Delegado acusa Casseb de auxiliar organização e usar as profissões de médico e professor para fidelizar clientes e vender ilegalmente os anabolizantes

O delegado Pedro Resende, que nos último mês comandou uma investigação que culminou com o desbaratamento de uma organização criminosa que atua na venda de anabolizantes e esteroides no Acre, falou a respeito da operação nesta sexta-feira (19) que resultou na prisão do médico e professor da Universidade Federal do Acre, do Curso de Medicina, Giovanni Casseb.

Pedro Resende falou como atuava a organização. Ele destacou que Giovanni Casseb adquiria os produtos e repassava a Wendel, na última semana, com diversos produtos proibidos para uso humano.

“O que a gente tem é que o doutor Giovanni, valendo-se da função de médico e de professor universitário, ele tinha uma grande clientela, essa clientela fazia consulta com ele. Os remédios que eram permitidos, que eram legalmente receitados, eram receitados em blocos de receita com o timbre e com o nome do médico, acontece que ele receitava outros remédios disponíveis. Esses não tinha timbre, não tinha assinatura. Nessa ocasião ele indicava o parceiro comercial dele, o Wendel”, explicou o delegado.

“O que mais chama atenção é que essas pessoas não sabiam que estavam
tomando anabolizantes proibidos porque tinham ido ao médico”
Delegado Pedro Rezende

Para o chefe das investigações “o que mais chama atenção é que essas pessoas não sabiam que estavam tomando anabolizantes proibidos porque tinham ido ao médico”, pontua.

Pedro Resende disse que foi representada um mandado de busca e apreensão na casa e no consultório do médico. Ele destacou que foram encontradas caixas do mesmo medicamento apreendido com o Wendel, o que comprova que Casseb adquiria os produtos e repassava ao parceiro comercial.

“Diante das informações foi representada por busca e apreensão na residência do medico, na clínica. Foi feita essa busca. Foi apreendidos diversos materiais, diversos remédios, inclusive remédio com uso restrito, só com retenção da receita. Esse mesmo medicamento foi aprendido na casa do Wendel. Isso comprova que ele fornecia remédio para o Wendel”, pontua o delegado.

Resende não descarta a prisão de novas pessoas envolvidas na rede de distribuição de anabolizantes, inclusive pessoas ligadas à Saúde. “São várias pessoas, de todos os âmbitos da sociedade que participou delas. Há pessoas que serão ouvidas, que são os pacientes ou clientes”.

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