, faltam apenas 25% dos professores completarem o esquema vacinal.

“Estamos fazendo um avanço na vacinação com a antecipação do calendário, nossos professores estão vacinando com a segunda dose, com a primeira temos 97% que já se vacinaram, com a segunda dose precisamos fazer em torno de 25% para se ter o ciclo vacinal completo. Apenas 3% de nossos servidores que não se vacinaram, mas isso não quer dizer que não podem estar desenvolvendo suas atividades”, destacou.

Carvalho complementou que os servidores que não tomaram a vacina estão explicando com uma declaração os motivos para não terem se imunizado. Mesmo assim, as coordenações e diretores reforçam a campanha de vacinação com esses servidores.

“Com essa autodeclaração, teremos processos administrativos para ter esse controle, sabemos que o risco é para própria pessoa, mas temos que dar continuidade. Todos os trâmites administrativos serão tomados, até responsabilização caso haja alguma dificuldade nesse sentido”, acrescentou.

Retorno gradual

No último dia 1º, a SEE divulgou que o retorno das aulas presenciais será a partir do dia 4 de outubro, de forma gradual e híbrida. Ainda em agosto, o governo do Acre criou um comitê de acompanhamento do retorno das aulas presenciais no ensino público.

O segundo semestre no estado iniciou no dia 8 de setembro, mas até 4 de outubro os alunos devem continuar de forma remota.

Para o retorno presencial, o Estado diz que as salas de aula devem ser organizadas respeitando o distanciamento mínimo de 1 metro entre as carteiras. Em turmas com mais de 25 alunos, as unidades escolares organizarão grupos com 50% dos estudantes, que deverão se alternar entre as atividades presenciais e remotas.

A alternância entre os grupos, nas séries iniciais do Ensino Fundamental será diária, e nas séries finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio será semanal.

As datas de retorno, por séries e modalidades de ensino, serão as seguintes:

4 de Outubro

Educação Básica

  • 1º, 5º, 6º, e 9º anos do Ensino Fundamental
  • 1ª e 3ª séries do Ensino Médio

Educação de Jovens e Adultos – EJA

  • Último Módulo de cada etapa (EJA I, II e III)

Educação do Campo (Escolas seriadas)

  • Todas as séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio

Educação Indígena

  • Todas as séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio

3 de Novembro

Educação Básica

  • 2º, 3º, 4º 7°e 8º anos do Ensino Fundamental
  • 2ª série do Ensino Médio

Educação de Jovens e Adultos – EJA

  • Demais Módulos de todas as etapas (EJA I, II e III)

Educação do Campo

  • Todas as séries das demais escolas (não seriadas)

“Esperamos retomar com dois grupos com 50% respeitando as orientações sanitárias de 1 metro de distância, temos um protocolo que fomos direcionados ao Conselho Estadual de Educação, ao Comitê Covid e cada escola tem sua realidade. Estamos orientando todas as escolas para termos toda uma estrutura agradável suficiente para termos um controle nessa retomada das aulas”, frisou Carvalho.

Calendário

No caso das escolas de ensino médio ou de ensino integral, que têm a carga horária de 5h ou 7h diária, respectivamente, o ano letivo de 2021 deve ser concluído no dia 23 de dezembro.

Já as escolas de nível fundamental, onde a carga horária diária é de 4h, o ano letivo deve ser concluído somente no dia 3 de fevereiro.

Ainda segundo a SEE, continua valendo o sistema de 800 horas/aula no lugar de 200 dias letivos, que foi flexibilizado por conta da pandemia. O novo calendário específico para as escolas que aderiram à paralisação vai trazer a previsão de conclusão do ano letivo para essas instituições.

As aulas presenciais foram suspensas no dia 17 de março, na semana em que o Acre confirmou os três primeiros casos de Covid-19. Desde então, os alunos têm acesso ao conteúdo escolar pela internet por videoaula, pelo rádio com audioaulas, pela televisão e também com o material impresso disponibilizado nas escolas.

Em 2020, em meio à pandemia, os alunos da rede pública estadual concluíram os bimestres, também por meio do ensino remoto. Em fevereiro deste ano, a SEE chegou a divulgar um calendário do retorno das aulas com sistema híbrido – aulas presenciais e remotas. A ideia era começar as aulas presenciais já em março deste ano.

Condições para retomada presencial

Em novembro do ano passado, o governo do Acre publicou o decreto Nº 7.225 que trata sobre o retorno das aulas presenciais em instituições públicas e privadas de ensino do estado. A previsão era de que fosse possível iniciar ainda no ano passado, mas com o avanço da pandemia, a gestão voltou atrás. Este ano, a SEE voltou a divulgar o retorno das aulas presenciais a partir de março, mas também não foi para frente.

Logo após o decreto governamental que autorizou o retorno das aulas presenciais, em novembro do ano passado, ao menos 16 escolas voltaram com a modalidade de ensino híbrido e as demais permaneceram com o ensino à distância. Atualmente, a maioria das escolas está com ensino híbrido, segundo o sindicato.

