O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pelos promotores de Justiça Bernardo Albano e Ildon Maximiano, participou nesta segunda-feira (23), na 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, da audiência de instrução e julgamento de 49 réus acusados de integrar de 3 facções criminosas atuantes no estado.

Eles foram presos em abril de 2017, durante a segunda fase da Operação Êxodos, deflagrada pela Polícia Civil, e denunciadas pelo MPAC, por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os envolvidos foram denunciados pelo crime de integrar, promover ou financiar organização criminosa, que prevê ainda aumento de pena pelo uso de armas de fogo e cooptação de menores para as facções.

“Ao longo da investigação foram identificados diversos mandantes de outros crimes, como homicídios, roubos e tráfico de drogas, e as provas desses crimes foram compartilhadas com outras investigações, a pedido do Gaeco, para que a Justiça faça a devida responsabilização desses casos”, destacou o promotor de Justiça Bernardo Albano.

O promotor de Justiça Ildon Maximiano ressaltou que no processo há perfis de facções criminosas diferentes e existe uma interconexão entre elas. “A partir da investigação sobre uma, se chegou a outras, ainda que exista rivalidade entre algumas delas”.

De acordo com o promotor, a audiência é fundamental, uma vez que, diante da escalada de violência dos últimos anos, cabe ao Estado uma resposta, seja na repressão ou em outros mecanismos. “Neste caso estamos tratando da repressão e queremos que ela seja firme, de modo a impedir que essas pessoas possam voltar ao convívio social sem a devida punição”.

Após o término da audiência, que encerrou às 19h30m da noite desta segunda, as partes terão prazo para apresentação de alegações finais e posteriormente o caso será sentenciado.

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