“Não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

O ex-juiz responsável pela condenação de Lula na primeira instância e hoje ministro da Justiça, Sergio Moro, publicou em sua conta no Twitter sobre as ofensas do petista. “Aos que me pedem respostas a ofensas, esclareço: não respondo a criminosos, presos ou soltos. Algumas pessoas só merecem ser ignoradas”, disse.

Lula disse neste sábado (9) em discurso na sede do Sindicado dos Metalúrgicos no ABC Paulista, que a sua prisão foi política e que foi graças a ela que presidente Jair Bolsonaro se elegeu. Para embasar sua tese, o petista relembrou o discurso que Bolsonaro fez nessa semana e que ele próprio publicou nas redes sociais, afirmando que foi eleito graças ao trabalho do ex-juiz Sergio Moro, que condenou Lula em primeira instância. “Eu não sei se vocês perceberam uma falha na fala do Bolsonaro de quinta, ele chegou a confessar que ele devia as eleições ao Moro. Na verdade ele deve ao Moro, ele deve aos juízes que me condenaram e ele deve à campanha de fake news que fizeram contra o Fernando Haddad”, afirmou.

Lula também disse que Moro e Deltan Dallagnol não dormem com a mente tranquila e que o ministro é canalha. O ex-presidente também afirmou que o procurador da Lava Jato montou uma quadrilha para roubar o dinheiro da Petrobras e das empreiteiras.

Ainda de acordo com Moro, Congresso pode permitir prisão depois da segunda instância

STF decidiu na quinta-feira que um réu só pode ser preso quando não houver mais possibilidade de recursos

Na sexta-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse que o Congresso pode alterar a lei para permitir a prisão de réus após condenação em segunda instância.

O Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou nesta quinta-feira esse tipo de prisão, por 6 votos a 5.

Segundo os ministros, uma pessoa só pode ser presa depois que não houver mais possibilidades de recursos contra a condenação.

O ministro Moro se manifestou após a decisão do Supremo, em nota, ele afirmou que sempre defendeu e continuará defendendo a prisão após a segunda instância.

“Sempre defendi a execução da condenação criminal em segunda instância e continuarei defendendo. A decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) para aguardar o trânsito em julgado deve ser respeitada. O Congresso pode, de todo modo, alterar a Constituição ou a lei para permitir novamente a execução em segunda instância”, afirmou Moro.

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