A autorização para a retomada se aplica para as regionais que estão classificadas nos níveis de alerta, representado pela bandeira laranja; de atenção, na bandeira amarela; ou de cuidado, pela cor verde. Para o retorno, as instituições devem ainda cumprir com os protocolos sanitários dispostos no decreto.

  • As instituições devem definir calendário alternado em dias ou turnos, para atendimento presencial dos estudantes, em grupos, respeitado o distanciamento de 1,5 metro entre as carteiras e definir capacidade máxima por sala de aula.
  • Além de manter os estudantes e professores em pequenos grupos fixos que não se misturem e escalonar os intervalos, uso dos banheiros, horário de merenda, início e término das aulas.
  • As escolas e faculdades devem ainda ter profissionais capacitados em treinamento ofertado pelas vigilâncias sanitárias municipais, com apoio da Vigilância em Saúde Estadual, para implantação dos protocolos sanitários nos estabelecimentos
  • Cada unidade de ensino deve ainda criar um comitê escolar com a função de promover ações de divulgação e fiscalização do protocolo sanitário.

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Preço médio do gás de cozinha fica em R$ 95 nos últimos seis meses

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Cuiabá foi a capital com maior valor para botijão de 13 quilos

botijão de 13 quilos de gás de cozinha

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) divulgou hoje (7) a média semestral nacional do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha. O valor do botijão de 13 quilogramas (kg) ficou em R$ 95,63, entre junho e novembro deste ano.

Segundo a ANP, a medida atende ao decreto 10.881, publicado na semana passada, que obriga a agência a divulgar todo mês, até o décimo dia útil do mês, a média nacional dos últimos seis meses do GLP.

O sistema de levantamento de preços da agência mostra que, na última semana, Cuiabá foi a capital com o maior preço para o botijão de 13 quilos do GLP, R$ 120,31, enquanto Salvador ficou com o menor valor, R$ 92,59.

Em relação à gasolina comum, o litro mais em conta foi comercializado nos postos de combustíveis de Macapá: R$ 5,938. O Rio de Janeiro teve o valor mais alto para o litro da gasolina comum, R$ 7,208.

Curitiba teve o menor para o litro do óleo diesel: R$ 4,949. A pesquisa da ANP mostra que Rio Branco teve o litro mais alto do diesel: R$ 6.071.

A coleta de preços foi feita entre 28 de novembro e 4 de dezembro.

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Número de novos imigrantes cresce 24,4% no Brasil em dez anos

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Paróquia de Pacaraima oferece café da manhã para imigrantes venezuelanos diariamente.

Atualmente 1,3 milhão de imigrantes residem no Brasil

Em dez anos, ocorreu um aumento de 24,4% no número anual de novos imigrantes registrados no Brasil, sendo as imigrações venezuelanas, haitianas e colombianas as principais responsáveis pelo aumento. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta terça-feira (7).

Atualmente 1,3 milhão de imigrantes residem no Brasil. Em dez anos, de 2011 a 2020, os maiores fluxos foram da Venezuela, Haiti, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos. O número de novos refugiados reconhecidos anualmente no país saiu de 86, em 2011, para 26,5 mil em 2020. As solicitações de reconhecimento da condição de refugiado também aumentaram, passando de cerca de 1,4 mil, em 2011, para 28,8 mil, em 2020.

Os dados fazem parte do projeto “2011-2020: Uma década de desafios para a imigração e refúgio no Brasil” e foram produzidos pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), parceria do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Universidade de Brasília (UnB). Os relatórios estão disponíveis no portal da imigração.

Trabalho e educação

Os imigrantes ocuparam também mais postos de trabalho no mercado brasileiro. Em 2011 foram 62.423 e, em 2020, 181.358. De 2019 para 2020, os postos de trabalho criados para imigrantes e refugiados no mercado formal passaram de 21,4 mil para 24,1 mil. Um aumento de 12,7%. O estado de Santa Catarina foi o que mais criou postos.

O número de estudantes imigrantes matriculados na rede básica de ensino no Brasil passou de 41.916 em 2010 para 41.916 em 2020.

Conare

Entre 2011 e 2020, o reconhecimento da condição de refúgio pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concentrou-se nas nacionalidades venezuelana (46.412 reconhecimentos), síria (3.594 reconhecimentos) e congolesa (1.050 reconhecimentos).

Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Estudante baleado por sargento de trisal no interior do AC é isolado com suspeita de Covid

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O estudante de medicina Flávio Endres Ferreira, de 30 anos, que foi baleado pelo sargento da PM-AC Erisson Nery, durante uma briga em um bar no município de Epitaciolândia, dia 27, foi isolado no Pronto Socorro de Rio Branco com suspeita de Covid-19.  Há três dias ele está com febre e catarro no peito, e sua esposa também apresenta febre.

Estudante de medicina conta terror ao ver amigo agonizando enquanto sargento lhe apontava arma

O sargento, conhecido por viver um trisal, teria atirado pelo menos cinco vezes contra o jovem que foi encaminhado ao Pronto Socorro da Capital. Neri está preso preventivamente no Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Rio Branco.

 

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