2722013153133Da redação, com Ray Melo

As articulações iniciadas pelo deputado federal Gladson Cameli (PP), que defende candidatura única das oposições para a disputa do governo do Acre, em 2014, conseguiu unir o deputado federal Márcio Bittar (PSDB) e o prefeito Vagner Sales (PMDB) numa mesma chapa.

Durante a entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (4), no auditório da Aleac, Gladson Cameli classificou o evento como “o encontro das pessoas que realmente se preocupam com o futuro do Acre e querem fazer a alternância de poder que o povo precisa”.

Os representantes de PMDB, PSDB, PP, PMN, PPS, PR, PPS, Solidariedade e PT do B – terão o objetivo de desenvolver um plano de governo que deverá ser apresentado ao povo do Estado no primeiro semestre de 2014. “Hoje começa uma nova história para o Estado do Acre”, diz Cameli.

Segundo Cameli, as negociações para unir os partidos de oposição teria sido iniciada há mais de 20 dias. “Estes oito partidos que se reuniram sempre defenderam uma candidatura única da oposição. Os partidos que não estiveram presentes na última reunião são porque defendem mais de uma candidatura”.

Gladson Cameli afirma que continuará negociando com Sérgio Petecão (PSD) e Tião Bocalom (DEM). “Os partidos que não estão aqui são nossos aliados. Vamos continuar lutando para uni-los no mesmo palanque. Temos dois desafios: o primeiro é ganhar as eleições; o segundo é governar bem, independente de cores partidárias”, enfatiza.

O prefeito Vagner Sales disse que sua pré-candidatura não representa empecilho. “Quando lancei minha pré-candidatura, as pessoas perguntaram se as oposições vão se unir. Respondi que era um pouco difícil esta união, mas a unidade não é impossível se o objetivo for ganhar as eleições”, destaca.

Segundo Sales, o percentual de 80% de aceitação de sua gestão lhe dá respaldo para ser candidato ao governo do Acre. “Antes, os candidatos da FPA venciam as disputas com mais de 60% da preferência de votos, mas nos últimos pleitos está clara a vontade de mudança do povo”, afirma Sales.

Para o peemedebista, o que mais interessa para opinião pública é que será apenas um candidato que sairá do grupo de oito partidos. “Se na avaliação que será feita em março, Márcio Bittar sair mais bem avaliado, eu vou apoiá-lo. O mesmo acontecerá em relação ao meu nome. O importante é o fechamento de questão em torno da escolha do candidato”.

Vagner Sales defendeu a continuidade das negociações com Petecão e Bocalom “Espero que eles possam pensar no povo do Acre que precisa de mudança e integrem este bloco de partidos que luta por uma candidatura única. Se acontecer um resultado negativo será débito na conta das pessoas que não tiveram a capacidade de pensar no projeto coletivo”.

Para o pré-candidato Márcio Bittar é necessário um estudo aprofundado que fará uma radiografia do Estado. “Precisamos apresentar o melhor e mais audacioso plano de governo para tirar o Acre da estagnação que se encontra. O nosso governo terá que dizer a forma para tirar o Acre da situação difícil que se encontra atualmente”.

Bittar finaliza informando que trabalhou para ser candidato ao governo, mas seu nome não será imposição. “Tenho pelo Vagner e pelo PMDB, admiração e respeito. Não há um projeto que possa ser audacioso e inovador sem a participação do PMDB. Se o nome de Vagner se viabilizar não vai ter problema nenhum, vou trabalhar para ele, que provou não ser apenas bom de tribuna, mas está dando um show de administração em Cruzeiro do Sul”.

Fonte: ac24horas

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