O deputado federal Major Rocha (PSDB) denunciou na sessão do Congresso Nacional desta terça-feira (9) as irregularidades em licitações do Governo petista no Estado e na prefeitura de Rio Branco. A denúncia incomodou o deputado petista Léo de Brito, que tentou desqualificar, mas teve de ouvir onde e por quanto foram os superfaturamentos, bem como o fato das compras terem sido canceladas ou alteradas.

O deputado Rocha registrou no plenário da Câmara a denúncia feita por ele, o deputado Luiz Gonzaga e um grupo de vereadores por conta das irregularidades nas licitações no Estado. O deputado destacou ter procurado o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) para registrar os problemas em compras comandadas pelo PT.

“Oito licitações com superfaturamento e que depois de denunciadas foram canceladas. Há algo de muito estranho na máquina licitaoria do PT no Governo e na prefeitura, ambas gerida por eles”.

Léo de Brito tenta defender

Rocha nem bem tinha se afastado quando o também deputado Léo de Brito fez o seu ataque na tentantiva de defender os companheiros: “O deputado Rocha fez mais uma de suas denúncias vazias e levianas contra secretários da prefeitura e do Governo do Estado do Acre”.

Léo alegou ser tudo por conta do fato da oposição no Acre não possuir discurso e não tem o que fazer por ter perdido sucessivas eleições: “O que eu tenho a dizer é a minha absoluta solidariedade aos secretários, com mais de 10 anos de vida pública. Se os deputados querem fazer algo, por quê não irem nas outras prefeituras que estão cheias de desmandos? Tá aí uma boa opção ao deputado que não tem o que fazer. Ele parece que está sem agenda”.

Rocha responde na “lata”

Nem bem as palavras de Léo de Brito deixaram de ecoar na Câmara Federal e ele teve de ouvir uma dura resposta por parte do deputado Rocha: “Falei de fatos reais e não indícios. Matérias jornalísticas com dados de licitações feitas pelo Estado”.

Rocha citou os 19 milhões de gorros para a Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre), quantidade suficiente para atender ao Estado por 22 anos; da compra de três mil cestas básicas com 78% de superfaturamento na prefeitura da Capital; das 30 mil refeições do Depasa com 100% de faturamento; dos computadores do IDAF com superfaturamento variando ente 42% e 53,22%.

“O PT não quer é investigar. E não são só indícios, tanto que as licitações foram canceladas. O que queremos é o MP investigando as barbaridades que estão ocorrendo e, se for o caso, puna quem as cometeu”, finalizou.

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