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Equipes do Grupo Especial de Apoio e Atuação para Prevenção e Resposta a Situações de Emergência ou Estado de Calamidade Devido a Ocorrência de Desastres (GPRD), do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), encerraram, no sábado (4), o atendimento às famílias atingidas pela enchente do rio Acre, que estavam alojadas nos abrigos públicos.

No Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, em Rio Branco, ficaram alojadas a maioria das vítimas da cheia do rio. No local, ficaram abrigadas mais de 2 mil famílias. Assim, o MPAC instalou um estande para atendimento exclusivo às famílias instaladas no parque. Outras equipes do GPRD, de forma itinerante, efetuaram atendimento também pelo interior do Estado, nas cidades assoladas pela enchente, além de visitação em outros abrigos, tanto na capital, quanto no interior do estado.

“Em Rio Branco, nosso objetivo foi alcançado. O atendimento nos abrigos foi encerrado. A cidade de Tarauacá é que ainda enfrenta um repiquete do rio Tarauacá. Estamos monitorando a situação para sabermos se será necessária a equipe do GPRD reforçar o atendimento na promotoria da cidade”, disse o Procurador-Geral Adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais e coordenador do GPRD, Carlos Maia.

O coordenador ressalta que, a partir desta semana, os atendimentos serão feitos apenas nos prédios do MPAC.

O estado enfrentou o maior desastre natural de sua história, entre fevereiro e março de 2015, onde cidades foram devastadas pelas águas. Em Rio Branco, por exemplo, o nível do rio registrou a marca recorde de 18,40 metros, no dia 4 de março de 2015.

Na capital, a enchente atingiu 53 bairros, tirou de casa 10,4 mil pessoas e afetou diretamente mais de 87 mil habitantes. No total, a cheia atingiu os municípios de Assis Brasil, Epitaciolândia, Brasileia, Xapuri e Porto Acre.

Outros rios que cortam o estado, como Tarauacá, Envira, Iaco e Juruá, também transbordaram e causaram transtornos a milhares de moradores de outras cidades acreanas.

Para amenizar os problemas das famílias em consequência da enchente, no dia 24 de fevereiro de 2015, dois dias após o rio Acre alcançar a cota de transbordamento e a Prefeitura de Rio Branco decretar situação de emergência, a Procuradoria-Geral de Justiça do Acre reativou o GPRD.

Nos 38 dias de instalação no parque de exposições, foram registrados pelo Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) do MPAC, 2.290 atendimentos, fora os atendimentos de busca ativa (deslocamento de equipes) e os atendimentos prestados durante a edição especial do ‘MP na Comunidade’ promovido no local que, juntos, somam mais de 620 atendimentos prestados.

Ainda nesse período, mais de 30 mil itens, entre materiais de limpeza, sacolões de alimentos, vestuários e fraldas, foram destinados pelo MPAC, por meio da campanha ‘MP Solidário’, aos desabrigados pela enchente.

Além da doação de donativos, um montante em dinheiro foi arrecadado pelos membros e servidores da instituição e pelas associações das respectivas classes, Ampac e Assempac, como ajuda de custo às famílias atingidas pela cheia.

“Com esse pequeno esforço de todos, ajudamos a confortar a população atingida em um momento tão sofrido e colocamos em prática o preceito bíblico de amar ao próximo como a si mesmo. O MPAC está cumprindo seu papel constitucional, de atuar na defesa dos interesses sociais”, afirmou o Procurador-Geral de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto.


 

Com informações da Assessoria

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