Moisés foi sentenciado a 3o dias de prisão no presídio de Villa Busch - Foto: Almir Andrade
Moisés foi sentenciado a 3o dias de prisão no presídio de Villa Busch – Foto: Almir Andrade

O caminhoneiro Moisés Evaristo de Souza Neves, de 39 anos, foi solto no início da tarde desta quinta-feira (2), após ficar preso desde o dia 23 na cidade de Cobija, na Bolívia, por se envolver em um acidente de trânsito. Segundo a advogada do consulado brasileiro em Cobija, Jaqueline Ortega, a soltura do caminhoneiro se deu após uma audiência de conciliação onde as partes envolvidas tiraram a queixa contra o caminhoneiro e a Justiça então, decidiu pela soltura de Neves.

Em seguida, a ponte da Amizade, que liga o Brasil através da cidade de Epitaciolândia (AC), à cidade de capital de Pando/Bolívia, que foi bloqueada a dois dias por vários caminhões, foi liberada para o tráfego de veículos.

“Nós demos todo o apoio para ele. Acompanhamos desde o momento da prisão até a soltura. As acusações foram retiradas e o processo foi arquivado. Ele vai poder trabalhar normalmente aqui na Bolívia, sem problema algum. Não tem mais nada contra ele no país, ele não responde a nenhum processo, foi tudo arquivado”, explicou.

Para o irmão de Neves, o taxista Márcio Antônio de Souza Ripardo, de 44 anos, a soltura do irmão é um alívio. Segundo ele, o maior medo da família era devido às leis da Bolívia serem diferentes das aplicadas no Brasil.

“As leis são diferentes aqui na Bolívia, se um indivíduo se envolve em um acidente, estando certo ou errado, ele é preso até que seja tudo esclarecido. Ficamos em Cobija o tempo todo, eu e a esposa dele, ainda bem que não aconteceu nada. Tivemos ajuda e apoio de amigos que moram em Cobija e da classe de caminhoneiros tanto do Brasil, como da Bolívia”, disse Ripardo.

Um colega de profissão do caminhoneiro, que preferiu não se identificar, disse que todos ficaram felizes porque Neves foi solto, mas, segundo ele, a categoria precisa de mais apoio do governo. “Fizemos vários protestos, fechamos ponte e conseguimos fazer com que ele fosse solto, a justiça foi enfim, feita. Precisamos de mais apoio, pois somos nós que abastecemos o mercado, as pessoas precisam de nós, e hoje somos uma categoria abandonada”, finalizou.

Com informações do G1

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