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Manifestações pró-governo reúnem multidões em Brasília, SP e Rio; veja vídeos

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Presidente Jair Bolsonaro discursou em carro de som após desfile cívico-militar, em Brasília e Rio de Janeiro

Manifestações de 7 de Setembro no Rio, em São Paulo e no Distrito Federal
R7

O bicentenário da independência do Brasil foi marcado por atos pró-governo nas principais capitais do país. Em Brasília, foi realizado um desfile cívico-militar com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, seu vice na chapa, general Braga Netto, e ministros de Estado. O Palácio do Planalto estima que mais de 1 milhão de pessoas se reuniram na Esplanada dos Ministérios para comemorar o 7 de Setembro.

Após o desfile, em Brasília, Bolsonaro discursou para os apoiadores, ocasião na qual exaltou programas sociais implantados durante o governo — como o Auxílio Brasil —, comentou a diminuição no preço da gasolina e afirmou que “joga dentro das quatro linhas” da Constituição, em referência às eleições de outubro.

Os desfiles para a comemoração do 7 de Setembro acontecem em várias capitais do Brasil nesta quarta-feira (7) e reúnem milhares de pessoas desde as primeiras horas da manhã. Na capital paulista, a população se concentrou na avenida Paulista, região conhecida pelas manifestações na cidade

“O povo está do lado do bem e sabe o que quer”, comentou. “Aqui em Brasília, temos a origem de todas as leis, e estou muito feliz em ter ajudado a chegar até vocês a verdade e mostrado que o conhecimento também liberta. Hoje, todos sabem o que é o Poder Executivo, a Câmara dos Deputados, o Senado e o Supremo Tribunal Federal”, disse.

São Paulo

Em São Paulo, manifestantes se reuniram na avenida Paulista para demonstrar apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, houve um desfile cívico-militar na avenida Dom Pedro 1º, no bairro do Ipiranga, para celebrar o Bicentenário da Independência do Brasil. Assim como em Brasília, o desfile foi o primeiro após o início da pandemia de Covid-19.

Em São Paulo, manifestantes participam de celebração dos 200 anos da Independência do Brasil

Em São Paulo, manifestantes participam de celebração dos 200 anos da Independência do Brasil
FÁBIO MENEGATTI/RECORD TV

Rio de Janeiro

Depois de participar do desfile em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro segue para o Rio de Janeiro para uma cerimônia em comemoração ao Bicentenário da Independência, em Copacabana. Não haverá desfile no local.

Rainha Elizabeth

O Bicentenário da Independência do Brasil foi lembrado pela rainha Elizabeth, do Reino Unido, que enviou felicitações ao presidente Jair Bolsonaro e ao povo brasileiro. A mensagem foi divulgada pela embaixadora interina da Grã-Bretanha em Brasília, Melanie Hopkins, em sua conta no Twitter (veja abaixo).

Na mensagem, a rainha recorda a viagem que fez para o Brasil em 1968: “Em meio à celebração da importante ocasião dos 200 anos de Independência, gostaria de parabenizar Vossa Excelência e enviar minhas felicitações ao povo da República Federativa do Brasil, lembrando com carinho minha visita ao país, em 1968. Que continuemos trabalhando com esperança e determinação para superar os desafios globais juntos”.

Ambulantes ganham até R$ 10 mil

A concentração de pessoas nas celebrações dos 200 anos da Independência beneficiou ambulantes, que aproveitaram a data para faturar. Em Brasília, houve quem esperava ganhar até R$ 10 mil, como em eventos passados, caso de Luzimar Oliveira Filho, de 52 anos. Ele trabalha como ambulante no país inteiro, em diferentes tipos de eventos e manifestações. “Para mim, o público não faz diferença. O dinheiro é o mesmo”, diz.

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Sérgio Caetano, de 33 anos, que vendia bandeiras e camisetas na Esplanada dos Ministérios neste sábado (3), conta que, no ano passado, obteve R$ 5 mil em produtos na manifestação de 7 de Setembro.

Veja como o Brasil mudou em 200 anos

Expectativa de vida de 25 anos, escola apenas para brancos e refeições baseadas em poucos alimentos: passados 200 anos do episódio em que dom Pedro 1º declarou a Independência da coroa portuguesa, muita coisa mudou no Brasil e no mundo. Para historiadores ouvidos pelo R7, o país avançou em ciência, acesso a saúde e educação, mas ainda mantém as chagas da desigualdade social.

Luciene Costa/Arte R7

“Nestes 200 anos, tudo mudou muito. O homem do século 19 estava mais próximo do modo de vida de um homem da época de Cristo do que de um homem da nossa época. O avanço tecnológico e da ciência foi muito grande”, comenta o professor e historiador Alex Catharino, da Fundação da Liberdade Econômica (FLE).

Quando dom Pedro 1º declarou a Independência, o Brasil tinha entre 4,5 milhões e 4,8 milhões de habitantes, e um terço dessa população era de escravos. Isso significa que a densidade demográfica de todo o país era menor do que a do estado de Goiás, que em 2022 tem população estimada em 7,2 milhões de pessoas. Hoje, o Brasil tem 215 milhões de habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — um salto de 4.200% em 200 anos.

