Fábio Pontes

Colocada em situação constrangedora por ter o seu partido nos palanques petistas de Dilma Rousseff e de Sebastião Viana em sua terra natal, a ex-senadora Marina Silva (PSB) trabalha para encontrar uma “saída honrosa” para a situação do PSB e da Rede. Em visita ao Acre neste último fim de semana, Marina declarou que “respeitará a trajetória” do PSB acreano de há 16 anos apoiar o governo da Frente Popular.

A pessoas próximas, porém, a ex-ministra tem tido que com este posicionamento serão inevitáveis os constrangimentos políticos em Brasília. Marina tenta encontrar a melhor fórmula para não ficar desconfortável com a cúpula do partido de Eduardo Campos (PE), e também não criar encrencas para os “socialistas” acreanos, acomodados em cargos comissionados na gestão petista.

Para isso, ela defenderá uma candidatura avulsa ao Senado, sem a apresentação de um candidato ao Palácio Rio Branco. Ainda no sábado (1º) os “marinistas” fizeram uma consulta junto à legislação eleitoral e viram ser possível esta empreitada. Desta forma, PSB e Rede assegurariam um palanque “independente” para Eduardo Campos, desvinculado do PT de Dilma, mas em campanha para Sebastião Viana (PT).

Como a Rede não pode disputar a eleição de 2014 por não ter obtido o registro no prazo estabelecido pela lei, o candidato ao Senado teria que sair do PSB. O principal desafio dos “marinistas” é obter a simpatia da legenda do vice-governador César Messias para este arranjo político.

Para alguns dirigentes, esta candidatura majoritária só seria possível a partir de uma intervenção da executiva nacional no Acre pela indisposição dos “socialistas” em arriscarem seus empregos com o chefe Sebastião Viana.

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