Denúncia foi feita pela Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Sul.
Associação Comercial do Alto Juruá diz que aumento é devido cheia em RO.

G1

Ministério Público de Cruzeiro do Sul vai investigar aumento na cesta básica (Foto: Genival Moura/ G1)
Ministério Público de Cruzeiro do Sul vai investigar aumento na cesta básica (Foto: Genival Moura/ G1)

A cesta básica no Acre teve uma alta significativa após o isolamento do Acre devido à cheia do Rio Madeira, em Rondônia. A conclusão é da Comissão dos Direitos do Consumidor da Câmara de Vereadores da cidade e do Ministério Público Estadual, através da Promotoria dos Direitos Difusos e Coletivos, que juntos decidiram investigar se os preços estão abusivos.

Dois engenheiros da promotoria farão um levantamento de preços dos itens considerados de primeira necessidade, conforme a tabela do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“O preço está matando os mais pobres, nunca pensei que isso fosse acontecer. Um salário mínimo não dá para comprar mais nada. Se não melhorar não dá para o pobre viver. Estou comprando só o básico, está difícil sustentar a família”, desabafa a dona de casa Francisca das Chagas de Souza, de 62 anos.

Na opinião da vereadora Iria Matos (PC do B) que é membro da Comissão dos Direitos do Consumidor da Câmara de Vereadores da cidade, alguns comerciantes estariam se aproveitando para lucrar com a crise. “Isso é visível, subiu o preço, inclusive, de produtos que não dependem da estrada, porque chegam por meio fluvial. O nosso maior medo é que, após a cheia em Rondônia, esses produtos não voltem ao preço normal”, questiona.

A promotoria promete uma apuração detalhada do aumento dos preços. “Os parlamentares procuraram o Ministério Público e, a partir dessa provocação, nós iremos fazer uma investigação formal e técnica. A partir dessa coleta, iremos avaliar se existe ou não abuso, formação de cartel e tomaremos as providências jurídicas que o caso necessita”, garante o promotor de justiça Wendy Takao Hamano.

O presidente da Associação Comercial do Alto Juruá, Assem Cameli justifica que os produtos aumentaram por causa da logística mais cara em consequência do isolamento e, principalmente, devido a alta da inflação.

“Não estamos nos aproveitando, estamos fazendo um grande esforço para vencer o isolamento e repor o estoque. Muitas empresas não faturam mais para o Acre, porque não tem como chegar, enquanto que em uma situação de normalidade, os fornecedores deixam a mercadoria em Sena Madureira. Estamos em uma guerra para manter o comércio funcionando”, conclui.

 

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