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Justiça mantém indenização a paciente que perdeu visão após cirurgia de catarata

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2ª Câmara Cível decidiu minorar a quantia indenizatória de dano moral para 50 mil reais,  negou pensão mensal vitalícia e indenização por danos materiais.

A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre manteve indenização a uma paciente que perdeu a visão após se submeter a cirurgia oftalmológica por meio do programa Saúde Itinerante, realizado através do Estado em 2015. O acórdão está publicado na edição desta terça-feira, 4, do Diário da Justiça.

Embora os desembargadores tenham mantido a indenização, o valor estipulado pelo Juízo da 2ª Vara Cível de Cruzeiro do Sul, em setembro do ano passado, que era de R$ 150 mil, foi minorado para R$ 50 mil nesse último julgamento após o Estado do Acre recorrer da decisão inicial.

De acordo com os autos, a reclamante foi atendida por meio do programa Saúde Itinerante em 2015 e ficou cega do olho esquerdo. O laudo médico atestou que a cirurgia de catarata foi malsucedida e o dano é irreversível.

“Tendo em vista esse norte e as peculiaridades do caso concreto, entendo que a indenização por dano moral em R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) afigura-se excessiva, de modo que, nesta parte, merece acolhida a insurgência da Fazenda Pública requerida. Assim, reduzo a referida verba indenizatória ao patamar de R$ 50.000,00(cinquenta mil reais), pelo dano moral sofrido, na medida em que este valor propicia adequadamente a finalidade satisfativa da parte requerente e o caráter dissuasório à Fazenda Pública requerida”, diz trecho do voto do relator, desembargador Júnior Alberto.

Em relação à pensão mensal vitalícia e ao suposto dano material alegado, requeridos pela paciente no mesmo processo, o relator do processo manteve a decisão do primeiro grau que entendeu não ter tido comprovação de danos materiais pela paciente e que, pelo laudo juntado aos autos, verificou-se que a lesão causada não impede a autora de exercer suas atividades rotineiras laborais e que não houve necessidade de empregar maior esforço físico para realização de seu trabalho.

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Na CNN, Gladson declara apoio a Bolsonaro no 2º turno e garante prioridade na contenção de queimadas

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O governador reeleito, Gladson Cameli (Progressistas), concedeu entrevista ao canal CNN Brasil, na manhã desta terça-feira, 4, e afirmou que deverá continuar apoiando o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) na disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao ser questionado por quais motivos deverá apoiar Bolsonaro, Gladson destacou as parcerias com o governo federal ao longo do mandato. “Ele nos ajudou bastante na questão da renegociação das dívidas, no apoio a questão da segurança, criamos parceria para monitorar nossas fronteiras e também as obras de Infraestrutura que sempre contamos com apoio do governo federal”, declarou.

Cameli também falou do tema do momento: as queimadas. Segundo ele, em seu segundo mandato deverá coibir a prática, porém, sempre orientando os produtores e grandes agricultores. “Forçamos a polícia ambiental para que possamos não só coagir, mas orientar o pequeno produtor”, explicou.

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Campanha contra poliomielite chega ao fim, mas vacina continuará disponível nas unidades básicas de saúde

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A campanha contra a poliomielite teve seu encerramento no último dia 30, entretanto, a vacina continuará disponível aos usuários nas unidades básicas de saúde (UBS) de todo o país. No Acre, cerca de 16 mil crianças, com idades entre 1 e 4 anos, receberam as doses do imunizante, correspondendo a apenas 24% do público estimado.

No Acre apenas 16 mil crianças foram vacinadas contra a poliomielite. Foto: Odair Leal/Secom

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Acre (PNI), Renata Quiles, uma das razões para a baixa cobertura vacinal é a falta de adesão por parte dos pais. “A vacina é uma gotinha, ou seja, indolor, então esse não pode ser o motivo. Ofertamos aos fins de semana e período noturno, a ação foi bem divulgada, então não há justificativa para a falta de procura”, esclareceu.

Dados do PNI mostram que entre os municípios com a menor taxa de vacinação estão Cruzeiro do Sul (6,09%), Rio Branco (8,53%) e Rodrigues Alves (10,22%). Com maior adesão, figuram Plácido de Castro (93,64%), Marechal Thaumaturgo (87,68%) e Santa Rosa do Purus (85,24%).

Poliomielite

Segundo o Ministério da Saúde (MS), em 1994 a poliomielite foi considerada erradicada no Brasil. Contudo, casos da doença vem surgindo nos últimos anos, e a falta de vacinação é o principal fator para o ressurgimento da patologia.

Também conhecida como paralisia infantil, ou pólio, a poliomielite é uma doença contagiosa aguda, causada por um vírus no intestino, que pode infectar crianças e adultos. Nos casos graves acontece a paralisia dos músculos, e os membros inferiores sãos os mais atingidos.

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